A Sala Aberta do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), um espaço dedicado a situações artísticas dinâmicas, avança para sua terceira fase nesta semana. A partir desta sexta-feira (14) ela será ocupada pelo artista visual Nicholas Steinmetz, cuja produção foi voltada à criação de um universo próprio, repleto de figuras, e hoje realiza estudos sobre os processos poéticos e físicos da pintura.
A exposição começa com uma cerimônia de recepção ao público, às 19h. Durante o evento, os visitantes poderão participar de uma sessão aberta de desenho com modelo vivo, que incluirá poses e movimentos inspirados na prática do boxe.
Durante sua ocupação, o artista propõe um ateliê aberto ao público, permitindo interações diretas com os visitantes. As obras serão criadas em tempo real, enquanto o público explora os 400 m² do espaço dedicado à produção artística.
Essa abertura proporciona uma experiência imersiva e educativa, convidando o público a participar de trocas de experiências e a observar as camadas do trabalho de Steinmetz se acumulando dia após dia, compreendendo melhor a intimidade e a vulnerabilidade de seu processo de criação.
O MAC Paraná, atualmente funcionando no Museu Oscar Niemeyer (MON), promove esta atividade na Sala 9. O MON recebe visitantes de terça a domingo, das 10h às 18h, e oferece entrada gratuita às quartas-feiras.
MON divulga material de apoio aos educadores sobre a coleção asiática
NICHOLAS STEINMETZ– Desde o início de sua carreira artística, em 2016, Steinmetz tem explorado diversas mídias, começando com histórias em quadrinhos e publicações independentes, e atualmente está focado em pintura e desenho.
Ao longo das próximas semanas, ele comandará a programação da Sala Aberta com uma proposta que inclui atividades educativas e a exibição de obras inéditas. O artista iniciará sua ocupação com o espaço praticamente vazio, com o objetivo de criar a partir da interação com o acervo do museu e com o público.
“Assim como em minha técnica de pintura, em que utilizo muita veladura e trabalho com camadas, vejo minha ocupação na Sala Aberta como uma analogia a este método”, diz Nicholas. A gradual adição e sobreposição de materiais criam uma profundidade singular em suas obras. Essa abordagem destaca a elaboração de suas peças, simbolizando uma analogia ao próprio desenvolvimento progressivo e estratificado de sua ocupação no MAC Paraná.
Explorando o amplo espaço de cerca de 400 m², Nicholas pretende criar obras em grande escala que não seriam possíveis em seu ateliê comum. O artista adicionará intervenções graduais na Sala Aberta ao decorrer das semanas.
“Vou começar com a sala vazia e, aos poucos, dia após dia, acrescentarei novos trabalhos. Vou trabalhar lá mesmo, utilizando o espaço como ateliê”, explica o artista, reforçando a natureza interativa e evolutiva de sua ocupação. Ele ressalta que o público poderá acompanhar o processo bruto de sua criação artística, que possui um caráter íntimo e vulnerável.
SALA ABERTA– Com curadoria conjunta de Carolina Loch e Joanes Barauna, o mais recente projeto do MAC Paraná oferece um espaço dinâmico para situações artísticas. Caracterizado pela constante transformação e engajamento dos visitantes nos processos de produção, pesquisa e educação, o projeto Sala Aberta visa ir além das exposições em cartaz.
“Nós, do MAC Paraná, entendemos que um museu não pode se limitar apenas às exposições. É por isso que a Sala Aberta tem o objetivo de proporcionar um espaço de formação e troca de experiências”, afirma Carolina Loch, diretora do MAC Paraná.
Em cada fase, artistas têm a oportunidade de criar e apresentar seus trabalhos na Sala Aberta. Durante o mês de abril, o Coletivo Brutas propôs uma reflexão sobre o ciclo de vida dos projetos artísticos. Em maio, o multiartista curitibano Rimon Guimarães, conhecido pelos murais urbanos, assumiu o projeto com uma ocupação que refletiu sobre a intersecção entre as artes plásticas, a moda e a música.
A terceira fase da Sala Aberta, com Nicholas Steinmetz, representa um marco importante para o MAC Paraná, enfatizando o compromisso da instituição com a inovação artística e a interação com a comunidade.
Serviço:
Sala Aberta – Nicholas Steinmetz
Sexta-feira (14), 19h. Entrada gratuita pela rampa caracol do Museu
Visitação a partir do dia 15 (sábado), às 10h.
Sala 9, MAC no MON.
Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico – Curitiba
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h.
R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Acesso gratuito toda quarta-feira.
Todos os dias: gratuito para menores de 12 anos e maiores de 60 anos.
JOEMA CARVALHO Joema: Que seja 'húmus', enquanto durar. E 'manejos de poda', enquanto houver luta!
Auxilium duplex Há um grande movimento contra alimentar a biografia de Carolina Maria de Jesus com a 'romantização da miséria humana'.
NERUDA Pablo Neruda e a criança que sobrevive no adulto: brincar também é uma forma de permanecer humano
EDITORIAL DE HOJE Cada livro, é um pedaço da alma de Maria José Lima: lamentos, silêncios e simbioses
Há 1 ANO-TBT A força da música do Maranhão ouvida na região sul do país
ESPECIAIS Uma vitória em versos: a Academia Cearense de Literatura de Cordel escolhe seu Hino Mín. 12° Máx. 19°
Mín. 11° Máx. 18°
Tempo nubladoMín. 8° Máx. 22°
Tempo limpo
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”
Esmeralda Costa BÁRBARA DE ALENCAR: UMA HISTÓRIA QUE CAMINHA ENTRE VERSOS E MEMÓRIAS
EDITORIAL DE HOJE Euclides Moreira Neto: “CARNAVAL NÃO SE FAZ NO SILÊNCIO”
ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA 29 DE AGOSTO DO IPIRANGA AO TRATADO DE PAZ E AMIZADE