
UM TAPETE PÁLIDO NAS MÃOS
*Mhario Lincoln
Às vezes que conversei
mais demoradamente
com minhas mãos,
foi pensando em ti.
Na solidão de meu
mal-me-quer,
meu bem-querer;
no infinito de meu
escarpado sonho:
mal-querer, demais?
Volúpias esquecíveis
por sobre um tapete
pálido, onde sobraram
as marcas de teu prazer;
prazer-passageiro
de minha agonia.
.......
Motorista, por favor.
Deixe-me na próxima parada!
.......
*Poema do livro inédito O SEXTO SEXO, de MHL.
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