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Mulher Babaçu conta tudo sobre o Bumba Boi do Maranhão, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Entretenimento.

21/06/2021 às 09h33 Atualizada em 26/06/2021 às 12h43
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mulher Babaçu
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VIVA SÃO JOÃO

O bom humor da divertida comédia ‘O Desejo de Catirina.

O espetáculo é baseado na história tragicômica mais popular dos folguedos maranhenses: O Auto do Bumba meu Boi, que Uimar Jr. Conta no vídeo. Veja abaixo :

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Então tudo termina em festa. VIVA SÃO JOÃO e a festa começa sendo todos convidados: vizinhos, índios, índias, vaqueiros, cazumbás e Dona Maria não esqueceu o Arroz de Cuxá com peixe frito, vatapá, farofa, torta de camarão , caranguejo, sururu, sarnambi e de sobremesas cocadas, mingau de milho , bolo de macaxeira , bolo de tapioca e muita comida piquenos. Pense em uma festa.

Uimar Junior no Boi.

Bumba meu boi do Maranhão é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 

O Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão é o mais novo bem brasileiro consagrado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A excepcionalidade dessa celebração múltipla, que reúne as diferentes matrizes culturais formadoras das identidades que compõe o Brasil, foi reconhecida pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda da Unesco, reunido em Bogotá, na Colômbia em 11 de dezembro de 2019 e mostrou para o mundo sua grande capacidade de criatividade humana. Nós maranhense ainda nem conseguimos comemorar ou seja, fazer uma grande festa, pois a Covid19 não demorou muito a chegar e estamos com dois anos obedecendo as normas da OMS. Mas tenho certeza que próximo ano estamos nos arraias.

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A comédia "O Desejo de Catirina"

Antes, é bom relembrar uma coisa. CATIRINA É HOMEM

Agora piquenos vocês vão ficar sabendo porque a Catirina, na originalidade, na montagem do Auto do Bumba Meu Boi tem que ser homem??? Vocês sabiam que antes mulher não dançavam boi, eu pesquisei piquenos, um tempo atrás, que o Bumba Meu Boi logo que surgiu era marginalizado pela sociedade local e como mulher não dançava, o homem se vestia de  mulher grávida para representá-la. Pouca gente sabe.

Repressão e preconceito contra as festas do bumba meu boi. Os primeiros registros oficiais do bumba meu boi, no Maranhão, mostram que a festividade era predominante entre os negros, o que gerou um descontentamento na sociedade elitista da época. Em 1861, a manifestação cultural foi proibida, sofrendo uma paralisação de sete anos. Durante o período em que o boi esteve parado, entrou em vigor o Código de Posturas de São Luís, pela Lei Provincial, em 4 de julho de 1866. Seu artigo 4º “proibia a realização de batuques fora dos lugares permitidos pelas autoridades competentes”. Mesmo com a volta dos folguedos, os responsáveis pelo bumba meu boi tinham que pedir, por requerimento, a autorização da polícia para que pudessem ensaiar e sair para se apresentar nos dias das Festas Juninas. A burocracia durou de 1876 a 1913. 

Momento mágico/Cazumbá.

Uma história do Brasil Colônia

O auto do Bumba meu boi é um retrato do Brasil colonial sertanejo, especialmente do Nordeste brasileiro. As relações de poder, laborais e sociais são evidenciadas pelo típico coronelismo da época - que, de alguma forma e infelizmente - ainda sobrevive na sociedade brasileira de hoje. Assim sendo, as três principais matrizes étnicas da formação do nosso povo estão representadas através de seus principais personagens - elas mesmas que deram seu contributo importante para a criação desta que é a mais brasileira das manifestações folclóricas e o mais brasileiro dos folguedos, dada a sua origem, a sua diversidade e complexidade, principalmente o daqui do Maranhão.

Elenco da peça.

Elenco: da direita para a esquerda: Cazumbá (Mary Gomes). Catirina (Uimar Jr.). Pai Francisco (Tony Costa). Vaqueiro (Danilo Barnu). Coronel (Júlio Fernandez). D. Maria, esposa do Coronel (Tony Ferraz). Figurino: Jeisa Moraes. Iluminação: Tony Costa. Direção: Uimar Junior e Tony Costa. Comédia: adaptação livre de Wilson Chagas .

A comédia "O Desejo de Catirina", baseada nesse auto, veio leve e despretensiosa, com um formato feito para agradar principalmente ao público infantil. No entanto, tem sido fortemente aplaudida por todas as faixas etárias. Sua linguagem simples e muito bem humorada aliada às suas mensagens de grande impacto, atuais e necessárias em tempos confusos e conflitantes do cenário político, social e moral nacional atinge em cheio aquele público consciente de sua própria história, de seu povo e de sua cultura, com suas dores e alegrias.

Catirina e Pai Francisco.

Dessa forma, entre conversas cheias de sotaques, expressões e palavras tão nossas, interações com o público e com esse humor tão escrachado e nordestino, a nossa miscigenação é exaltada, a comunhão entre os povos defendida e até um aspecto da ideologia de gêneros é colocada em debate. Questões do cotidiano de nossa cidade também aparecem como o transporte público,  respeito ao próximo e a violência. E, como tudo no Brasil, tudo termina em uma grande e alegre festa. A estória do Bumba meu boi nasce da dor e do sacrifício para terminar numa festa do prazer, do perdão, da união e do renascimento: é desta resiliência que precisamos para erguermos o Brasil! (Crítica do site Bulisoso.com.br)

O BUMBA E A UNESCO (Wikipedia)

Parabéns ao Bumba meu boi, do Maranhão. Em 2019 foi considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO (IPHAN). Por isso, vale contar mais essa história:

Em cada estado brasileiro, o boi folclórico possui um nome diferente. No Amazonas e no Pará chama-se boi bumbá; no Maranhão chama-se bumba meu boi; no Rio de Janeiro é nomeado de boi calemba; no Rio Grande do Norte é cavalo-marinho, na Paraíba chama-se bumba de reis ou reis de boi, no Espírito Santo é boi pintadinho; na Bahia adota-se o mesmo nome do Maranhão. 

NO MARANHÃO  

No Maranhão, a festa começa em junho e termina em julho, sendo uma das danças mais tradicionais do estado. O período determinado é uma maneira de homenagear o santo do alto, São João.

As apresentações acontecem na cidade de São Luís. Nela, a festa se divide em quatro etapas. Na primeira, que é a fase da preparação, acontece os ensaios e o primeiro estágio. Ela começa no sábado de aleluia e termina no dia 13 de junho, data em que se comemora o dia do Santo Antônio.

Na segunda etapa, o boi é batizado com todas as bênçãos do padroeiro da festa. As celebrações e brincadeiras ocorrem na terceira etapa e se estende durante toda a festa junina. Na quarta e última etapa, o boi morre encerrando o enredo da lenda. 

Há mais de cem grupos de bumba meu boi só na cidade de São Luís. Cada um deles com seu sotaque, ou seja, diferentes maneiras de vestir, se expressar e com uso de instrumentos próprios.

No Maranhão, o Bumba-meu-boi é a principal atração dos festejos juninos.

Assista a série “Sotaques do Bumba-meu-boi”, do Repórter Maranhão, da TV Brasil através do link, abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=e4GG8mfbLno

Os sotaques mais populares da região são: matraca, orquestra, baixada, costa de mão e zambumba. Inclusive, alguns folcloristas dizem que a origem do nome bumba meu boi possa ter relação com a zambumba, tambor muito usado durante os festejos.

Sotaque de Matraca - Vindo de São Luís, tem como principal instrumento a matraca, dois pedaços de madeira e o pandeiro rústico. O sotaque de Matraca tem um ritmo frenético e contagiante.

Sotaque de Zabumba - O sotaque de zabumba, é marcado pela presença da percussão rústica e cadenciada. Usam roupas aveludadas, saias bordadas e chapéus com fitas. Teve sua origem na região de Guimarães e arredores.

Sotaque de Orquestra - Tem origem na região de Munim. Utiliza instrumentos de sopro e corda. Os participantes usam trajes de veludo com bordados e miçangas.

Sotaque da Baixada - Tem o som mais leve e suave, com pandeiros e matracas. As roupas vêm com penas e bordados em base de veludo e chapéus de fitas. O Cazumbá, bicho e homem são personagens característicos desse sotaque.

Sotaque Costa de Mão - Tem origem na região de Cururupu, tem um ritmo cadenciado ao som de pandeiros tocados com as costas da mão, caixas e maracás. As roupas também têm bordados em calças e casacos e seus chapéus em cogumelo funil são adornados com flores.

VÍDEO BÔNUS/Boi de Lágrimas/Alcione

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