
("The Conversation" - Republicação sob licença Creative Commons), Pesquisas Google, com tradução Livre do Facetubes.
Rappers com deficiência auditiva que escrevem rimas em línguas de sinais estão redefinindo o que significa ouvir música. Em abril de 2023, DJ Supalee organizou o "Supafest Reunion 2023" para celebrar artistas e promotores da comunidade da dificiência auditiva nos EUA. O evento contou com apresentações do artista de R&B e do rapper Sho’Roc, do rapper Beautiful The Artist, do grupo Sunshine 2.0, dos DJs Key-Yo e Hear No Evil, além do performer ASL e do ex-rapper Polar Bear, que agora atende pelo nome de Red Menace.
Empresários estão desenvolvendo uma cena hip-hop cada vez maior dentro da comunidade da dificiência auditiva, que inclui um subgênero do rap conhecido como 'dip hop'. À medida que o hip-hop chega ao seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground.
O que teve origem no Bronx pode agora ser encontrado em todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares, desde a trap music e o horrorcore ao spaza, um subgênero que surgiu na Cidade do Cabo, na África do Sul.
'Dip hop' é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip-hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e criam músicas baseadas em suas experiências culturais dentro da comunidade da dificiência auditiva.
Arthur Moura, um crítico de música especializado em hip-hop, argumenta que a crítica é uma parte essencial da compreensão da realidade. Assim, ele sugere que a crítica pode ajudar a potencializar as ações através da superação de contradições que impedem o avanço da luta social e da coletivização dos espaços. Nesse sentido, o 'dip hop' pode ser visto como uma forma crítica de expressão musical que desafia as noções convencionais de música e abre novos caminhos para a inclusão e a diversidade na cultura hip-hop.
A cultura musical da Deficiência Auditiva
É um conjunto de características que tornam uma pessoa parte da comunidade ou do povo, permitida principalmente pelo uso da língua de sinais. Ela é fundamental para o acolhimento e a participação social dos deficientes auditivos, tanto entre si quanto com o restante da população.
As principais características dessa cultura incluem:
Uso da Libras:
A língua de sinais é um elemento fundamental na nessa cultura.
Sensibilidade visual e às vibrações:
Os deficientes auditivos têm uma sensibilidade aguçada à luz e às vibrações.
Visão aguçada:
A visão desempenha um papel importante na comunicação e na interação dentro da comunidade.
Uso de tecnologias:
As tecnologias, como as campainhas de luz, são frequentemente utilizadas entre os deficientes auditivos.
Literatura, poesia, teatro, história:
Dentro da cultura há literatura, poesia, teatro, história e outros componentes que valorizam a língua de sinais e o modo de vida das pessoas deficientes auditivas. Além disso, esse movimento é uma forma de se orgulhar do modo de ser deficientes auditivo e unir pessoas politicamente. Portanto, falar de cultura e identidade é rejeitar a noção de que a deficiencia auditiva é uma falha ou algo a ser consertado por médicos.
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