
SÁBADO POÉTICO
Um poema enviado pela amiga Biláh Bernardes, escrito pelo confrade Claudio Marcio (APB/seccional de MG) para sua mãe, D. Preta. ambos subiram ao Eterno. Agradecimentos a escritora e poeta Biláh Bernardes pela colaboração.
Essência
(Para Dona Preta)
*Claudio Marcio
Essência de afeto e carinho
Generosidade que contagia e seduz
Celebra a vida com arte
Poeta de aromas e sabores
Que alimenta alma/espírito
No instante do ofício
Nos ensina que a cerne do sucesso
Está no amor em realizar.
Pequena de alma gigante
Fiel escudeira
Sempre a postos para servir
Sublime tu és
Divina dádiva sagrada.
Quero sempre para sempre
Deleitar-me
Com tua doce presença.
Escutar tuas
Sóbrias e sábias palavras.
Contagiar-me
Com tua energia.
Flutuar-me
Na suavidade do teu olhar.
Deliciar-me
Com teu humor.
Encantar-me
Com teu fascinante sorriso.
Desfrutar-me
De tua sensibilidade mágica
De vê-la
Embelezar o que é desprovido de beleza
E fazer o belo tornar-se eterno.
Cláudio Márcio Barbosa
JOANA BITTENCOURT, poesia escrita em Ville de France, Cote d'Azur, em Nice França. Lá joana também finalizou seu livro Itagiba, agosto de 2007. APB/Secional do Maranhão:
NORDESTINO, SIM SENHOR!
Sou nordestino, seu menino, sim senhor!
Sou de lavra e de palavra, seu doutor.
Sou antes, e acima de tudo, um forte.
Enfrento o sol, a chuva, a morte.
Com a mesma disposição,
ponho a mão na enxada, faço versos à minha amada, dou conta da produção.
Se preciso for, viro pedreiro, carpinteiro, poeta, violeiro, cantador.
Mas sou bom mesmo é no trato com a terra.
Verdade, verdade encerra
Eu sou um bom lavrador!
Para ser aquilo que sou,
só preciso de Deus, de água e de chão.
Por isso me largue de mão: eu minha enxada e meu torrão.
(Aí eu vou lhe dar de comer) e todos vão sobreviver.
- A terra é minha riqueza.
É dela que brota tudo que abastece sua mesa.
(Agora entendo porque todo mundo cobiça a terra...).
- É que a terra encerra toda riqueza do mundo!
Poesia de MARIA JOSÉ DA SILVA/APB, seccional do Rio de Janeiro.
Sou Nordestina de coração
Criada lá no meio do Sertão.
Andando de pés no chão...
Dormido numa Esteira
E comento meu Pirão.
Meu Sertão meu Nordeste
Nunca te esquecerei.
Não tinha nenhuma riqueza
Foi ali que nasci.
Meu Nordeste terra amada
Minha Terra, meu Torrão
Se nasci naquela Terra
Mas, era muito feliz.
Eita...saudade que sinto
De tudo que lá vivi.
No meu Nordeste querido!
Saudade sinto de ti.
O Terreiro se iluminava
Com o clarão da Lua.
Na Palhoça o Lampião
Era nossa energia.
Toma banho de Rio
Cantava minhas canções.
Li os Folhetos de Cordel
E tinha como como lição.
Oh! Saudade dessa Terra!
Se um eu voltar,
Vou rever os meus amigos...
E a saudade matar.
Nortista com orgulho!
Foi lá que eu nasci.
Se hoje, estou distante...
Mas nunca te esqueci.
(Maria José da Silva)
ANTONIO AILTON/ALBERICO CARNEIRO. Poeta e romancista, editor clássico do "Guesa Errante", Suplemento Cultural e Literário do JORNAL PEQUENO. Chega aos 76 anos com respeito de seus pares e uma bagagem excepcional de trabalho pela cultura do Maranhão. Neste 15 de maio ele faz aniversário. Sem dúvida, uma dos grandes nomes do mundo literário e educacional do Maranhão. Hoje, outro poeta, o Antonio Ailton, faz uma merecida homenagem ao Alberico, através do envio do nosso confrade João Batista Gomes do Lago/ APB, seccional do Maranhão.
"Aura de Luz"
*Pedro Sampaio
Às palavras negativas, não se prenda
Relembrar torturas, se revive uma agonia
Vibrar com o positivo é bom que se aprenda
Expurgue do pensamento, a negativa energia
Desculpar, não é igual a perdoar
E pouco serve, pra seguir a caminhada
Desculpa, lembra ferida que veio cicatrizar
Perdoar torna, a sua alma libertada
Seguindo livre, leve e solto o coração
O completo alimento, para alma é o perdão
Ensina a vida, e precisamos aprender
Quem faz o bem, semeia trigo e planta amor
Com Espírito evoluído d'um Ser edificador
Esse tem aura de luz, para além do seu viver.
(Pedro Sampaio)
Acadêmica Carmen Regina Dias. APB/PR
A Bella Tarde*
A bella tarde se lança
ao espaço entre o dia e a noite.
Gostosa e lânguida,
vai descendo o zíper do vestido de seda
vermelho, para seduzir, ombros à mostra,
fenda horizontal insinuando-se
no limite entre o céu e o chão,
sentidos aflorados,
chama ...
O poeta,
rosa rubra nos lábios,
pena fina na mão,
poema ardendo na ponta da língua,
corre ao seu encontro,
inebriado, encantado, fascinado.
As maçãs exalam, as sereias espiam,
as areias suspiram.
Eu espero sentada à beira do a mar.
Carmen Regina*
2011
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