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Fato Acadêmico inédito: a posse de Erasmo e o violão de Bogéa/OswaldoCosta.

O texto foi publicado no livro “Pedras da Rua”, de Lopes Bogéa.

14/08/2025 às 13h09 Atualizada em 14/08/2025 às 17h27
Por: Mhario Lincoln Fonte: Com base no texto original de Bendito Buzar/O Imparcial
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Arte: mhl
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Editoria de Literatura e Arte

 

Em setembro de 1972, a coluna de Odylo Buzar em O Imparcial registrou um momento raro de irreverência na Academia Maranhense de Letras: o compositor popular Lopes Bogéa, violão ao lado do professor Osvaldo Costa, invadiu a solenidade de posse do jornalista Erasmo Dias e transformou o cerimonial acadêmico em espetáculo musical.

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A cena ocorreu logo após o discurso de recepção proferido pelo poeta Manuel Caetano Bandeira de Melo. Surpreendido pelo pedido de palavra do visitante, o presidente da Casa concedeulhe o microfone. Bogéa então afinou a voz e, acompanhado pelo pinho seguro por Costa, entoou "Não Volto Não", dedicando a canção ao novo imortal.

O impacto dividiu o plenário: alguns acadêmicos indignaramse com a quebra do protocolo, enquanto outros amparados pela vibração das galerias viram na performance uma lufada de frescor necessária às velhas liturgias letradas. Sem oposição visível, Bogéa prosseguiu com "A Lenda dos Lençóis" e "Rasga Mortalha", recebendo palmas ritmadas que logo se espalharam entre público e confrades.

Quando as cordas silenciaram e a dupla se retirou, a polêmica estava instaurada. Para os puristas, a dignidade do recinto fora maculada; para os modernistas, abrirase precedente valioso que aproximava a Casa de Antônio Lobo do pulsar popular das ruas. Buzar anotou que nenhum sodalício do mundo assistira a coisa igual.

Cinco décadas depois, o episódio ainda reverbera como símbolo do embate entre tradição e espontaneidade na vida cultural maranhense. A crônica de Buzar – publicada em O Imparcial em 1972 – permanece testemunho vívido de que, mesmo entre imortais, a arte não aceita algemas quando a emoção decide ocupar o palco.

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JaimeHá 10 meses BSB/DFBela publicação. Homens de Muita intelectualidade.
ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA Há 10 meses São LuísMeu amigo poeta, esses eram demais! Um fanho com o raciocínio mais rápido do mundo e outro que conhecia como poucos, a arte da nobreza e humildade. Foram homens de grandes conhecimentos.
Salvio BuzarHá 10 meses Rio de Janeiro RJsensacional. Maravilhoso. Incrível.
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