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“AMAR É VERBO”, de Chiquinho França

Análise do vídeo publicado nas redes sociais pelo músico maranhense Chiquinho França.

19/03/2026 às 10h30 Atualizada em 19/03/2026 às 10h41
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln/Chiquinho França
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Chiquinho & Lincoln em estúdio, gravando “Baixada”
Chiquinho & Lincoln em estúdio, gravando “Baixada”


*Mhario Lincoln, editor-sênior da Plataforma Nacional do Facetubes.

Não me surpreendi com as observações do músico maranhense Chiquinho França, meu parceiro musical, no vídeo "Chiquinho França contra o egoísmo". Nele, o músico maranhense apresenta uma visão crítica à ideia amplamente difundida de que é necessário, antes de tudo, amar (somente) a si mesmo. 

Em sua fala, ele revela não concordar com esse conceito de amor-próprio em primeiro plano, classificando-o como uma postura egoísta. Para ele, o foco deve estar no amor ao próximo e na prática cotidiana do cuidado com os outros. "Amar é verbo. Eu amo, tu amas, ele ama", afirma Chiquinho, enfatizando que o amor se expressa por meio de ações, e não de um fechamento individualista.

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Segundo sua perspectiva, quanto mais se faz pelos outros, mais se constrói uma rede de amizade, confiança e apoio mútuo. É nesse caminho, segundo ele, que se pode alcançar a paz universal entre os seres humanos. 

 

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Essa reflexão ressoa com pensamentos de grandes figuras da filosofia e espiritualidade, como Martin Buber, que defendia que o ser humano se realiza na relação com o outro, e não na introspecção isolada. Também se aproxima da ética do cuidado de Carol Gilligan, que valoriza as conexões humanas e a empatia como fundamentos da moral.

Em seu testemunho, Chiquinho sugere que o altruísmo gera reciprocidade: ao agir com generosidade, cria-se naturalmente um "exército de amigos", pessoas dispostas a retribuir o bem recebido. É uma crítica direta a uma sociedade cada vez mais orientada por discursos individualistas, mesmo nas esferas do autoconhecimento e da psicologia.

Este olhar alternativo sobre o amor e a convivência social ressalta a importância de vozes como a de Chiquinho França para reequilibrar o debate sobre valores humanos em tempos de hiperindividualismo. A fala do músico nos convida a refletir sobre nossas prioridades afetivas e sociais, promovendo uma ética baseada na solidariedade e no compromisso com o outro.

 

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ABAIXO, O VÍDEO:

 

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Neves Azevedo Há 5 meses São Luís MA Caro Chiquinho, amar a si mesmo é o primeiro passo para saber amar ao outro. Se eu amar o próximo como eu me amo, com certeza, terei o mesmo respeito com ele. Não posso oferecer aquilo que não tenho. As pessoas que se amam, são alegres, respeitosas e colaboradoras. Não é sobre desprezar o outro, mas é amar ao próximo como eu me amo. Neves Azevedo.
Aldira Martins Há 1 ano Fortaleza-Ceará Bem sabe Chiquinho fazer essa conjugação Eu te amo Tu me amas Nós amamos a cada irmão! E fazendo amizades até chegar em um milhão Depois disso repetimos essa multiplicação E o Mhario vai debulhando em miúdos essa questão Para nossos entendimento de toda essa evolução E vamos tocando a vida com as cordas do coração
Padre Jacintho RazhHá 1 ano São Paulo capitalCaro Chiquinho. A frase “Amar o próximo como a si mesmo”, dita por Jesus (Mateus 22:39), tem sido interpretada como defesa do equilíbrio entre amor-próprio e amor ao próximo. Mas, em muitas leituras teológicas e filosóficas, ela assume um sentido mais coletivo e relacional, distante de qualquer egocentrismo. Jesus não está exaltando o amor a si, mas usando-o como medida mínima de referência. A ideia não é cultivar o ego, mas ampliar a dignidade e o cuidado que regularizamos em nós aos demais.
Padre RazhHá 1 ano SPSPA ideia não é cultivar o ego, mas ampliar a dignidade e o cuidado que regularizamos em nós aos demais. O teólogo Paul Tillich, por exemplo, escreveu sobre isso em sua obra The Courage to Be (1952), destacando que o amor ao próximo envolve uma coragem existencial de sair de si mesmo e se abrir ao outro:
Padre Jacintho RazhHá 1 ano São Paulo SPVeja: O amor ao próximo é o reconhecimento da alteridade como algo digno de valor. Amar o próximo como a si mesmo é, portanto, um ato de transcendência, não de autopreservação. Esta leitura mostra que o mandamento de Jesus visa romper com o egoísmo e criar uma ética do cuidado mútuo — uma base para uma sociedade mais solidária e menos centrada no indivíduo.
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