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Cidades ADRIANO SIQUEIRA

Adriano Siqueira, o Conde DRI, faz entrevista com Sérgio Pires, da Rádio Putzgrila

"O rádio mexe com nossa imaginação, onde através da nossa locução o ouvinte passa a construir em sua mente as imagens do que está sendo falado".

12/03/2021 10h27
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Adriano Siqueira
Conde DRI
Conde DRI

Adriano Siqueira entrevista Sérgio Pires, da Rádio Putzgrila, Programa Creepy Metal Show

Coluna "Fale de Você" da Revista Literatura Marginal.

Adriano Siqueira é membro da Academia Poética Brasileira

A ENTREVISTA:

1 - Como começou essa fase de ser um narrador de rádio?

Sérgio Pires: O Rádio sempre fez parte da minha vida, desde ainda muito pequeno, lembro-me de ouvir os programas que minha mãe gostava, além de ser a primeira coisa que fazíamos ao acordar, desligar o despertador e logo ligar o rádio. Mantive esse hábito depois de adulto, e nos dias atuais, com a facilidade que temos devido à internet, gosto de pesquisar e escutar rádios de outros países. O fazer rádio começou a uns 10 anos atrás, um amigo de infância estava apresentando um programa na rádio comunitária do meu bairro, e me convidou para participar do programa, desde então nunca mais deixei a radiodifusão, passando por três emissoras e já tendo apresentado diversos programas dos mais variados temas. É uma paixão que não se esgota jamais!!

2 - É uma área que te deixa muito tempo sentado. Você gosta de fazer exercicios. Correr, nadar?

Sérgio Pires: De fato, entre produção e apresentação, cada programa me consome de 6 a 8 horas, e como atualmente estou com dois, fico muito tempo pesquisando. Gosto muito e esportes coletivos, mas devido a pandemia, não é possível, ao menos por hora, jogar um basquete , vôlei ou um futebolzinho, então tenho preferido fazer caminhadas sempre que possível.

3 - Quando surgiu a Rádio Putzgrila?

Sérgio Pires: A Putzgrila, criada por Pedro Fonseca, entre os dias 6 e 7 de setembro de 2006. Ele já tinha experiências no Interior do Estado e queria trabalhar em Porto Alegre com sua paixão – além da Putzgrila, Pedro divide seu tempo trabalhando na Rede Pampa. A primeira sede da Putzgrila foi no Centro Histórico, na Praça Conde de Porto Alegre, no último andar do prédio onde morava. Mas eram tantas reclamações dos vizinhos com a barulheira, que ele teve de mudar a emissora para o Marquise 51, passando depois para a Lima e Silva, no espaço onde ficava a loja Budha Khe Rhi. Ali ainda montou um bar da Putz e criou a Vila do Rock. Dali, a rádio se deslocou para um casarão na rua José do Patrocínio, ao lado do London Pub. Depois, a volta para o Marquise 51, e atualmente, em tempos de pandemia do coronavírus, a Putzgrila está sem sede, com cada apresentador fazendo a programação de sua casa. Pedro já perdeu a conta do número de apresentadores e radialistas que já atuaram na emissora, certamente mais de 100. Entre eles Freddy Chernobyl, Mumu, da Vera Loca, Lucas Hanke, da Identidade, Flavio Soares, da Leviaethan, Ana Beise, que mesmo à distância ainda faz colaborações. Atualmente os mais antigos da casa são Camilo Bassols, que compõe a diretoria juntamente com o Pedro Fonseca, Rafael Cony, John, Juann Acosta, Fabiano Girard e Sérgio Pires. A rádio já cobriu o primeiro “El Mapa de Todos” no Opinião, algumas edições do “Morrostok” em Sapiranga, “Van Gogh Blues” no Clio, e festivais como o “Festimalta”, “Açorianos de Música”, e também edições da “Maratona Literária”. Mas houve ainda cobertura de shows: Black Sabbath, Aerosmith, Chuck Berry e até AC/DC na Argentina. Alguns dos programas que podem ser ouvidos atualmente na Putzgrila: “Vitrola Virtual com Rafael Cony”, “Hot Stuff com Juann Acosta”, “Tua Banda na Putz!”, “Creepy Metal Show com Sérgio Pires”, “Igreja da Restauração de Raridades do Rock com Juann Acosta”, “Sonorizando com Fabiano Girard”, “Projeto Piloto com Tchaina Bass”, “Rock n’ John com John”, “Acordes Elétricos com Rodrigo Vizzotto” e “Futzgrila com Juann Acosta e Fabiano Girard”.

4 - Pretende fazer uma versão em vídeo como algumas rádios fazem ou mesmo lançar um CD de contos com tantos que narra?

Sérgio Pires: Então, o Creepy Metal Show tem seu canal no Youtube, onde dispomos os contos narrados, mas só áudio, com poucas animações. Tenho um projeto de passar a criar conteúdos exclusivos para o canal, com vídeos mais elaborados, porém o investimento em equipamentos para a produção de conteúdos de qualidade ainda nos impede, mas acredito que no segundo semestre já estaremos sim com vídeos novos e exclusivos em nosso canal. Com relação aos contos, temos projetos futuros de elaborar antologias ou coletâneas apenas com os contos que narramos no programa, assim como a elaboração de um áudio book, contudo ainda é um projeto futuro, depende de conversar com todos os autores que nos confiam seus trabalhos para narrarmos no Creepy, os quais temos extremo respeito e uma grande responsabilidade, afinal trabalhamos com as obras desses autores.

Sergio Pires.

5 - Hoje temos muitas formas de comunicação, mas ainda o rádio é o preferido. Tem alguma magia nisso?

Sérgio Pires: O rádio mexe com nossa imaginação, onde através da nossa locução o ouvinte passa a construir em sua mente as imagens do que está sendo falado, isso nós chamamos de “as cores do rádio”. E é sem dúvida o meio de comunicação mais democrático que existe, pois a programação que se escuta nos bairros mais nobres também pode ser escutada nos bairros mais humildes. Ainda que nos dias atuais existam outras formas de se fazer esse trabalho, a sua essência é a mesma, pois lidamos com pessoas, que por vezes tem em nossos programas a sua única companhia, seja em casa ou no trabalho, e isto é algo que sempre faço em minhas transmissões, que é agradecer pelo carinho da companhia dos ouvintes, afinal é para eles que fazemos esse trabalho. Uma das frases que mais gosto é: “Nunca haverá solidão enquanto houver um radialista no ar”. E se depender de nós, sempre estaremos no ar.

6 - Conte um pouco sobre o dia a dia.

Sérgio Pires: Excetuando esses tempos pandêmicos, normalmente meu dia gira nos três turnos, dividindo o tempo entre família, trabalho, faculdade e a rádio. Nas horas vagas, gosto de assistir séries e filmes, ler, jogar videogame ou RPG, e aos finais de semana, como um bom gaúcho, gosto de assar um belo churrasco!!

7 - Qual é a forma de contato para os escritores enviarem contos para você narrar?

Sérgio Pires: Bom, o Creepy Metal Show tem perfil no Instagram, fanpage no Facebook e canal no YouTube, mas os autores podem entrar em contato comigo pelo e-mail [email protected], para dúvidas ou envios de contos para narrarmos no programa. Podem enviar contos de Terror, Dark Fantasy, Scifi e Literatura Fantástica, teremos satisfação em recebê-los e aumentar cada vez mais esse coletivo que se forma, pois o Creepy tornou-se ponto de encontro de autores e autoras, especialmente no “Conversa com os Autores”, que é a live que faço no perfil do Instagram do programa, onde convido os autores narrados para que nossos ouvintes possam conhecê-los, e tem sido uma experiência muito gratificante.

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Agradeço muito as respostas Sérgio e muito sucesso para você e todos que produzem o Creepy Metal Show.

Abraços, Adriano Siqueira

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Creepy Metal Show

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Ouça os contos de terror da Rádio @creepymetalshow

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