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Precisamos mudar o jogo e rever a escrita como indispensável fator de desenvolvimento educacional

Um apelo aos professores de todos os níveis educacionais deste país.

04/02/2025 às 17h26 Atualizada em 04/02/2025 às 17h48
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Educação da Plataforma Nacional do Facetubes.
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Arte: GINAi/Facetubes
Arte: GINAi/Facetubes

Crédito: Editoria de Educação da Plataforma Nacional do Facetubes.

 A escrita se inicia muito antes da criança ingressar na escola, com os pais desempenhando o papel dos primeiros incentivadores. A família, ao estimular o hábito de escrever em casa, e a instituição escolar, que adapta o ensino às necessidades individuais dos alunos, encarrega-se da missão de fomentar o desenvolvimento linguístico, ampliar o vocabulário e consolidar o entendimento das regras da língua.

 

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A prática da escrita não só organiza o pensamento e fortalece o raciocínio lógico, como também desperta a imaginação. Essa habilidade, quando cultivada desde a infância, potencializa a capacidade de comunicação, interpretação e criatividade. “A escrita é uma ferramenta essencial que permite à criança transformar suas experiências em conhecimento, além de ser um dos principais meios para o desenvolvimento cognitivo”, afirma o professor Carlos Alberto Mendes, especialista em educação da Universidade de São Paulo.

 

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A escola, nesse contexto, deve exercer uma influência coerente e positiva, promovendo práticas que vão além da simples descoberta dos signos gráficos. Segundo a professora Ana Lúcia Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, “um ambiente escolar que valoriza a escrita e a leitura torna o aprendizado uma experiência prazerosa e significativa, essencial para a formação integral do estudante.” Essa abordagem é vital, especialmente quando se observa que, de acordo com dados do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional, 66,3% dos alunos brasileiros de 15 a 16 anos afirmam que o livro mais extenso que já leram não passou de 10 páginas.

 

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Diversas estratégias podem ser adotadas para o cultivo da escrita em casa, como o uso de bilhetes, diários, jogos de cartas e adivinhações, que, juntamente com a comunicação cotidiana, fortalecem as habilidades comunicativas. Em famílias com menor nível de escolaridade, a escola assume um papel crucial ao complementar esse estímulo, oferecendo suporte para o desenvolvimento da linguagem.

 

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Momentos em que as crianças expressam seus sentimentos por meio da escrita – seja em bilhetinhos, cartinhas para amigos, professores ou até para o Papai Noel – são oportunidades valiosas para consolidar o hábito e a prática da leitura e da escrita.

 

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A escrita deve ser reconhecida como uma das maiores tecnologias já criadas, indispensável para o relacionamento com outras áreas do conhecimento. No entanto, a sociedade enfrenta desafios para manter as crianças engajadas com a leitura e a escrita, especialmente diante dos impactos do uso excessivo de telas, como a dificuldade em manter o foco, a redução de atividades psicomotoras, o distanciamento das interações familiares e a dependência digital.

 

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Nesse cenário, é necessário que a regulação do tempo da tela comece em casa. Pais e responsáveis ​​podem promover atividades “naturais” e modelar comportamentos saudáveis, orientando o uso da internet para fins educativos que promovam o desenvolvimento cognitivo e intelectual. A integração entre família e escola é estratégica para ajudar as crianças a encontrarem um equilíbrio saudável entre tecnologia e realidade, mantendo o processo natural de leitura e escrita como necessidade para a vida.

 

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Dicas para cultivar a leitura e a escrita:

Incentivo à escrita criativa: Proponha atividades como bilhetes, diários e cartinhas para tornar a escrita divertida e significativa.

Reduza o tempo de telas: Estabeleça limites e priorize atividades como jogos, leituras e brincadeiras.

Modelo de bons hábitos: Demonstrar que ler e escrever pode ser prazeroso, escolher conteúdos interessantes e participar ativamente junto com a criança.

Trabalhe em parceria com a escola: Alinhe práticas com os professores para treinar o aprendizado e equilibrar o uso da tecnologia com atividades educativas.

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JaimeHá 1 ano BSB/DFUm artigo muito interessante, que devemos sempre discutir, de como se alcançar esse objetivo. A família, deve ser chamada a interagir também, com a escola. Todos pela educação!!! Tema de Muita relevância.
Ahtange FerreiraHá 1 ano Paço do LumiarIncentivar ou inserir o hábito de leitura em crianças e adolescentes tem sido um grande desafio para nós professores. Muitas famílias infelizmente tem se utilizado da tela para manter a criança ocupada, e mesmo as crianças pequenas já chegam na creche com o hábito de tela por tempo excessivo. E trabalhar com os livros tem sido cada vez mais desafiador, uma vez que quase sempre a responsabilidade pelos recursos que deveriam ser fornecidos pela escola fica a cargo do professor. Eu conto histórias
alcina maria silva azevedoHá 1 ano Campinas- SPGostar de ler começa em casa e se estende até a escola. A troca de bilhetes é algo agradável e se transforma em hábito. Sempre fazia e faço até hoje.Coloco frases de escritores e pensadores nas paredes dos banheiros, para despertar o interesse pela leitura. A leitura nos leva ao.mundo do conhecimento e aventura. É alegria de viver.
Carmen Regina DiasHá 1 ano CascavelEntendo que a Escola tem esse duplo desafio: introduzir e fomentar as leituras, e expandir o potencial que os alunos já recebem em seus lares. Gostei de ler este artigo, trouxe-me de volta a infância, minha e de meus filhos. Gratidão, mestre.
Carmen Regina DiasHá 1 ano CascavelEntendo que a Escola tem esse duplo desafio: introduzir e fomentar as leituras, e expandir o potencial que os alunos já recebem em seus lares. Gostei de ler este artigo, trouxe-me de volta a infância, minha e de meus filhos. Gratidão, mestre.
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