Editoria da Plataforma do Facetubes (www.facetubes.com.br).
A história oficial narra que Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi morto em 28 de julho de 1938, numa emboscada organizada pelas volantes (forças policiais da época) na fazenda Angicos, em Sergipe. Segundo o historiador Frederico Pernambucano de Mello, autor de “Guerreiros do Sol” (Escrituras, 2004), as tropas se aproveitaram de informações obtidas por meio de coiteiros (pessoas que protegeram o bando) para surpreender Lampião e seu grupo, resultando na morte de diversos cangaceiros, incluindo sua companheira, Maria Bonita. As cabeças de todos foram decepadas, numa ação brutal que ficou marcada na história do Cangaço, encerrando de forma trágica o percurso do “Rei do Cangaço” pelo sertão nordestino.
No entanto, o recitador das Alagoas Eriberto Melo, pesquisador de Cordel natural de Palmeira dos Índios, Alagoas, compartilha uma versão distinta (incluindo o coiteiro), em entrevista concedida ao jornalista Mhario Lincoln, editor-sênior da Plataforma do Facetubes. Segundo Melo, algumas circunstâncias sobre a localização exata do bando e o modo como os volantes chegaram até Lampião podem ter sido atribuídas aos coiteiros, abrindo margem para especulações sobre traições e conflitos internos. Em sua pesquisa de campo, o recitador aponta depoimentos que lançam dúvidas sobre o planejamento do ataque e a própria dinâmica da emboscada, indicando que a morte de Lampião ainda esconde pontos nebulosos.
VÍDEO-BÔNUS
c/Eriberto Melo
O NEGRO NO MARANHÃO Projeto “Diáspora Maranhense” busca reconstruir memória negra e revelar encontros históricos apagados
Especiais Clélio Silveira Filho: comunicação, empreendedorismo e reconhecimento público no coração do Maranhão
ODISSEIA O intelectual Odorico Mendes no século XIX, já havia conduzido Homero ao território da língua portuguesa
Homem dos mil Livros Ryoki Inoue: o brasileiro que transformou disciplina em mais de mil romances
VIVÊNCIAS Escritoras negras ocupam a Escadaria do Bixiga e transformam memória em reparação
Marcus Saldanha BOMBA: “Artista rotulada como regionalista pela indústria cultural acabou esquecida pelos maranhenses” Mín. 8° Máx. 20°
Mín. 11° Máx. 18°
Chuvas esparsasMín. 12° Máx. 26°
Tempo limpo
ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA Josué Montello fez de São Luís um território universal da literatura e levou a memória negra do Maranhão ao mundo
Joizacawpy Costa “A força e coragem de Joizacawpy Costa”, colunista do Facetubes
Academias Brasil/Exterior Coirmãs “Sobre o Dia Nacional do Haiku (Japão) – 19 de agosto”, por Vanice Zimerman (APB-PR)
Crônicas de Eloy Melonio ELOY MELONIO: “CONVERSA VAI, CONVERSA VEM...”