Joizacawpy Costa, da Academia Poética Brasileira.
De repente, eu estava ali. Muitas pessoas, assim como eu, foram ao encontro do ícone maranhense, da lenda viva, José Sarney. Sim, ele renovava as suas letras relançando três clássicos da literatura brasileira: "O Dono do Mar", "Saraminda" e "A Duquesa que valia uma Missa", frutos do seu plantio como intelectual das letras.
Minha ansiedade parecia ser tomada naquele momento pela vontade de estar lá, frente a frente com quem já se imortalizou por meio da palavra. Palavra tão bem expressa em seus escritos, muitas vezes com tons poéticos dentro da narrativa, ou trazendo a figura e a linguagem de gente simples que, de fato, constrói histórias.
Os minutos passavam. Eu já estava com meu livro em mãos, "O Dono do Mar". Muitos outros se movimentavam; a fila parecia parada. Depois de um tempo, vi que eu já estava muito perto, com somente duas pessoas à minha frente.
Quando dei por mim, eu já estava lá, frente a frente com o grande ícone. E aquele senhor tão admirado autografou meu livro, apertou minha mão com as suas duas mãos, olhou em meus olhos e sorriu.
Ao sair da livraria, senti-me realizada, feliz por ter vivido algo que há muito eu planejara.
E, num gesto genial, o grande autor em algumas passagens consegue se aproximar das histórias de gente simples, sim, histórias de tradição oral, transformando-as em grande texto, numa costura bem-feita que só os melhores conseguem fazer.
A literatura maranhense e brasileira é escrita a muitas mãos, e ter José Sarney como um de seus grandes intelectuais é, sem sombra de dúvidas, uma honra.
As letras de José Sarney ecoam em bom e alto som, confirmando o que já é fato: sua magnitude com as palavras.
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