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A História Conta Acadêmicas

Fato Acadêmico inédito: a posse de Erasmo e o violão de Bogéa/OswaldoCosta.

O texto foi publicado no livro “Pedras da Rua”, de Lopes Bogéa.

14/08/2025 13h09 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Com base no texto original de Bendito Buzar/O Imparcial
Arte: mhl
Arte: mhl

Editoria de Literatura e Arte

 

Em setembro de 1972, a coluna de Odylo Buzar em O Imparcial registrou um momento raro de irreverência na Academia Maranhense de Letras: o compositor popular Lopes Bogéa, violão ao lado do professor Osvaldo Costa, invadiu a solenidade de posse do jornalista Erasmo Dias e transformou o cerimonial acadêmico em espetáculo musical.

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A cena ocorreu logo após o discurso de recepção proferido pelo poeta Manuel Caetano Bandeira de Melo. Surpreendido pelo pedido de palavra do visitante, o presidente da Casa concedeu‑lhe o microfone. Bogéa então afinou a voz e, acompanhado pelo pinho seguro por Costa, entoou "Não Volto Não", dedicando a canção ao novo imortal.

O impacto dividiu o plenário: alguns acadêmicos indignaram‑se com a quebra do protocolo, enquanto outros – amparados pela vibração das galerias – viram na performance uma lufada de frescor necessária às velhas liturgias letradas. Sem oposição visível, Bogéa prosseguiu com "A Lenda dos Lençóis" e "Rasga Mortalha", recebendo palmas ritmadas que logo se espalharam entre público e confrades.

Quando as cordas silenciaram e a dupla se retirou, a polêmica estava instaurada. Para os puristas, a dignidade do recinto fora maculada; para os modernistas, abrira‑se precedente valioso que aproximava a Casa de Antônio Lobo do pulsar popular das ruas. Buzar anotou que nenhum sodalício do mundo assistira a coisa igual.

Cinco décadas depois, o episódio ainda reverbera como símbolo do embate entre tradição e espontaneidade na vida cultural maranhense. A crônica de Buzar – publicada em O Imparcial em 1972 – permanece testemunho vívido de que, mesmo entre imortais, a arte não aceita algemas quando a emoção decide ocupar o palco.

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JaimeHá 1 ano atrásBSB/DFBela publicação. Homens de Muita intelectualidade.
ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA Há 1 ano atrásSão LuísMeu amigo poeta, esses eram demais! Um fanho com o raciocínio mais rápido do mundo e outro que conhecia como poucos, a arte da nobreza e humildade. Foram homens de grandes conhecimentos.
Salvio BuzarHá 1 ano atrásRio de Janeiro RJsensacional. Maravilhoso. Incrível.
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