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Sábado Poético, convidados de todo país, mostram seus trabalhos.

Poesia e arte.

13/11/2021 às 13h50 Atualizada em 15/11/2021 às 10h50
Por: Mhario Lincoln Fonte: Divulgação
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Elany Morais.

NA VIDA CABE TUDO

Por Elany Morais (Maranhão)

Na vida, tem destas coisas: quando a gente pensa que sabe, não sabe, quando acredita que passa, não passa, quando pensa que melhora, piora. 

Na vida, tem destas coisas: há quem promete e não cumpre, mas há os que cumprem sem prometer. É uma democracia que não é, há quem diz ser crente sem ter fé, é o homem que bate em mulher "e, agora José?"

Na vida, tem destas coisas: há caboclo negando as raízes, velhos escondendo a velhice, sem enxergar que tudo isso não passa de uma grande tolice.

Na vida, tem destas coisas: há quem canta e não canta , nem os males espanta, há as que fingem ser santa... Mas, na vida existe coisa que ainda encanta

 

 

Sharlene Serra.

MONÓLOGO DO POEMA 

Sharlene Serra, de São Luís Ma.

Te vejo 

Te sinto

Te escrevo 

Prazer,  sou poema.

Te falo

Não calo 

Exalo 

Respiro 

Te vivo

Te traço 

Te tramo

Te envolvo

na perna 

Te acho.

Me entrego

Suspiro 

Te leio

Escrevo

Te faço 

Refaço 

Descrevo 

Invento

Prazer

Te arregaço

Te tenho nas

Mãos 

Carinhos 

Amassos

No laço 

Te acho

Te sinto

E te transformo 

em orgasmo.

 

 

OS PRIMEIROS AGRACIADOS COM

A COMENDA CHARLES CHAPLIN

Solange Leminski

 

TB (Throwback Saturday): POSSE DE SOLANGE LEMINSKI (10;08.2018)

* João Batista do Lago, membro APB.

Na última sexta-feira (10/08/18), à noite, ocorreu a cerimônia de entronização  da artista plástica, atriz e poeta Solange Leminski, na Galeria de Arte do Instituto Montes Ribeiro (av. Vicente Machado, 160 – centro – Ctba), à Academia Poética Brasileira. A solenidade foi presidida pelo presidente da APB, advogado, jornalista e poeta, Mhario Lincoln. Solange Leminski (reside em Ponta Grossa) foi saudada por Luiz Arthur Montes Ribeiro, presidente do Instituto Montes Ribeiro, que disse conhecer a artista paranaense há mais de 30 anos, e que é um dos seus principais admiradores. Em razão disso – disse -, o IMR sempre estará de portas abertas para expor seus quadros, que são produzidos na cidade de Ponta Grossa (PR). Outro ponto alto da solenidade que empossou Solange Leminski, como confreira da APB, foi a “performance” do poeta, teatrólogo, ator e diretor de teatro, Olinto Simões, que, partindo da Alegoria da Caverna, de Platão, fez um discurso poético-filosófico, destacando sobremodo a possibilidade da capacidade do homem moderno livrar-se de suas “cavernas”. À solenidade estiveram presentes vários escritores e poetas curitibanos (da capital e do interior), dentre os quais destacam-se Geraldo Magela e Cirlei Fajardo, que foram agraciados com o botton personalizado da Academia Poética Brasileira.

Solange com MHL.

QUEM É?

Solange Leminski Borges de Castro, nome artístico Solange Leminski, é artista plástica e despertou para as artes ainda menina, aos 14 anos de idade, quando iniciou seu primeiro curso no SENAI na área de Desenho Artístico e Publicitário. Seu processo criativo vem do olhar e observar a natureza, seus elementos e cores, o encontro com o quadro, a gestualidade e a vontade inserida dentro dele, "A criação é uma esfera legítima em si mesma", diz ela. Após 10 anos morando no Nordeste (mais especificamente em São Luís-MA), retornou ao Paraná e passou a frequentar o Ateliê do artista plástico João Carneiro, um dos maiores incentivadores na sua arte, e onde recebe orientações técnicas e suas obras iniciam-se em paisagens realistas.

Com o presidente do Centro de Letras do Paraná, Ney Azevedo.

Participou de Oficinas Integradas de Cultura com a consagrada artista plástica Laura Miranda e o artista plástico Edilson Viriato, além de cursos de Reflexos sobre alguns dos principais movimentos e Artistas do século XX, com Luizana Pellizzari. Durante esses 25 anos de carreira, suas obras passaram a figurar em várias cidades do nosso país e alguns locais do exterior como: Roma, Portugal e Alemanha. Seu trabalho encontra-se em acervos, espaços públicos e particulares como: A Estação Arte e a Prefeitura de Ponta Grossa, na Uniodonto, e demais escritórios, clínicas, colégios e residências. Esta artista fez inúmeras exposições individuais e coletivas pelo Brasil e exterior. Recentemente participou da FLIM, em Maringá/PR, com uma palestra sobre: “A Imagem na Poesia". Suas obras foram estudadas na escola Bom Pastor em Ponta Grossa/PR e após o ano letivo concluído, ocorreu uma releitura pelos alunos; posteriormente a artista foi protagonista de uma palestra e autografou os trabalhos de cada estudante. Seu nome está inserido no dicionário das Artes Plásticas do Paraná. Ela é integrante da APLA - Associação Pontagrossense de Letras e Artes, e membro do Conselho Municipal de Cultura em Ponta Grossa; é autora do livro Gerações Leminski. A arte é presença forte em sua vida, um combustível para transfigurar por este mundo tão necessitado e carente de Arte, Educação e Cultura. Solange Leminski acredita que através da arte o ser humano possa enxergar um mundo melhor, com mais beleza e sensibilidade. (https://www.ciadaobra.com.br/obras-de-arte/solange-leminski).

 

 

POETAS CONVIDADOS

Francisco Baía.

 

Francisco Baia

 

 A MORTE QUE VEM DE DENTRO DA VIDA

Francisco Baía.

Francisco Baía

 

Sob os olhos da insensibilidade,

Da impunidade, do mundo, a nossa

Vida e futuro queimam desastrosamente, e

 

Minha mente teima em me desmentir mostrando

 

Que é normal, sazonal, coisa e tal... mas, são

Meus pulmões e minhas futuras gerações que morrem

De formal cruel, de forma letal.

O verde que encantava o planeta, escondendo

Seus habitantes da fúria humana, se esvai em fumaça

Tóxica, o que fica, não fica pra contar a história, pois

Perecem antes mesmo de encontrar um abrigo, a morte

Está espalhada por todo lado, só se ouve o assovio do vento

Frio que anuncia a aproximação da profecia, tudo jaz em gás.

O profeta do mal, antítese de um texto mal redigido, ruge

No topo da montanha, vociferando ódio, violência e insanidade,

Faz parte da sua degustação.

Sobras, restos de incompetência se espalham pelo chão, deixando

Que animais famintos de poder se saciem loucamente, tornando-os

Cegos, sem nada ver, pois pra esses, o errado está certo,

o certo é absurdo, e a culpa é dos passageiros do passado obscuro.

Eu, frágil menino de rua, nada posso fazer

a não ser lamentar, pois só queria sair pra brincar com meu cachorrinho,

que assustado se atirou no rio com medo de morrer queimado,

porém se esqueceu que não sabia nadar e morreu afogado,

triste sina de nós todos, entramos num beco sem saída.

 

Maria José da Silva.

 

Maria José da Silva.

MARIA JOSÉ DA SILVA (Rio de Janeiro)

Se a Vida...

Me permitir cair, eu me permito.

Para que  cada queda que der,

eu possa me levantar mais forte.

Caiu e levanto...

Não permitirei, se a vida

me permitir cair eu fique no chão.

Assim vou caindo e levantando.

Cada tombo na vida é um aprendizado.

E através desse aprendizado,

vou seguindo meus caminhos.

Caiu...e levanto.

Jamais me permitirei, que a vida

me faça desistir em cada queda.

Em cada queda na vida, me faz ver a importância

da minha força de vontade.

Por isso, não me permito que a vida

me faça desistir de Viver.

Caption

Monica Puccinelli. (Curitiba-Paraná)

 

Mônica Puccinelli.
JB do Lago.

CONVIDADO ESPECIAL:

João Batista do lago (São Luís-Maranhão).

A SANGUESSUGA

De João Batista do Lago

O teu escarro, agora vomitado

no corpo que tanto te alimentou,

é o troféu que ostentas engalanado

e ofereces ao mundo que te criou;

 

és alma penada e como vampiros

desfilas pelo breu das horas mortas,

antes que a luz produza suspiros

à procura de vitimas e suas aortas.

 

És a pura sanguessuga sanguinária

sugando a democrática artéria,

da nação esfaqueada pelas costas;

 

és a sanguessuga de vidas inocentes,

agora reféns das valas comuns…

há terras escarlate para sempre!

 

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