Hoje, a participação especial do poeta e crítico literário Vinícius Fernandes Cardoso, de Contagem-MG
Convidado do nosso colaborador Leonardo Magalhaens, de Belo Horizonte.
05/12/2023 às 19h04Atualizada em 05/12/2023 às 21h32
Por: Mhario LincolnFonte: Leonardo Magalhaens, de Belo Horizonte.
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arte: MHL. Magalhaens e Vinicius junto aos quatro grandes escritores Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, em frente a biblioteca estadual Prof. 'Luís de Bessa', em BH
A ENTREVISTA
Saudações aos amigos e literatos! Sejam bem-vindas e bem-vindos! Mais uma entrevista para o Facetubes. Agradecemos o espaço e a disposição do poeta Mhario Lincoln. Vamos lá! Hoje vamos conversar com o poeta e crítico literário Vinícius Fernandes Cardoso, de Contagem, MG. Autor de poemas antológicos tais como 'Alma dos Bairros' e de participação em antologias e concursos.
1. Leonardo Magalhaens - Vinícius Fernandes Cardoso, seja bem-vindo ao facetubes! E vamos começar perguntando: a poesia vale a pena? Ou é muito barulho por nada? É a luta mais vã, como diria Carlos Drummond? Quem ganha com a poesia: quem escreve ou quem lê?
Vinícius Fernandes Cardoso. Agradeço a lembrança da minha pessoa, consideração e convite, e parabenizo o Facetubes por dar oportunidade de Leonardo de Magalhaens desdobrar seu grande potencialidades de intelectual e agitador cultural.
Começando pelo final, sinceramente, hoje, pelo menos para mim, quem ganha mais é quem lê. Quanto à pergunta se a poesia vale a pena, primeiramente lembro confessei publicamente, tanto no posfácio da minha poesia reunida (“Com o coração na boca: apanhado poético”, 2018), quanto durante entrevista/live à jornalista Josane Faleiro (Projeto Sempre Um Papo, 2020) que hoje me sinto quase um ex-poeta, e o “quase” é porque “uma vez poeta, sempre poeta”, para evocar o hino do Clube de Regatas do Flamengo, no sentido de que alguma sensibilidade de poeta continue, mas a escrita de poemas, tenha cessado, e digo com isso sem afetação ou querer fazer pose de coitadinho com bloqueio criativo. Explico sobre isso no referido posfácio do meu apanhado poético (quem quiser exemplares, me procure no [email protected]) e que não repetirei aqui, até mesmo porque gastei um parágrafo para me justificar, Magalhaens, que faz esta pergunta para um poeta bissexto quase extinto.
A pergunta, salvo engano meu, apresenta duplo sentido: a poesia vale a pena no sentido psicológico, estético, humanístico? Ou no sentido material, profissional, pecuniário? Material, certamente que não vale a pena. No sentido não material, a escrita acredito ter seus benefícios, que resumo muito grosseiramente num lugar comum: escrever é uma terapia. A leitura também parece ter seus benefícios: aliás, estou para publicar no meu blog (e, surpresa, esta entrevista consigo, Magalhaens, me trouxe sorte: pois hoje, hoje, fim de tarde, me reencontrei com Sandra Borba, em frente ao Big Shopping – para quem não sabe, Sandra é editora do Jornal Regional Contagem (onde colaborei por 17 anos), e anuncio de antemão que aguardem novidades! Então, quanto aos benefícios da leitura, tratarei num ensaio-levantamento que virá a lume em breve!
A referência a verso do poema “O Lutador”, de Carlos Drummond de Andrade, refere-se ao trabalho de escrever, ao árduo e meticuloso trabalho com a linguagem verbal para a escrita de um texto. Ali, Drummond acentua a dificuldade do trabalho do escritor, de lidar com léxico (léxico é o conjunto de todas as palavras de um idioma), o que é real. Como começar um texto? Como continuar? Quando abandonar um texto, isto é, lhe deixar em paz, lhe dar o ponto final? É uma luta. Poeta luta sentado. E “o que é escrito sem esforço em geral é lido sem prazer”, advertia Samuel Johnson (Inglaterra, 1709-1784), daí, em geral, os melhores textos são os melhor trabalhados, aqueles onde o escritor, ferramenteiro do texto, vem a se debruçar, suar, aplainar, limar, retificar, polir. Se caprichar, o resultado será positivo e o leitor agradece. Então a luta não terá sido em vão! Respondido? Manda bala!
2. LM. Conhecemos o poeta Vinícius Fernandes Cardoso lá nos idos de 2003, portanto já se passaram duas décadas de inspiração e transpiração literária, com um Curriculum de realizações. Como foi para você Vinícius a experiência da Academia Contagense de Letras ACL (fundada em 2001)? Ajudou a conhecer pessoas? Seguindo o caminho até a redação da monografia Vida Literária na RMBH? Valeu pelo panorama de época? Como foi esta abordagem literária e sociológica?
VFC. A vivência da ACL (meu tio e professor Rander Barbosa preferia a palavra “vivência” a “experiência”, hoje penso, experiência é quando lidamos com objetos, vivência quando lidamos com seres) quando acontecia, acontecia, seguia o fluxo, tocava o barco, segurava a onda (como gosta de dizer Lecy Pereira Sousa), enfim, a gente vivia, e quem vive não reflete sobre o que vive (na maioria das vezes); é depois da vivência, quando tudo está devidamente morto e enterrado, que a gente reflete sobre o que viveu. Em resumo, para essa entrevista não parecer tratado filosófico? A vivência da ACL me amadureceu, enriqueceu, não há dúvida. Sim, claro, não só ajudou a conhecer pessoas, como este é o maior legado da ACL. Ela uniu pontos isolados, foi a teia onde os insetos foram capturados, criou uma rede de contatos, que dura até hoje. Antes dela, haviam pontos isolados na cidade de Contagem, um artista na regional Várzea das Flores, outro na Nacional, outro na Ressaca, outro na Eldorado, outro na Industrial, outro na Eldorado, outro na Sede e outro na regional Petrolândia, sem comunicação um com o outro, que talvez passariam uma vida inteira sem contato: a ACL foi o imã que uniu todos esses artistas. Minha desconhecida monografia têm defeitos, o maior deles, apontado pela antropóloga Ana Maria Modesto (membro da banca), é não ter dado voz ao “objeto de estudo”, aos pesquisados (e juro que não por arrogância interpretativa minha, até fiz entrevistas com eles, citei declarações, acho que por acúmulo de conhecimento e pulsão/paixão na hora da escrita) mas, para compensar, a monografia possui méritos, explicitados no posfácio escrito posteriormente quando a transformei em livro (está vendo a coisa de refletir depois de viver?), como, por exemplo, a amplitude sociológica, geográfica e temporal do estudo, que fez mapeamento exaustivo dos vários elementos constitutivos do campo literário (pessoas, instituições, periódicos literários, eventos literários), abarcou o campo literário metropolitano (48 municípios!) durante vinte anos (1990-2010), dando isso, exatamente o que você, Magalhaens, colocou: um panorama da vida literária na RMBH durante uma época determinada! A potência desta monografia, apesar de datada em termos cronológicos, mas não datada em termos metodológicos, é tanta, que apresentei resultados dela para o público presente à mesa “A margem da cor”, durante a magnífica 1º Semana da Poesia Popular da Lagoa do Nado (março de 2023, salve organizador Marco Llobus!), e senti sincera boa acolhida dos meus pares de mesa (dirigentes de agrupamentos literários), como do público presente, o que muito me felicitou.
3. LM. Além de poeta, crítico literário, Vinícius Fernandes, você é cientista social, é jornalista (Jornal Regional Contagem!), é bibliotecário, é revisor, é praticamente um editor, como vossa senhoria arruma tempo para se desdobrar em tantos fronts? Tem algum clone escondido? Ou é um viajante do tempo?
Livro de 2018.VFC. Magalhaens, sabe qual o conhecimento mais difícil de todos? O conhecimento de si mesmo! De novo, não escrevo isso por afetação, pose ou figura de retórica. É real. Se não sabem, fiquem sabendo: conhecer a si é o conhecimento mais difícil de todos, inclusive, há um adversário poderoso que joga contra tal conhecimento: nossa vaidade. Eu tenho uma frase que me orgulha, das pouquíssimas em que consegui ser original: “Nossos desafetos acham que somos menores do que somos, nós achamos que somos maiores do que somos. Sabe quem sabe exatamente como somos? Nossas mães!”.
Até hoje não conheço tudo de mim, mas com 40 anos, ilusões perdidas (vejam o filme “Ilusões Perdidas”, 2021, baseado em romance de Honoré de Balzac), já tendo dobrado a serra, penso conhecer alguma coisa minha. Descobri, por exemplo, que quando eu nasci, às 2 horas e 45 minutos da madrugada de 29 de abril de 1983, havia uma dispersão planetária (sim, estou falando de astrologia, paciência), e isso me legou uma amplitude de interesses, veleidades, ‘vocações’, que jogou e joga contra minha pessoa no mercado de trabalho, não por demérito da amplitude em si, mas por ‘demérito’ do dito mercado de trabalho cada vez mais especializado da modernidade; é uma questão de sobrevivência, com uma divisão social do trabalho cada vez mais especializada, ter uma profissão bem definida. É bonito ser generalista e é incrível ser polímata (recomendo a leitura fascinante do livro “O polímata: uma história cultural de Leonardo da Vinci a Susan Sontag” (2020), de Peter Burke, mas sob o capitalismo, o troço fica é feio, pois o mercado não quer saber de generalista, nem de polímata, quer é um cara fera num ramo profissional rentável, para sugar até o bagaço do sujeito, e depois jogá-lo a carcaça aos urubus.
Uma, não a única, das explicações porque me “dei mal” na vida profissional e financeira, tem a ver com esse meu generalismo, holismo. Aí, Magalhaens, você que é um cara atilado, curtido como um bom vinho que, como Guimarães Rosa escreveu, quase nada não sabe, mas desconfia de muita coisa, poderia me indagar: “Astrologia, Vinícius?”, no que lhe consolo: na minha última reorientação vocacional, feita recente com minha querida psicóloga que não vou citar o nome por ética e discrição (isto é, nada de astrologia, esoterismo), que me aplicou questionário de avaliação tipológica, sabe qual resultado deu? Que meu perfil é generalista, holístico. Incrível, não? Tanto a abordagem astrológica, quanta a abordagem psicológica dar resultado semelhante. Interessante, não é? Pois é. Quem quiser mais informações, pague a próxima conta de bar. Isso aqui é só uma entrevista literária, não é nenhum consultório ou confessionário, então não vou me desnudar mais não.
Só escrevi isso tudo para explicar, eis a resposta que me pediu, que esse monte de frentes de batalhas, eu não sabia antes, tem a ver com meu perfil psicológico, um tanto holístico, sacou?
Sobre as atividades que me atribuiu, cara, você, não eu, você, é que tem sido um puto crítico literário! Cara, sem tempo, sem dinheiro, males do homem contemporâneo, com uma esposa e dois filhos, como é que você faz esse tanto de vídeos no seu canal no YouTube? Esse tanto de postagem? Uma, duas, três, quatro, cinco disparos de Whatsapp por dia (!!!) com conteúdos literários e culturais? Comentando sobre literatura japonesa, literatura asiática, literatura ocidental, coisas das mais variadas épocas, de autores os mais variados, como? Como, meu bom e velho amigo? Você dorme? Você quem devia estar sendo entrevistado! Você é o Otto Maria Carpeaux da minha geração, que muito me orgulha! É em relação a você que podemos pensar em clone escondido, viajante do tempo! Você! Não eu.
Agora rapidinho, só pra não deixar o que perguntou no vácuo. Como cientista social, sempre tentei atuar, bati na trave algumas vezes em chances de ocupar cargos onde eu pudesse aproveitar a formação em ciências sociais, sem fazer gol até hoje. Como jornalista prático, foram 17 anos de Jornal Regional Contagem, mantendo página cultural. Desde 2021, sou jornalista sem jornal, com saudades de publicar no papel-jornal (e ao responder esta entrevista, reencontro a editora do jornal, PUTA QUE PARIU, SURREAL!).
Técnico de Biblioteca pela Prefeitura Municipal de Contagem fará em breve 12 anos, lidando com o maior gargalo do sistema literário: leitores. Autor é mato, leitor é raro. Se o Brasil exportar autor, a balança comercial a nosso favor vai lá nas alturas. Já de leitores, somos carentes de dar dó. Leitores literários, leitores de literatura, de ficção, de poesia, dessas frescuras que nós autores escrevemos.
Você citou Revisor. Isso me lembra uma passagem anedótica, porém verídica. Eu não resisto a contar causo. Mas serei breve. Cara, Magalhaens, o primeiro trabalho de revisão de texto que realizei foi para nosso querido amigo em comum, Rodrigo Starling. Então. Eu fiz, tal, beleza, o Rodrigo me pagou (pagamento é bom pra nos dar um senso de serviço prestado, profissionalismo, né?) Enfim, tudo transcorreu excelente bem, não reclamação da autora do livro, nem do editor, tudo bem. Isso foi na Pandemia. Tudo aconteceu virtualmente. Não conheci pessoalmente a autora, portanto, tratei tudo com Starling virtualmente; imaginei que o livro foi publicado (e depois confirmei que foi), não sei se houve lançamento. Todos viveram felizes para sempre e tudo bem. Esqueci aquilo. Passada a Pandemia, num evento realizado pelo mesmo Rodrigo Starling (ele simplesmente brota do asfalto, fazendo as mil coisas dele, né), ouço alguém me chamar durante o evento, “Vinícius”, era uma moça, mais ou menos da minha idade, “Vinícius”, fui conversar, “Quem é você?”. Era Domitila, a autora do tal livro. “Você revisou o meu livro”, aí papeamos sobre o assunto. Escrevi isso tudo para dizer que foi muito legal essa vivência com revisão de textos. Na mais das vezes, revisão de textos é um serviço geralmente chatinho e pouco remunerado, mas esse episódio que contei, foi cativante.
Como editor, minha vivência completa se deu no ano passado, 2022, quando editei o livro “Boteco assombrado e outros assombros” (ficções, ‘terrir’), do Kennedy (referência ao poeta e prosador mineiro Kennedy Cândido, alcunha “poeta de Minas, cigano do Amor”), onde desempenhei todo o processo de trabalho de um editor, do início ao fim. Esta vivência foi completa. Modéstia à parte, acho que fiz um senhor serviço para um editor proletário, e não um editor empresário: trabalhei desde a concepção do livro (brainstorm com o autor), digitar os manuscritos (!!!), revisar textos com o autor, registrar a obra, captar financiamento, driblar poda do orçamento pela Comissão Avaliadora de Projetos Culturais, readequar planilha orçamentária, montar e “gerir” equipe (autor, capista, diagramador-ilustrador, editor-impressor), putz, cheguei a me constituir procurador do meu querido autor para lidar com perrengues junto a burocracia, ser psicólogo do artista e da equipe (aviso aos navegantes, produtor cultural tem que ter noções de psicologia), me tratar psicologicamente (putz, no dia do lançamento do livro eu estava um lixo por dentro de depressão). Até na prestação de contas deu problema. Foi foda, mas fomos foda e vencemos. Financiado com dinheiro público, dos mil exemplares do livro “Boteco assombrado e outros assombros”, 200 foram doados com gosto cumprindo o (correto!) requisito de contrapartida sociocultural, mas muitos outros exemplares foram doados, devolvendo ao povo o que o povo financiou com os impostos.
Por fim, como como desfecho, para descontrair, vou de frase de efeito: “editor bom é editor rico”, empresário, que senta atrás da mesa e comanda um batalhão de funcionários, como era o caso de Max Perkins, editor norte-americano do início do século XX, cuja história pode ser conhecida através do longa-metragem “O Mestre dos Gênios” (2016), que muito recomendo.
4. LM. Na crítica literária como tem sido sua recepção das obras das últimas duas décadas? Quais autoras e autores você poderia indicar? E dos clássicos -- quem é hoje essencial? E quanto a sua obra literária, como você tem divulgado e qual tem sido a recepção no meio literário?
VFC. Penso que tenho sido mais um leitor comum, privado, nos últimos anos. O que continuou um pouco como crítica militante é a recepção de algumas obras e autores contemporâneos (e conterrâneos), e espero reuni-las no livro em construção. Alguma coisa disso pode ser vista no meu blog Folhetim Volante (www.folhetimvolante.blogspot.com). A recepção tem sido boa. De literatura estrangeira, li muito dos beatniks, Charles Bukowski, Tom Wolfe, Walt Whitman, poesia expressionista alemã. Da literatura brasileira, Campos de Carvalho, João Antônio, Wander Piroli, Antônio Fraga, Carolina Maria de Jesus, Nelson Rodrigues, Guimarães Rosa, Olavo Romano, sou assinante do jornal Relevo, de uma moçada atrevida de Curitiba. É muita coisa. Depois de ler quase tudo de Guimarães Rosa, deixei o prato principal por último, e finalmente estou lendo Grande Sertão Veredas.
5. LM. Vinícius, além da sua produção pessoal, sabemos que você incentiva os outros autores e as outras autoras, com conselhos e revisões. Como tem sido sua participação nas obras de outros literatos, que destacamos, tais como Yendis Asor Said e Kennedy Cândido? Você é mais um amigo ou consultor ou um personal revisor? Como vc refina a matéria bruta? Como faz para extrair a joia?
VFC. Já lhe agradeci suas perguntas? Poxa, cara, muito obrigado. Impressionado de ver que mesmo com a distância física, você está sintonizado comigo e elogio o seu cuidado com os entrevistados para preparar a entrevista. Digo isso porque, de novo, sem afetação, vaidade, pose da minha parte, você captou uma característica minha, que é esse meu lado de abertura ao Outro. Segundo Aline Rosa, minha amiga bruxa e astróloga, isso se deve ao meu ascendente em Peixes. Graças a Deus tenho essa dimensão, porque senão eu seria mais egocêntrico e até egoísta que fui e continuo sendo, apesar de toda auto vigilância.
Feito o aparente “auto elogio” do meu aparente “altruísmo”, e bota aspas bem grossas nisso aí, neste último período da minha vida (2020 até hoje), quando auxiliei artistas próximos (geograficamente, inclusive) a mim, como, por exemplo, meu vizinho e amigo Juju do Vale (nome artístico; assistam no YouTube “Bate-papo musical com Juju do Vale”), Kennedy, Yendis, a concorrer (e vencer) editais de cultura, há aí algo mais forte que meu aparente “altruísmo”, que é um senso de utilidade: se eu mesmo não estou produzindo nada, poxa, então vou fazer produção cultural para outros artistas. Ser útil. Prestativo. Aí não carece aspas. Inclusive, sempre fui servidor público, isso é indicativo. Mire e veja.
Sou amigo dos caras, se eles são meus amigos, isso é problema deles.
Sim, por incrível que pareça vaidade, sim, dei e dou muita consultoria na vida, infelizmente para meu bolso todas foram de graça, mas felizmente quem sabe ganhe elas em bônus-horas no plano espiritual?
Por fim, Magalhaens, realmente você foi cirúrgico nas suas perguntas, no cuidado de pesquisar os seus entrevistados (não só a mim), pois tenho três características: bom senso, bom gosto e senso de discernimento.
6. LM. Ok. Chegamos ao fim da entrevista e agradecemos ao poeta Vinícius Fernandes Cardoso por suas palavras e confissões (espero!) VFC, meu prezado poeta, depois de duas décadas no front literário, na labuta poética, o que vc diria às novas gerações de leitoras e leitores e escritoras e escritores? Que mensagem gostaria de deixar? No mais, valeu, poeta. Vida longa e muita Poesia!
VFC. Para as novas gerações? Sei lá. Leiam “Por uma arte revolucionária e independente”, manifesto fruto de diálogo de Leon Trotsky, André Breton e Diego Rivera. No mais, mais uma vez, muito obrigado pela lembrança da minha pessoa, consideração, convite, prezado Magalhaens, e ao www.facetubes.com.br pelo espaço. Vida longa e muita poesia!
VÍDEO-BÔNUS
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Carminha SodréHá 3 anos Belo Horizonte/Contagem.A arte que ilustra esta entrevista é PODEROSAAAAAA como poderosos são nossos poetas. Viva Minas Gerais!
Franzine Rodolfo, poeta da noite belorizontinaHá 3 anos Poços de CaldasExcelente. Mineiros, sempre mineiros. Pioneiros na grande poesia e lutas políticas brasileiras.