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POESIA

SÁBADO POÉTICO. Poesias Escolhidas

Especial: Zélia Bandeira

08/08/2020 11h46 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: ML
Poetisa Zélia Bandeira
Poetisa Zélia Bandeira

 

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Nossa Família

 

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No dia quatro de dezembro de mil novecentos e um

Veio ao mundo uma menina chamada Onezina

Os anos foram passando e ela mocinha ficando

quando os pais descobriram já estava namorando;

 

Pelo que dizem os mais velhos era bonita demais

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O que não faltava lhe era galanteio de rapaz;

 

Às vezes fico pensando naquela garota sapeca

o trabalho que deu a tia Dudu, mãe do Zeca;

 

Tia Eunice a irmã mais nova sempre acanhada...

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Mas deixe que as escondidas também dava suas beliscadinhas;

 

Tia Maria, dessa não sei nada, a vi poucas vezes

e achei muito calada, mas com certeza também era danada;

 Meu tio Fortunato Bandeira, na política não era brincadeira,

mas descuidou, o fumo apertou e saiu de imperatriz na carreira;

 

O tio Aluísio coitado, sempre foi mais pacato,

nunca gostou da cidade, viveu mais foi no mato;

 

Rapaz branco de olho azul, podia ser advogado,

mas o vovô trabalhou tanto, que ele nasceu cansado;

 

Se a irmandade é maior não é do meu conhecimento,

apenas eu quis fazer um levantamento;

 

Retornando ao início pra história continuar,

paramos quando dona Onezina começou a namorar;

 

Dentre os pretendentes teve sempre um mais avançado

e foi por isso mesmo que ele foi premiado;

 

João Galberto era o seu nome com sobrenome Cerqueira,

quando o cabra botou quente acabou-se a brincadeira;

 

Os outros administradores ficaram como jacaré,

de longe só olhando, com medo de bala no pé;

Oi, o negócio mudou, também mudou o pensamento,

em vez de namoro já se falava em casamento;

 

Os velhos sem demora, cuidaram da arrumação,

mataram bode, carneiro e até capão;

 

Tudo isso foi feito sem pena e sem dó,

afim de livrar Dona Onezina do caritó;

 

Desse matrimonio sete filhos nasceu,

Seis estão vivos, só a Fildiha morreu;

 

Dalva por ser a mais velha, faz aquela choradeira,

Diz que na outra geração ela quer ser a derradeira;

 

Marica merece todo respeito, além de ser boa filha

É mulher de prefeito, o que não fez mudar o seu jeito;

 

Mundico homem honesto, sempre gostou de brincar,

Quando pega o violão começa logo a cantar;

 

O Pedro mora em São Paulo, casa nunca quis,

Bebendo sua pinguinha, leva a vida feliz;

 

Agora é a vez de que está escrevendo,

Zélia é o meu nome, de saudade estou morrendo;

 

Teresinha é tesoureira da prefeitura municipal,

So falta perder a cabeça quando chega o carnaval;

 

Assim está constituída a família de D. Onezina,

aos oitenta e três anos pode ser considerada heroína;

 

Sua missão está cumprida, demos graças ao Senhor,

Agradecemos a senhora por todo seu amor.

 

 

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Zélia Bandeira

 

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Clodionor Carvalho de AraújoHá 6 anos atrásFortaleza - CearáZélia, não foi surpresa, foi alegria e satisfação conhecer este seu lado da cultura, das letras e da poesia, da FAMÍLIA já sabíamos. Eu e CHEIROSA radiantes com esta oportunidade nos dada pela amada Silvânia.Lhe conheci, virtual, ainda menino quando morava no Brejo Paraibano pela sua acolhida ao nosso primo Ribeiro no Antigo Goiás, na Cidade de Miracema.A FAMÍLIA Araújo Lima toda feliz, Ribeiro encontrou a PAZ em Goiás. Quando a conhecemos pessoalmente, a riqueza era muito maior. Salve Zélia !
CARLA DOMICIANOHá 6 anos atrásALTAMIRA -PAQue lindo!!!!
SILVÂNIA TAMERHá 6 anos atrásSÃO LUIS MARANHÃOAs poesias da Zelinha são feitas com muito amor e retratam sempre o cotidiano da família. Lhe amo muito!
jose luciolo gorayebHá 6 anos atrásSAO LUISQue prazer ler esta poesia...
Daisy CamurugyHá 6 anos atrásSakvadir- BaBela poesia, D. Zélia, vc tem todo nosso carinho e admiração , forte abraço. SAUDADES....
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