
Redação do Facetubes
Há na literatura infanto-juvenil alemã, com impacto significativo na literatura mundial, alguns dos livros mais importantes da história, publicados até hoje. Michael Ende é um dos escritores aplaudidos nesse gênero com “Jim Knopf e Lucas, o maquinista” e “A história sem fim”.
Esses e outros livros de Michael Ende foram traduzidos em dezenas de idiomas, lidos por milhões de pessoas e diversas vezes premiados. "A história sem fim", por exemplo, chegou aos cinemas, em 1984. Nesse exemplo, o autor ratifica sua veia imaginativa vívida, criando personagens cativantes.
Outro escritor alemão, Janosch, com “Vamos para o Panamá!” conta uma história encantadora que captura a imaginação das crianças com sua lógica de fantasia. "O Urso e o Tigre", com sua busca por uma “terra dos sonhos”, proporcionam uma aventura divertida e emocionante. Tudo começa quando, certo dia, encontram uma caixa em que está escrito "Panamá" e cheira a banana. Ambos põem o pé na estrada para encontrar essa terra dos sonhos. Faz sentido? Não, mas as crianças adoram essa lógica de fantasia. E ela é o charme que distingue os livros do autor alemão de origem polonesa Janosch, de 85 anos.
Outro destaque: Max Kruse. Seus livros são cheios de criaturas estranhas e adoráveis, como Wutz, Seele-Fant, Wawa, Pinguin Ping e Professor Habakuk Tibatong. A série de fantoches na TV também é muito popular entre as crianças alemãs, tornando os personagens ainda mais simpáticos. Detalhe: quase todas as personagens têm alguma falha de dicção. Urmel, por exemplo, cicia como um dragão.
Será que o leitor já teve contato com outro grande nome da literatura infanto-juvenil alemã, Erich Kästner? Suas obras, como “Emil e os detetives”, “Cachos e tranças” e “A sala de aula voadora”, são bem-humoradas e perspicazes. Elas foram traduzidas em mais de cem línguas, demonstrando seu apelo universal. Lembra da frase famosa do autor? Anote: "Não existe nada de bom, a não ser que a pessoa o faça."
Entre as escolhas da editoria do Facetubes, por último (não necessariamente nessa ordem), vem Wilhelm Busch com "As histórias de Max e Moritz", um clássico da literatura alemã. Embora seus métodos pedagógicos possam parecer ultrapassados hoje em dia, eles ainda oferecem uma visão interessante da disciplina na época. O detalhe é que esse livro foi traduzido por Olavo Bilac, como histórias dos moleques "Juca e Chico". Busch é desenhista e uma espécie de tataravô das histórias em quadrinhos. Mas há quem diga que os métodos pedagógicos usados no livro, para punir as travessuas dos dois moleques, são mais que severos e horripilantes: eles são moídos e usados como ração para as galinhas.
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