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Nova coluna de Cordeiro Filho

PROTEGER O NOSSO PATRIMÔNIO, É DEVER DE TODOS. Se você ver alguém depredando e ou pinchando nossas fachadas de azulejos...Denuncie aos órgãos: IPHAN, FUMPH, SECMA e SECULT. A cidade cultural da humanidade.

16/10/2025 às 08h43 Atualizada em 16/10/2025 às 09h44
Por: Mhario Lincoln Fonte: Cordeiro Filho
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Arte: Mhario Lincoln/Ginai
Arte: Mhario Lincoln/Ginai

COLUNA DE CORDEIRO FILHO

 

Um dos prédios mais tradicionais do Maranhão.

 

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O PALÁCIO DO COMÉRCIO ESTÁ EM OBRAS

Enfim começaram as obras do Palácio do Comércio.
Este edifício que abrigou o Hotel Central e a Associação Comercial do Maranhão, está com obras em andamento. Já com bastante tempo fechado, com risco de desabamento, finalmente deram início às obras de restauro deste monumental edifico. Vamos acompanhar e torcer para que logo, logo esteja concluídas as obras e revitalize o Centro Histórico de São Luís do Maranhão.

 

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Arte: Mhario Lincoln/Ginai

TEXTOS QUE MERECEM BIS

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 (@historiadoma)


Xirizal do Oscar Frota: História, Origem e Decadência
       

A prostituição sempre busca áreas de intensa movimentação econômica. Com a inauguração do Mercado Central, em São Luís do Maranhão, em 1938, logo surgiram prostíbulos em suas proximidades. O mercado era o principal centro de venda e distribuição de hortaliças e pescados da ilha. Produtores vindos da Maioba, Iguaíba, Pindoba, Maracanã e São José de Ribamar, após comercializarem seus produtos, buscavam esses lugares para diversão. O termo “Xirizal” designava uma área de prostituição em São Luís, localizada entre as ruas Jacinto Maia, Manga e Travessa do Portinho. Muitos imóveis da região pertenciam ao empresário Oscar Frota — que não tinha ligação com o ramo —, mas o lugar acabou conhecido como “Xirizal do Oscar Frota”. Até o fim da década de 1970, a região era efervescente. Porém, com a inauguração da CEASA e o crescimento de supermercados como o Lusitana, o movimento retraiu. Nessa época, a prostituição passou a ser marcada por figuras conhecidas como Fuscão, Francimeire, Zezé e Claudete. Nos anos 1990, o Bar São Sebastião trouxe novidades ao introduzir serestas ao vivo, atraindo comerciários da Rua Grande e de suas adjacências. A partir dos anos 2000, a presença massiva de drogas como merla, crack e cocaína afastou o público da prostituição tradicional e atraiu usuários, muitos dos quais passaram a vender o corpo apenas para sustentar o vício.
Do apogeu ao declínio, o Xirizal do Oscar Frota revela como economia, cultura e vício moldaram uma parte esquecida da história de São Luís.

 

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A história por trás dos notáveis imóveis do bairro do Monte Castelo (S. Luís-MA)

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(Rafael Cardoso, g1 MA — São Luís).

Casa onde atualmente funciona uma clínica, em estilo bangalô, no Monte Castelo, em 1950 e 2017 — Foto: São Luís Memória

 

São Luís 413 anos: A história por trás dos notáveis imóveis do Monte Castelo Bangalôs históricos fazem parte da história da cidade, mas muitos estão esquecidos e sem uso. Quem passa pela Avenida Getúlio Vargas, no bairro Monte Castelo, talvez não imagine que aquelas casas de fachadas diferentes, muitas já descaracterizadas ou em ruínas, fazem parte de um capítulo essencial da história urbana de São Luís, que neste ano celebra 413 anos. Essas construções, algumas ainda preservadas, são testemunhos de um momento em que a classe média ludovicense começou a expandir suas moradias para além do Centro Histórico, abrindo caminho para a ocupação de novas áreas da cidade. O Monte Castelo nem sempre foi bairro. Conhecido no passado como Areal (por causa da quantidade de areia que tinha), chegou a ser zona rural antes de se consolidar como reduto da classe média alta, especialmente a partir das décadas de 1930 e 1940. Foi nesse período que chácaras e sítios deram lugar a residências espaçosas, ventiladas e marcadas pela novidade do concreto armado, material que revolucionava a arquitetura no mundo.
Segundo o geógrafo Luiz Eduardo Neves, professor da UFMA e ex-morador do bairro, foi na década de 1950 que o Monte Castelo ganhou o perfil dos bangalôs, que ainda resiste na memória da cidade.
“A maioria das casas começa a ser construída nos anos 40 e 50. Muitas são em estilo bangalô, popularizado nos Estados Unidos e também em capitais brasileiras. Era algo totalmente diferente do que se via no Centro Antigo, com uso do concreto armado e influências do art déco. Algumas até parecem um pouquinho de estilo gótico, mas não exatamente é”, explica. Os bangalôs são provenientes da Índia, mas se popularizam no século 19 nos Estados Unidos, acompanhando o crescimento das cidades por lá e também no Brasil. Os bangalôs são muito comuns em São Paulo e outras capitais do Brasil. Os bangalôs abrigaram famílias ligadas ao comércio, à indústria e às fábricas, em São Luís. Em muitos casos, eram residências secundárias, que com o tempo se tornaram as moradias principais desses novos moradores. O motor que acendeu o bairro A transição de zona rural para bairro urbano começou ainda no fim da década de 1930, quando a Ullen Company instalou um motor de geração de energia elétrica no Monte Castelo. A novidade impulsionou a urbanização e deu à Avenida Getúlio Vargas — conhecida até então como “caminho grande” — um novo status, com pavimentação, iluminação e calçamento implementados durante o governo de Paulo Ramos, interventor do Maranhão na Era Vargas. Patrimônio em risco Atualmente, muitas das residências originais do Monte Castelo resistem apenas como sombra do que já foram. Algumas viraram clínicas, outras estão fechadas, sem uso, e muitas perderam as características arquitetônicas que lhes deram identidade. Ainda de acordo com especialistas, não há, até agora, iniciativas de tombamento histórico específicas para essas casas. “Poucas casas hoje, no início do século 21, permanecem com a forma original. Inclusive reformadas, onde era a Uroclínica, por exemplo, é um exemplo disso. Ali perto da Praça Antônio Vieira, mas eu creio que não tenha. Algumas estão preservadas porque são de concreto armado, então resistiu ao tempo, mas não têm nenhum uso. Tem que ver onde é que estão os donos dessas casas. Eu acho sim que esse tipo de casa, em específico, ela merecia, sim, ser tombada para preservar esse estilo. Na realidade, eu vou até mais longe. Seria ser dado uso a ela, ser comprada pelo Estado, pela prefeitura, pelo governo do Estado e ali destinar algum uso para ela, num museu, alguma coisa nesse sentido”, avalia o professor Luiz Eduardo Neves.

 

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SONETO DO AZULEJO ESQUECIDO
Mhario Lincoln, jornalista e poeta

Em cada fenda do tempo que se anuncia,
certa mão abstrata de areia, lenta e fria
tenta roubar a flor azul de cerâmica vazia,
cuja memória salobra, naufraga em agonia.

Ó São Luís, teu orgulho padece
sob sigízias, desamores e maruins.
Mas nem mesmo os querubins,
evitaram o crime: tua fachada apodrece.

O azulejo chora o mal e sal das horas,
a chuva escreve na lápide dos rancores
e a história perde o rosto; e vai embora!

E eu, poeta, imploro aos sonhadores:
salvem o brilho das tuas demoras,
antes que o vento apague os teus amores.

"SONETO DO AZULEJO ESQUECIDO" , de Mhario Lincoln. Foto: (Cordeiro Filho).

 

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Em tempo:  PROTEGER O NOSSO PATRIMÔNIO, É DEVER DE TODOS. Se você ver alguém depredando e ou pinchando nossas fachadas de azulejos, denuncie aos órgãos: IPHAN, FUMPH, SECMA e SECULT. A cidade cultural da humanidade. Se você ver alguém depredando e ou pinchando nossas fachadas de azulejos...Denuncie aos órgãos: IPHAN, FUMPH, SECMA e SECULT. Salve nossa Cidade Cultural da Humanidade! (Cordeiro Filho).

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