
NA VIDA CABE TUDO
Por Elany Morais (Maranhão)
Na vida, tem destas coisas: quando a gente pensa que sabe, não sabe, quando acredita que passa, não passa, quando pensa que melhora, piora.
Na vida, tem destas coisas: há quem promete e não cumpre, mas há os que cumprem sem prometer. É uma democracia que não é, há quem diz ser crente sem ter fé, é o homem que bate em mulher "e, agora José?"
Na vida, tem destas coisas: há caboclo negando as raízes, velhos escondendo a velhice, sem enxergar que tudo isso não passa de uma grande tolice.
Na vida, tem destas coisas: há quem canta e não canta , nem os males espanta, há as que fingem ser santa... Mas, na vida existe coisa que ainda encanta
MONÓLOGO DO POEMA
Sharlene Serra, de São Luís Ma.
Te vejo
Te sinto
Te escrevo
Prazer, sou poema.
Te falo
Não calo
Exalo
Respiro
Te vivo
Te traço
Te tramo
Te envolvo
na perna
Te acho.
Me entrego
Suspiro
Te leio
Escrevo
Te faço
Refaço
Descrevo
Invento
Prazer
Te arregaço
Te tenho nas
Mãos
Carinhos
Amassos
No laço
Te acho
Te sinto
E te transformo
em orgasmo.
OS PRIMEIROS AGRACIADOS COM
A COMENDA CHARLES CHAPLIN
TB (Throwback Saturday): POSSE DE SOLANGE LEMINSKI (10;08.2018)
* João Batista do Lago, membro APB.
Na última sexta-feira (10/08/18), à noite, ocorreu a cerimônia de entronização da artista plástica, atriz e poeta Solange Leminski, na Galeria de Arte do Instituto Montes Ribeiro (av. Vicente Machado, 160 – centro – Ctba), à Academia Poética Brasileira. A solenidade foi presidida pelo presidente da APB, advogado, jornalista e poeta, Mhario Lincoln. Solange Leminski (reside em Ponta Grossa) foi saudada por Luiz Arthur Montes Ribeiro, presidente do Instituto Montes Ribeiro, que disse conhecer a artista paranaense há mais de 30 anos, e que é um dos seus principais admiradores. Em razão disso – disse -, o IMR sempre estará de portas abertas para expor seus quadros, que são produzidos na cidade de Ponta Grossa (PR). Outro ponto alto da solenidade que empossou Solange Leminski, como confreira da APB, foi a “performance” do poeta, teatrólogo, ator e diretor de teatro, Olinto Simões, que, partindo da Alegoria da Caverna, de Platão, fez um discurso poético-filosófico, destacando sobremodo a possibilidade da capacidade do homem moderno livrar-se de suas “cavernas”. À solenidade estiveram presentes vários escritores e poetas curitibanos (da capital e do interior), dentre os quais destacam-se Geraldo Magela e Cirlei Fajardo, que foram agraciados com o botton personalizado da Academia Poética Brasileira.
QUEM É?
Solange Leminski Borges de Castro, nome artístico Solange Leminski, é artista plástica e despertou para as artes ainda menina, aos 14 anos de idade, quando iniciou seu primeiro curso no SENAI na área de Desenho Artístico e Publicitário. Seu processo criativo vem do olhar e observar a natureza, seus elementos e cores, o encontro com o quadro, a gestualidade e a vontade inserida dentro dele, "A criação é uma esfera legítima em si mesma", diz ela. Após 10 anos morando no Nordeste (mais especificamente em São Luís-MA), retornou ao Paraná e passou a frequentar o Ateliê do artista plástico João Carneiro, um dos maiores incentivadores na sua arte, e onde recebe orientações técnicas e suas obras iniciam-se em paisagens realistas.
Com o presidente do Centro de Letras do Paraná, Ney Azevedo.
Participou de Oficinas Integradas de Cultura com a consagrada artista plástica Laura Miranda e o artista plástico Edilson Viriato, além de cursos de Reflexos sobre alguns dos principais movimentos e Artistas do século XX, com Luizana Pellizzari. Durante esses 25 anos de carreira, suas obras passaram a figurar em várias cidades do nosso país e alguns locais do exterior como: Roma, Portugal e Alemanha. Seu trabalho encontra-se em acervos, espaços públicos e particulares como: A Estação Arte e a Prefeitura de Ponta Grossa, na Uniodonto, e demais escritórios, clínicas, colégios e residências. Esta artista fez inúmeras exposições individuais e coletivas pelo Brasil e exterior. Recentemente participou da FLIM, em Maringá/PR, com uma palestra sobre: “A Imagem na Poesia". Suas obras foram estudadas na escola Bom Pastor em Ponta Grossa/PR e após o ano letivo concluído, ocorreu uma releitura pelos alunos; posteriormente a artista foi protagonista de uma palestra e autografou os trabalhos de cada estudante. Seu nome está inserido no dicionário das Artes Plásticas do Paraná. Ela é integrante da APLA - Associação Pontagrossense de Letras e Artes, e membro do Conselho Municipal de Cultura em Ponta Grossa; é autora do livro Gerações Leminski. A arte é presença forte em sua vida, um combustível para transfigurar por este mundo tão necessitado e carente de Arte, Educação e Cultura. Solange Leminski acredita que através da arte o ser humano possa enxergar um mundo melhor, com mais beleza e sensibilidade. (https://www.ciadaobra.com.br/obras-de-arte/solange-leminski).
POETAS CONVIDADOS
Francisco Baia
A MORTE QUE VEM DE DENTRO DA VIDA
Francisco Baía
Sob os olhos da insensibilidade,
Da impunidade, do mundo, a nossa
Vida e futuro queimam desastrosamente, e
Minha mente teima em me desmentir mostrando
Que é normal, sazonal, coisa e tal... mas, são
Meus pulmões e minhas futuras gerações que morrem
De formal cruel, de forma letal.
O verde que encantava o planeta, escondendo
Seus habitantes da fúria humana, se esvai em fumaça
Tóxica, o que fica, não fica pra contar a história, pois
Perecem antes mesmo de encontrar um abrigo, a morte
Está espalhada por todo lado, só se ouve o assovio do vento
Frio que anuncia a aproximação da profecia, tudo jaz em gás.
O profeta do mal, antítese de um texto mal redigido, ruge
No topo da montanha, vociferando ódio, violência e insanidade,
Faz parte da sua degustação.
Sobras, restos de incompetência se espalham pelo chão, deixando
Que animais famintos de poder se saciem loucamente, tornando-os
Cegos, sem nada ver, pois pra esses, o errado está certo,
o certo é absurdo, e a culpa é dos passageiros do passado obscuro.
Eu, frágil menino de rua, nada posso fazer
a não ser lamentar, pois só queria sair pra brincar com meu cachorrinho,
que assustado se atirou no rio com medo de morrer queimado,
porém se esqueceu que não sabia nadar e morreu afogado,
triste sina de nós todos, entramos num beco sem saída.
MARIA JOSÉ DA SILVA (Rio de Janeiro)
Se a Vida...
Me permitir cair, eu me permito.
Para que cada queda que der,
eu possa me levantar mais forte.
Caiu e levanto...
Não permitirei, se a vida
me permitir cair eu fique no chão.
Assim vou caindo e levantando.
Cada tombo na vida é um aprendizado.
E através desse aprendizado,
vou seguindo meus caminhos.
Caiu...e levanto.
Jamais me permitirei, que a vida
me faça desistir em cada queda.
Em cada queda na vida, me faz ver a importância
da minha força de vontade.
Por isso, não me permito que a vida
me faça desistir de Viver.
Monica Puccinelli. (Curitiba-Paraná)
CONVIDADO ESPECIAL:
João Batista do lago (São Luís-Maranhão).
A SANGUESSUGA
De João Batista do Lago
O teu escarro, agora vomitado
no corpo que tanto te alimentou,
é o troféu que ostentas engalanado
e ofereces ao mundo que te criou;
és alma penada e como vampiros
desfilas pelo breu das horas mortas,
antes que a luz produza suspiros
à procura de vitimas e suas aortas.
És a pura sanguessuga sanguinária
sugando a democrática artéria,
da nação esfaqueada pelas costas;
és a sanguessuga de vidas inocentes,
agora reféns das valas comuns…
há terras escarlate para sempre!
Mín. 12° Máx. 17°