FOTO: Divulgação / Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Em um momento em que a crise climática se torna cada vez mais alarmante, a exposição “1 Clímax para 1 Bicho de Casco”, do artista visual Adroaldo Pereira, convida todos a refletir sobre as atitudes com o planeta terra. A abertura acontece neste sábado (28/09), às 18h30, no Centro de Artes Visuais Galeria do Largo.
A obra de Pereira simboliza a desumanidade e a devastação do meio ambiente, retratando o impacto das alterações climáticas que transformaram rios em desertos e florestas em cinzas. “A desumanidade é praticada por todos nós”, afirma o artista, sublinhando a responsabilidade coletiva em relação à degradação do planeta.
Composta por cascos naturais de tartaruga e resíduos de suas próprias produções artísticas, a instalação é um “móbile da morte” que provoca uma profunda reflexão sobre o acúmulo de resíduos e o consumo excessivo. “A estiagem do ano passado me fez perceber o quanto estamos ignorando a gravidade da situação”, conta Pereira, referindo-se ao desconforto gerado pela poluição e pelo descaso ambiental.
O artista, que atua no setor audiovisual desde 1998, destaca a importância de utilizar materiais reciclados em suas produções. “Hoje, 90% das roupas que utilizamos em figurinos vêm de brechós. A consciência sobre o descarte e o uso de recursos é fundamental”, diz.
A instalação reflete essa preocupação, evocando não apenas a catástrofe ambiental, mas também as consequências diretas na saúde humana, como as doenças respiratórias agravadas pela fumaça das queimadas.
Pereira busca, por meio de sua arte, não apenas expor a realidade que nos cerca, mas também oferecer possibilidades de mudança. “Estamos elaborando rotas de fuga de cascos resistentes, um retorno ao passado que nos permita um presente mais justo”, afirma.
A exposição é um convite para que o público não apenas observe, mas também sinta e reflita sobre o que está em jogo. “Espero que a obra provoque uma sensação, uma conscientização sobre o que estamos fazendo com o nosso mundo”, conclui Adroaldo Pereira.
A instalação de Pereira não se limita a ser apenas uma crítica, e se transforma em um espaço de diálogo sobre a urgência de agir e repensar nossas escolhas. Ao visitar a exposição, os espectadores serão incentivados a considerar suas próprias práticas de consumo e seu papel na preservação do meio ambiente. Dessa forma, a experiência na instalação se transforma em um catalisador para a conscientização e mudança, lembrando-nos de que nossas escolhas diárias têm um impacto significativo no futuro do planeta.
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