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A explosão da "Democracia Carnavalesca" do bairro mais cultural de São Luís: a Madre Deus.

Entrevista exclusiva com Wellington Reis, um dos artistas-filho do bairro da Madre Deus.

06/02/2024 às 11h14 Atualizada em 06/02/2024 às 11h37
Por: Mhario Lincoln Fonte: Orquídea Santos
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WR e MHL, parceiros musicais.
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DEMOCRACIA

*Orquídea Santos é Chefe da ASCOM (Assessoria de Comunicação) da Academia Poética Brasileira.

A marchinha carnavalesca “Democracia” é mais do que uma simples canção. É uma composição vibrante à democracia inerente ao "Carnaval da Madre Deus", em São Luís do Maranhão, um lugar onde a vida pulsa em ritmo de samba e alegria. Aqui, tudo é possível e tudo é maravilhoso.

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Este bairro, que integra as ruas São Pantaleão e adjacentes Lira e Belira , é um dos berços fundamentais da cultura pulsante da Ilha de São Luís. É um caldeirão fervente de criatividade e talento, onde artistas de todos os tipos se misturam e se nutrem da energia vibrante do lugar. Como diz a letra: "Para se achar na Madre Deus".

Qualquer artista que tenha passado pelo bairro da Madre Deuscertamente foir influenciado por sua atmosfera única. Seja músico, artista de palco, intérprete ou qualquer outra forma de expressão artística, porque a Madre Deus oferece uma rica história cultural  que enriquece e fortalece a carreira de qualquer um que tenha a sorte de ter passado (ou ainda vai passar) por lá.

Wellington Reis, um dos expoentes "da área" e parceiro de Mhario Lincoln nessa marchinha, descreve Madre Deus como um “Planeta” - "um mundo particular à parte, onde a arte e a cultura florescem de maneira exuberante".

Mhario Lincoln, por sua vez, tem uma conexão profunda e pessoal com Madre Deus. Sua juventude foi moldada pelas ruas deste bairro, tendo morado quase na esquina da Avenida Kennedy com a Rua do Passeio. Esta proximidade com a efervescência cultural de Madre Deus certamente influenciou sua trajetória artística. Vale destacar a frase excepcional dos dois compositores: "Democracia é tomar banho de Lama". Sim porque todo mundo, seja rico, pobre, negro, branco, índio sempre segue os tradicionais "blocos de sujo", que só mesmo nessa região são cheios de curiosidades e originalidades. Começando pelo banho de lama, quando as chuvas torrenciais de Fevereiro caem em dia de folia e servem de idumentária para os componentes do bloco. Simplesmente muito boa essa letra. E só quem vive e mora por aqui é que vai realmente entender esse espírito brincalhão e autêntico do Circuíto Carnavalesco da Madre Deus.

Em resumo, a marchinha “Democracia” é um tributo à liberdade e à alegria que caracterizam o Carnaval daquele bairro e adjacências. É uma celebração da cultura e da criatividade que brotam das ruas deste bairro único. É um testemunho do talento dos artistas que lá nasceram ou foram formados. É, sem dúvida, uma joia da música carnavalesca brasileira. Clica no Vídeo-Bônus abaixo e divirta-se. Ah! Não esqueça de enviar para melhores amigos, em suas listas nas redes sociais.

 

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VÍDEO-BÔNUS

VÍDEO-BÔNUS (02)

Aqui, entrevista exclusiva de Mhario Lincoln com seu parceiro Wellington Reis, sobre a vivência dele nesse bairro icônico de São Luís do Maranhão: a Madre Deus!

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WELLINGTON REIS ARAUJO DOS SANTOSHá 2 anos São LuísMeu parceirinho e sua enorme generosidade. Juntos e mixados, presidente!
LorivalHá 2 anos BrasiliaOi elliton. Sou primo de Socó. Moro aqui em Brasília. Tu tá taludo, rapá.
Prof. Gerson PradoHá 2 anos São LuísMadre Deus é um bairro da cidade de São Luís, onde nasci. Desde pequeno aprendi que é conhecido como o bairro da cultura maranhense, sendo palco de manifestações culturais e devido às atividades artísticas. Mas ninguém conta que em 1713, o Capitão-Mor Manuel Serrão construiu uma ermida para abrigar a imagem de Nossa Senhora da Madre Deus, originando essa vila de pescadores.
Prof. Gerson PradoHá 2 anos São LuísNo final do século XIX, foi construída a primeira fábrica do bairro, a Companhia de Fiação e Tecidos Cânhamo, localizada no fim da Rua da Madre Deus, às margens do Rio Bacanga1. Com a sua implantação, foram sendo ocupados os terrenos vazios próximos à fabrica, promovendo o surgimento dos bairros operários do entorno da vila de pescadores da Madre Deus, como Codozinho, Lira, Belira e Goiabal.
Maria do Rosário BouéresHá 2 anos Rio de Janeiro/São Luís do MaranhãoA Madre Deus é uma referência mundial hoje. Quando visitei Paris e fui dar uma volta de barco, duas músicas do Maranhão eu ouvi no percurso. Uma de Rogeryo du Maranhão (Bia) e outra do Boizinho Barrica. Olha o tanto da emoção, Wellington.
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