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Movimento em prol da valorização do músico maranhense começa a ganhar força e ganha opinião do presidente da AMCLAM

Convidado: Cel. Carlos Furtado, presidente da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares.

30/05/2026 às 11h20
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes
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Musico Chiquinho França com o coronel Carlos Furtado, em show no Miolo Bar/ Litorânea,.São Luís-Ma
Musico Chiquinho França com o coronel Carlos Furtado, em show no Miolo Bar/ Litorânea,.São Luís-Ma

Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes

O texto do Cel. Carlos Furtado funciona como uma grito, não apenas como saudação afetiva a Chiquinho França. O ponto central está na contradição histórica do Maranhão: um estado que produz músicos, compositores, cantores, escritores e intérpretes de valor, mas ainda não construiu uma convivência institucional madura entre seus artistas e os poderes públicos. Quando ele critica os “cachês mínimos” e a indiferença oficial, toca num problema crônico: a cultura local é celebrada nos discursos, mas muitas vezes subestimada nos contratos, nos editais, nos palcos públicos e na formação de plateia.

A frase “santo de casa não faz milagres” aparece como sintoma de uma doença cultural mais profunda. O artista maranhense, muitas vezes, precisa ser reconhecido fora para depois ser respeitado dentro. O texto também destaca o papel de iniciativas independentes, como a Plataforma Nacional do Facetubes, na tarefa de revelar nomes que a própria sociedade maranhense ainda não conhece suficientemente. Nesse sentido, a mensagem ultrapassa o elogio pessoal a Chiquinho e se transforma em chamado público: sem política cultural consistente, sem remuneração compatível e sem circulação permanente da produção local, o Maranhão continuará tratando seus criadores como ornamento de solenidade, e não como patrimônio vivo de sua identidade.

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O TEXTO DO CEL FURTADO

"Dileto amigo e querido @Chiquinho, Você e tantos outros grandes artistas, músicos, cantores, compositores e literatos — autênticos fazedores de cultura de nossa terra — lamentavelmente ainda não alcançaram o conhecimento da grande massa social maranhense. _Isso decorre, em grande parte, desse equivocado pensamento popular de que “santo de casa não faz milagres”. Faz, sim. E Mhario Lincoln, ontem, em manifestação na Academia Maranhense de Letras em fragmentos retirado de suas palavras, e que lá do outro lado do Brasil, em Curitiba, demonstra exatamente o contrário ao enaltecer importantes nomes da cultura maranhense por meio de um trabalho hercúleo que desenvolve à frente da plataforma FACETUBES. Eu mesmo somente tive o privilégio de conhecer você e sua obra graças a esse importante movimento de valorização cultural. Lamentavelmente, ainda enfrentamos o descaso dos poderes públicos, que insistem em tratar nossos talentos com indiferença, oferecendo “cachês mínimos”, incompatíveis com a grandeza e o merecimento dos valores artísticos maranhenses. Entretanto, ao revisitarmos esses equívocos, percebemos que se cada um de nós que possui um poder imensurável de contagiar seguidores ajudarmos a desfazer essa injusta contradição, um dia alcançaremos mudanças significativas. Há muito o que fazer, mas a vida é isso mesmo, uma luta constante que o nosso maior poeta nacional já vaticinou desde 1843, a Canção do Exílio, portanto, vamos que vamos. Estarei presente nesse sensacional show e aplaudirei de pé sua extraordinária performance e fecunda produtividade artística, pois sua música faz muito bem aos meus ouvidos e representa a qualidade musical que verdadeiramente me encanta. Fraterno abraço, Cel. Carlos Furtado"

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Keila MartaHá 2 semanas São LuísE essa luta pela presença e ensino da música nas escolas públicas brasileiras vem desde Villa Lobos, hoje nomes como João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano, Jairzinho, Ivan Lins que eu já ouvi em entrevistas e podcasts o quanto eles defendem e falam da importância da educação, do saber ouvir, do fazer e saber apreciar.
Keila MartaHá 2 semanas São LuísMerecidíssimas E importantes palavras, para mim a músicalidade, sobretudo o som da guitarra do Chiquinho França tem uma identidade, a gente reconhece que é ele que está tocando. E depois que soube da sua luta por reconhecimento e valorização da música marahense, assim como essa música local sendo tocada e propagada no ambiente escolar, ele ganhou mais a minha admiração.
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