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"O Órfão e o Jornalista", livro de Djalma Rodrigues ganha lançamento e crônica de Raimundo Borges

“O Órfão  e o Jornalista”, que reúne os textos de Djalma Rodrigues para inesquecível Bibi. É ditado pelo autor que a presepada infinita não permitiu fazer de sua noite de autógrafos. É prefaciado por Nonato Reis.

14/09/2024 às 13h06 Atualizada em 14/09/2024 às 13h30
Por: Mhario Lincoln Fonte: Raimundo Borges
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Raimundo Borges em arte: mhl
Raimundo Borges em arte: mhl

Original de O IMPARCIAL. Por Raimundo Borges

Costumo dizer que a morte não passa de uma presepada da pior espécie. Por mais que se busque um atalho para seguir em frente, ela, em algum momento, aparece, sem ser convidada, pronta para a mais indesejada das despedidas. Lá se vão nossa existência, nossa história, nossos projetos e nosso futuro. O futuro até que não se vai facilmente, porque a existência de cada um é o resultado de um todo em volta. Da mãe, do pai, dos filhos e netos… Portanto, atraiçoeira cessação existencial não passa de um intervalo da escalada da vida que tem começo, mas não tem final definido.

O jornalista Djalma Rodrigues passou por essa encruzilhada no dia 22 de junho de 2024, aos 66 anos, marcados por uma caminhada bem sucedida como jornalista combativo e irredutível com o sentido real da profissão que abraçou e nela fez uma bela história. Transitou por praticamente todas as redações dos jornais, rádios e TVs de São Luís, de Imperatriz e de fora do Maranhão. Prestou serviço à Câmara de Vereadores, ao Poder Judiciário e o Legislativo. Por onde passou, Djalma deixou a marca de seu talento, cultivou a simplicidade, sempre na crença no jornalismo como ferramenta de transformação social e síntese das liberdades democráticas.  

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Ao perder a mãe aos 7 anos, Djalma não fez da orfandade prematura um mundo de fracasso e desilusão, apesar das imensas dificuldades para uma criança sem o colo materno. Foi à luta, procurou ajuda no ambiente familiar, buscou o caminho da escola, da faculdade e se encontrou com o jornalismo. Conheceu e memorizou a vida política e dos políticos do Maranhão como poucos. Toda a sua vivência, ele transportou para textos sobre o cotidiano, em forma de cartas. Como uma espécie de “andarilho” sem sair do seu mundo, Djalma narrou para Bibi, a sua visão da atualidade. Ela é imortalizada nos escritos, como personagem que cabe em qualquer enredo sobre a realidade vivida, também, por outros figurantes.

Além de perspicaz memorialista, Djalma tinha o hábito de cultivar amizades, principalmente no âmbito da profissão jornalística. No começo deste ano, emprestou-me o livrão Cartografias Invisíveis – Saberes e Sentires de Caxias –, organizado por Isaac Gonçalves Sousa, Renato Meneses e Jotônio Viana. Uma obra de quase três quilos de conteúdo enciclopédico em papel cuchê. Nela há, também, o resumo biográfico dos membros da Academia Caxiense de Letras. Quando o procurei para devolver o livro, Djalma foi direto ao ponto: “Esse livro é seu, lhe interessa muito, pois você está nele”.

Neste sábado, o jornalista e escritor Nonato Reis fará o lançamento, na Livraria Amei, Shopping São Luís, às 19h, do livro “O Órfão  e o Jornalista”, que reúne os textos de Djalma Rodrigues para inesquecível Bibi. É ditado pelo autor que a presepada infinita não permitiu fazer de sua noite de autógrafos. É prefaciado por Nonato Reis.

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José Carlos de Souza Linhares, jornalista e publicitárioHá 2 anos Belo Horizonte. MGGrande Borges. Você não envelhece. Te conheci quando o Imparcial foi dirigido comercialmente por aquele amigo de Brasília, lembra? Estive com vocês duas vezes acertando deveres e haveres sobre o aniversário do matutino.
Marcio Luíz, jornalistaHá 2 anos São Paulo (ULTRA).Caro Borges, O Djalma é o mesmo que trabalhou com Udes Cruz na Assessoria do Governo, na época?
Luiza AzulHá 2 anos Brasília Distrito Federal.Parabéns Borges. Muito boa a crônica.
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