
Sábado Poético
DIA DAS MÃES
Osvaldo Pereira Rocha*
Para honra e glória do Grande Arquiteto do Universo (Deus-Pai), que nos reuniu no amor de Cristo. E de Maria, nossa senhora de Fátima, mãe de Jesus Cristo e de todos nós, católicos, maçons ou não, que merece todos os títulos para demonstrarmos louvor e gratidão pelas graças e benefícios dela recebidos.
Invocamos Maria com as virtudes das quais é modelo, isto é, Mãe Castíssima, Mãe Puríssima, Virgem Prudentíssima, Virgem Fiel. Acrescentamos aos seus títulos as nossas necessidades, denominando-A consoladora dos Aflitos ou Nossa Senhora da Ajuda. Tão próxima dos homens e mulheres, que ousamos juntar a esse santíssimo nome até a feiura de nossas misérias, ou seja, Refúgio dos Pecadores, Porto Seguro dos Náufragos, Saúde dos Enfermos, Senhora do Bom Remédio, remédio de nossas feridas
Na minha família sanguínea, já perdi minha mãe, Luiza Pereira Rocha, a melhor das mães terrenas, que foi chamada pelo Pai Celestial para o Céu, de onde vela por todos nós, seus filhos e filhas, netos e netas, bisnetos e bisnetas; todavia como sou avô e bisavô tenho filhas e netas, irmãs, companheira, sobrinhas, noras e cunhadas que são mães, além das mães da minha grande família maçônica.
Neste 09 de maio, Dia das Mães em 2021, celebrado anualmente no segundo domingo de maio, rogo a Mãe Santíssima que peça a Deus por todas as mães, de sangue e maçônica, para que tenham, com seus filhos e filhas, netos e netas, um Dia das Mães de plena saúde, amor, justiça e paz. E 1º de maio é dia de São José Operário e do Trabalho, e 13 de maio é o Dia de Nossa Senhora de Fátima e do aniversário da minha irmã e comadre Enoe, a quem parabenizo e desejo felicidades com saúde plena, amor e paz.
Rogo ao Grande Arquiteto do Universo para que continue nos abençoando. SL, 02052021.
*Colaborador, registro DRT/MA nº 53. Grão-Mestre AD VITAM do GOAM, atualmente GOEMA. Site www.osvaldopereirarocha.com.br
O MEU FEMININO
Letícia Mariana
Sou cantiga que berra,
Não sou flor,
Não sou fera.
Sou sofrer que resiste,
Sou o triste do passado,
A vela que incendeia,
O meu feminino,
Sou mulher!
Hoje choro sem medo,
Sabendo que sofrerei depois.
Hoje rio dos anseios,
E sei que o penar não se foi!
Cada canto me trouxe mórbidos passos,
A luz me socorre!
Talvez a razão seja um fato,
Emoção me consome.
Sou cantiga que berra,
Talvez seja flor ou fera,
Resisto no caminho,
Eu sou o meu feminino!
MÃE AVÓ SANTA I
Kalil Guimarães
Mãe...
tuas lembranças
mostraram-me o mundo
mulher livre
independente e forte.
Para me proteger
falaste-me da vida
fui acalentada com o teu amor
que me amparava em todos os momentos.
Éramos unidas por uma força superior
nos entendíamos com um olhar sorriso.
Éramos amigas de infância de todas às horas
na escola
na cidade
na igreja
nas brincadeiras
nas tristezas...
Enchias minha memória
e o meu coração com teus carinhos
o meu finito tinha espaço no teu finito
para evoluir e alcançar voos.
Minhas tristezas de criança acolhias
mostrando-me que elas passariam
com o primeiro canto da alvorada.
Me alimentavas com as esperanças que surgiriam
da força dos meus atos
com teu exemplo me fiz forte e decidida
aprendi a pintar o retrato da vida com
sonhos
felicidade
luta
paixão
amor.
A cada incerteza tuas palavras me orientavam
os melhores caminhos para a minha escolha.
Eras
a rosa perfumada
a bruxinha dos contos de fadas
o anjo que me protegia
a eureka das minhas dúvidas.
Estudavas comigo
contavas-me lindas histórias
para ti eu era a menina princesa
mas criança como as outras.
Mãe a cada alegria ou dificuldade
escuto a tua voz a orientar-me.
Saudades de ti minha mãe
avó e Santa.
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