PUSILANIMIDADE ( covarde, medroso, fraco.)
Osmarosman Aedo
Membro da APB (Academia Poética Brasileira)
E depois de várias tentativas frustradas
Desengavetam a TERCEIRA GRANDE GUERRA
(ensimesmada como perfil de amador)
Sem ser preciso o uso exacerbado de armamento bélico...
Foram muitos os corpos sem alma
Esparramados por coveiros deglutidos por covas apressadas
E ninguém, mesmo que impusessem,
Levantou-se de sua poltrona
Para pelo menos descortinar as mentiras
Que a TERCEIRA conta das outras duas... Ninguém.
Sabem por quê?
Porque da poltrona dava pra ver
Que os corpos caídos não eram corpos seus;
Porque toda dívida tem sempre alguém que paga;
Porque em toda construção os sacrificados jazem em meio ao concreto;
Porque toda fé mantém seu herege busteado em praça.
Não vi ninguém solucionar, mas trazer problemas? Faziam filas.
Foi tão impetuoso que nem deu pra saber
Se o vizinho que saiu para trabalhar, retornou.
Não deu para observar
Se todo o alarido que tentava driblar os pêsames,
Orou para ter uma morte tranquila.
Desengavetada então,
Rosnou para todos que passavam, e os mordeu
Sem se dar conta que para cada lápide naquele estreito alpendre,
O único que ainda pedia por eles, era eu.
...nada que a história não venha rasurar...
...servi à minha causa, achei justo...
Disse o cemitério sem nenhuma ressalva e ou ressentimento.
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Na foto, abaixo, o poeta Osmarosman Aedo (sentado), com Mhario Lincoln

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