Nota do Editor - Esta é uma opinião pessoal, não há, aqui, nenhum propósito de crítica literária ao poema: Sempre que volto a ler "A Ceia Sagrada De Míriam - Oferenda Lírica", algo se reverte em forma de minha própria conscientização familiar. A cada leitura, cresce minha admiração incomensurável pelo poeta Luis Augusto Cassas, um dos ícones de minha geração-aprendiz. Especialmente na imagem da mãe sendo "consumida pelos filhos e netos e pelo marido" pode ser interpretada como uma representação da condição existencialista da liberdade. Jean-Paul Sartre argumenta que somos "condenados à liberdade", o que significa que somos responsáveis por nossas escolhas e ações, e essa responsabilidade pode ser avassaladora, como se fôssemos consumidos pelas expectativas e demandas dos outros, especialmente da família.
Outro coisa que me faz refletir é a ideia de que a mãe "alimentou espiritualmente todos os membros gulosos da família", algo existencialista que enfatiza a busca por significado e autenticidade na vida. A mãe é retratada como a provedora de sentido e nutrição espiritual, cujo papel central é, sem dúvida, dar significância à existência. Além disso, a referência à intimidade com Maria - a mãe de Jesus -a mim me parece adicionar algo simbólica à ideia de sacrifício e redenção através do sofrimento, algo que também ressoa com temas existencialistas. Destarte, em meu bestunto, esses versos são representações da complexidade das relações familiares, bem como uma reflexão sobre temas existenciais como liberdade, responsabilidade, busca por significado e relação com o outro, favorecendo muitas reflexões sobre a natureza humana e a condição existencial. (Mhario Lincoln).
Abaixo, o poema de Luis Augusto Cassas:
JOEMA CARVALHO Joema: Que seja 'húmus', enquanto durar. E 'manejos de poda', enquanto houver luta!
Auxilium duplex Há um grande movimento contra alimentar a biografia de Carolina Maria de Jesus com a 'romantização da miséria humana'.
NERUDA Pablo Neruda e a criança que sobrevive no adulto: brincar também é uma forma de permanecer humano
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