
1- TEMPO DE CARNAVAL

Olha aí, a Turma do Vandico que completa 38 anos, neste 2024.
É no Casarão Sem telhado, na bela Rua do Giz, no Centro Histórico de São Luís (Brasil) que a turma se reúne.
Pessoas amigas, tranquilidade e conversas descontraidas são marcas registradas das festas do Casarão Sem Telhado. São grupos assim que fazem o verdadeiro e tradicional da Cidade. Tudo de bom. É assim que a folia tradicional não morre. (Foto).
2- CHEGOU O TEMPO DE MANGA E PITOMBA EM SÃO LUÍS
A temporada das frutas de época já chegou.
Em todo canto da ilha, se vê Pregoeiros com seus cofos e ou carrinhos de mão, cheios das mangas, pitombas, jacas, e outras frutas gostosas da época. Nas feiras, mercados ou nas ruas, são oferecidas uma quantidade grande destas delícias que a natureza nos proporcionam.
Esta foto eu fiz no Beco da Pacotilha, na tarde de ontem.
Certa vez, conversando sobre a fruta Pitomba, com Peninha Faria, médico amigo, já falecido, ele me deu um folheto sobre as propriedades dessa fruta que nem mesmo eu sabia. Vou reproduzir aqui o folheto: "A pitomba tem ótimas quantidades de vitamina C, flavonoides e carotenoides que têm ação anti-inflamatória e antioxidante, fortalecendo o sistema imunológico e ajudando a prevenir gripes, alergias e resfriados. A pitomba ajuda no emagrecimento por conter alto teor de fibras, que aumentam o tempo de digestão dos alimentos no estômago, prolongando a saciedade e diminuindo a fome ao longo do dia".
Continua: "Por ser uma fruta rica em vitamina C, a pitomba aumenta a absorção de ferro presente nos alimentos, ajudando na formação das hemácias, que são as responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo e que normalmente estão reduzidas na anemia. As fibras, presentes em boas quantidades na pitomba, diminuem a absorção de gorduras a nível intestinal, equilibrando os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e evitando o surgimento de doenças cardíacas, como infarto, aterosclerose e pressão alta". Juro que morria e não sabia.
3- O CACHORRO-QUENTE DO COMPANHEIRO
Reproduzindo uma crônica de Mhario Lincoln que fez ao olhar a fotografia que eu havia mandando para ele para incluir na nossa coluna. Abaixo.
MEU COMPANHEIRO
*Mhario Lincoln
Ah, queridos amantes da culinária brasileira, hoje vamos explorar uma verdadeira joia gastronômica que é feita no coração do Maranhão, mais especificamente na minha inesquecível cidade de São Luís.
Estou falando do "cachorro-quente do Companheiro", uma iguaria que é uma instituição local, um patrimônio cultural que se mistura com a própria história da cidade. Imagine-se caminhando pelo pitoresco Centro Histórico de São Luís, em busca de um sabor único e autêntico.
Se você encontrar uma pequena barraquinha na esquina do Largo do Carmo, com certeza estará diante do lendário José Carlos Nunes, também conhecido como "Companheiro". Com seus 76 anos de idade, ele tem servido o seu cachorro-quente desde 1971 e se tornou uma figura tão icônica quanto os pontos turísticos mais famosos da cidade.
A magia deste cachorro-quente reside na sua receita imutável desde o início dos tempos. Diferente de muitos outros cachorros-quentes por aí, o "Companheiro' opta por um pão francês, geralmente de massa mais fina, que é a base para essa obra-prima.
Acontece que tudo nesse lanche é diferente e sem batata-palha ou salsicha. Em vez disso, o destaque vai para a carne moída (refogada com tomate e depois, frita. Vem acompanhada de alface fresca, tomate suculento, cebola crocante, pepino e ervilhas deliciosas.
Na minha época, era proibido usar 'ketchup' e maionese, como o não uso, também, nas pizzas originais, vendidas na Itália. Na Ilha, o "Companheiro" oferece apenas um molho de pimenta que dá um toque picante e inigualável a essa delícia.
Lembrei-me dos cachorros-quentes que eu comia na frente do Liceu, na hora do recreio. Um 'Companheiro" da mesma linha e sabor, vendia o lanche na porta do Colégio Estadual Maranhense. Sempre olhava por lá pessoas amigas como Roseana Sarney, Ivone Nazaré, José de Ribamar Silva Miranda, o Gafanhoto (foto) e tantos outros amigos de uma época em que o Liceu esbanjava virtuosidade e era mesmo grandioso para todos nós, com professores da estirpe de um Sued, Antonio Carlos Beckman (diretor) e do inesquecível Merval Melo.
Tudo isso junto, tem história e querendo ou não, desemboca no "Companheiro" atual, que não é apenas um "vendedor de cachorros-quentes"; ele é um amigo com muitos de seus clientes fiéis. A relação que ele construiu com sua freguesia (vide parte, nessa foto histórica, acima) é uma prova do quanto seu sanduíche é especial e cativante.
Vale dizer que o cachorro-quente de São Luís coincide com a história de "Companheiro", um homem que transformou uma simples receita em um símbolo da cultura local. Seu cachorro-quente não é apenas um lanche; é uma celebração da criatividade feita para o povo maranhense. É uma viagem culinária que todas as vezes que ponho o pé na minha Ilha do Amor, pego logo uma "Jesus" geladinha e corro para o "Companheiro", comemorar meu pertencimento.
4 - SOBRADO VELHO COM SUA CABELEIRA VERDE
Este é um dos sobrados da Rua da Palma, 117 - Centro Histórico de São Luís do Maranhão, que está como se dizia antigamente, Em Petição de Miséria.
A vegetação está em toda a sua fachada, parecendo cabelos de uma donzela relaxada.
Ele é um imóvel particular, que por omissão e desleixo, espera que o poder público venha a socorrê-lo.
Quase que 90% dos imóveis em estado de risco na eminência de ruir, são de famílias que os abandonaram.
São diversos os motivos, mas um é comum - heranças.
Às famílias depois que os pais faleceram, entenderam que esses casarões já não tem serventia.
O poder público tem feito escoramento em alguns destes imóveis, no intuito de evitar o desmoronamento dos mesmos.
Mas continua lamentável esta situação!
O que fazer?
5 - AINDA DEZEMBRO DE 2023

1 - Nesta última quinta feira (14) do mês de dezembro de 2023, estive na vizinha cidade de Alcântara a convite do Diretor do Museu desta linda e misteriosa cidade Patrimônio Nacional, tombada pelo IPHAN - instituto do patrimônio histórico nacional, para fazermos uma exposição de umas Aquarelas que pintei a partir do trabalho a Bico de Pena da artista Renée Lefrevre.
Este trabalho é uma releitura da obra desta artista excepcional, retratou Alcântara e São Luís assim como outras cidades históricas nacionais, nos anos de 1976. Este material me veio às mãos pelo amigo Paulo Melo e Sousa, que dirige com zelo e competência, aquela instituição muito importante para a preservação da memória de Alcântara e seu povo.
Fazia muitos anos que eu não pisava na bela e mística cidade de Alcântara, mas ao primeiro contive do Paulão, aceitei logo, pois eu queria voltar lá e conhecer mais um pouco da história fantástica de Alcântara. A abertura da Exposição foi bem concorrida na noite da quinta feira e no dia seguinte pela manhã, turistas em visita à cidade, visitaram o Museu e admiraram nosso trabalho ou seja: da Renée e eu.
Prometi voltar lá, assim que puder. A Exposição ficará lá até o mês de março. Algumas fotos da exposição ficaram de fora, devido um erro do editor deste texto. Acrescentei algumas fotos da cidade de Alcântara, que continua encantadora. A cidade dispõe de boas pousadas e bons restaurantes como por exemplo o Lê Duque do nosso amigo Alan, que serviu um camarão branco no alho e olho, de encher os olhos e a barriga.
2 - VESTIDO DE CARMEN MIRADA
RUA GRANDE É UM PALCO PRA TODO TIPO DE GENTE CRIATIVA
Este um cidadão que vende saladas de frutas e sorvetes, e se vestiu de uma espécie de Carmen Miranda dos anos 2023.
Sapatos altos, um monte roupas multi coloridas, uma pintura extravagante no rosto.
Uma peruca adornada com um chapéu cheia de frutas cênicas.
O efeito é sensacional, chama a atenção e vende o que ele oferece.
E assim ele vai ganhando a vida...vida marvada!!!
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