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Poesias: "ÁGUIA DA VIDA", de Letícia Mariana/ LAVRADOR DE OUTONOS, de Joao Batista Gomes Do Lago

Poesias

20/04/2021 13h10 Atualizada há 3 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Divulgação
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POESIAS ESCOLHIDAS

Convidada: Letícia Mariana.

Águia da vida

Letícia Mariana

 

O tremor de um corpo em chamas,

O sentido que me falta!

O voar que pulsa num segundo,

O tempo não me resta!

Águia da vida que luta,

Fúnebre festa sem convidados,

Solitário voo.

As mãos sangram de saudade,

Imensidão infeliz!

Fúnebre festa lotada de seres,

Solitária poesia.

Águia da vida que morre,

Desencontro sarcástico de um fim.

Um coração humano e sádico,

O tremor de um tempo em chamas.

 

João Batista do Lago.

LAVRADOR DE OUTONOS

DE Joao Batista Gomes Do Lago

 

Chegado é o tempo da colheita!

Há muitos frutos para se colher

Depois dum verão causticante (e)

Antes que o inverno de águas torpes

Carregue para o leito das correntes

Toda beleza das rosas e das flores.

 

Venho dos campos de terras tombadas

Ardidas e calcinadas por mãos assassinas

Onde se plantaram o fogo do madeiro

Hoje a cruz de cinzas que volatiza a Cida

Transformando todos os frutos em carvão

Enferrujando a lavoura e a água e o sal.

 

Lavrei-me de todas essas rudezas (e)

Diante do altar de todas as plantações

Viscerálgico como carpideira solitária

Fui carpindo uma a uma minhas dores

Plantando em cada semente visionária

A possibilidade de me ser toda floresta.

 

Todo o fruto da terra que ainda me resta

Colho-o com as mãos duma criança

Para comê-lo com o sabor da esperança

Visceral diante do altar da vida

Como se fora a última hóstia dos mortais

Para queimar o fogo dos dias finais.

 

Talvez assim – quem sabe! – o fogo pagão

Aprenda a arar a terra de todos os campos

Salvar todas as nascentes de qualquer Jordão

Capaz de banhar a vida com todos os encantos

Gerados do ventre da terra… E ao final

Cantar o terço numa oração de bem-aventurança.

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