
No texto “Essas Nossas Letras!!!”, o poeta e escritor Eloy Melonio (Academia Poética Brasileira – Seccional MA) propõe uma virada de olhar: as letras não aparecem como peças frias de um mecanismo, nem como ornamento técnico da escrita. Elas são tratadas como matéria viva — quase orgânica — que respira a experiência humana dentro do texto. A palavra, nessa visão, não nasce pronta: ganha corpo quando cada letra funciona como pulso existencial, carregando memória, afeto, tensão, silêncio e intenção.
A importância dessa leitura está em entender que analisar letras é analisar vida, principalmente o modo como o texto se move por dentro, como ele cria presença, ritmo e sentido. O que parece mínimo — um traço, um som, uma forma — vira fundamento do que sentimos e compreendemos. Assim, as letras deixam de ser “suporte” e passam a ser força criadora, aquilo que anima a linguagem e dá densidade ao que o texto tenta dizer, como se cada letra fosse uma pequena centelha que mantém a palavra acesa. (Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes).
O Texto de Eloy Melonio
O (ó)
Essa é uma obstinada. Está na hora do relógio, no hoje do calendário, na oração do obediente. E, especialmente, na primeira palavra do lema da nossa bandeira. Ora bolas! Quem disse que o “O” é um zero à esquerda?!
P (pê)
Dizem que essa tem paixão por “podres poderes”. E que é pornográfica: pn, fdp, pqp. E desaforada: "Que porra é essa?!" Peço licença à língua padrão para "consertar uma pescada". Calma! Nada de errado com a “peixinha”. Vou apenas "escamá-la e tirar suas vísceras". Pesquei essa do livro "How to Speak Maranhês", de Jáder Cavalcante, que, por sinal, já é sucesso na parada editorial.
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