Sexta, 12 de Junho de 2026
13°C 20°C
Curitiba, PR
Publicidade

Poeta João Batista do Lago critica a visão conservadorista dos que fazem a literatura maranhense

Em entrevista à TV Web Facetubes, o escritor maranhense alerta para o apagamento de autores contemporâneos e a repetição sistemática de outros nomes dentro das programações da educação e cultura. do Estado.

31/05/2025 às 20h18 Atualizada em 31/05/2025 às 20h33
Por: Mhario Lincoln Fonte: João Batista do Lago
Compartilhe:
Programa Literário da TVweb do Facetubes.
Programa Literário da TVweb do Facetubes.

Editoria de Literatura da Plataforma Nacional do Facetubes

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Em recente entrevista ao programa literário da TV Web Facetubes, o poeta e intelectual maranhense João Batista do Lago lançou um olhar crítico sobre a forma como a literatura maranhense é tratada pelas instituições acadêmicas e culturais. Segundo ele, há uma estagnação preocupante no cenário intelectual, marcada pela repetição dos mesmos nomes e pela exclusão de vozes contemporâneas.

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

“Todo ano você abre a caixinha da mesmice”, disse João Batista, referindo-se ao currículo tradicional que insiste em valorizar autores como Machado de Assis, Vinícius de Moraes e outros cânones, ignorando autores novos que estão produzindo literatura de qualidade.


O poeta afirma que há uma espécie de fetiche institucional por figuras consagradas, o que gera um ciclo vicioso de repetição. Para ele, o “novo” não interessa às universidades e à crítica formal, porque “a academia só reconhece o valor após a consagração póstuma ou institucional”.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Essa visão conservadora, segundo o autor, prejudica a evolução natural da literatura regional. Ele alerta para a necessidade de se romper com esse ciclo para permitir o surgimento de novas referências literárias no Maranhão e no Brasil.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Na entrevista, João Batista também chamou atenção para o esquecimento de autores como Nascimento Morais Filho, cuja postura crítica ao sistema teria contribuído para seu isolamento cultural. “As pessoas se afastavam dele porque ele era contra o sistema”, recorda o poeta.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Outro exemplo citado foi José Chagas, autor de Maré Memória, uma obra que, segundo João Batista, foi tão poderosa e inovadora que despertou ciúmes e resistências no meio literário maranhense. Transformado o poema em peça, ocorreu um grande sucesso também no teatro; aí, além de um marco cultural, pode ter ocorrido um "invisível gatilho" para o silenciamento de seu autor.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Para João Batista do Lago, a solução está na coragem de abrir espaço para o novo e de reconhecer o valor do que está sendo produzido no presente. “A fatalidade intelectual da nossa época é essa negação do vivo”, declarou.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A entrevista do poeta é um alerta necessário sobre os rumos da cultura maranhense. Ao romper o silêncio João Batista do Lago convida leitores e intelectuais a repensarem seu papel na construção de um ambiente literário mais plural, moderno e justo.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

VÍDEO-BÔNUS

A verdade de João Batista do Lago

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Joana BittencourtHá 1 ano São Luís Com relação a José Chagas, ficou bastante conhecido, depois que começou a registrar crônicas em colunas de jornais da cidade, como foi natural acontecer através dos meios de comunicação da época. E como acontece o reconhecimento após a morte de um literato dessa magnitude, assim também José Chagas foi amplamente reverenciado, inclusive com edição e reedição póstumas, de sua obra pela Academia Maranhense de Letras, que sempre lhe presta muitas homenagens.
Raimundo Fontenele Há 1 ano Barra do Corda MAConcordo em gênero, número e grau com o poeta João Batista do Lago. Não pode ser ignorância. É desrespeito, descaso, enfim, a manutenção do passado e da mesmice.
Mostrar mais comentários
Curitiba, PR
14°
Tempo nublado

Mín. 13° Máx. 20°

14° Sensação
1.66km/h Vento
97% Umidade
100% (4.7mm) Chance de chuva
06h59 Nascer do sol
05h34 Pôr do sol
Sáb 17°
Dom 15°
Seg 12° 11°
Ter 18° 10°
Qua ° °
Atualizado às 22h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,10 +0,01%
Euro
R$ 5,91 +0,14%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 342,942,15 +0,06%
Ibovespa
171,497,23 pts 1.71%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias