
Chuvas e ruína no Centro Histórico
Mal começam as chuvas e já brota vegetação em telhados e paredes. Casarões destelhados viram porta aberta para infiltração e, depois, queda. A urgência é simples e barata: limpeza e manutenção dos telhados. O que não se faz agora vira prejuízo e risco amanhã. E vale lembrar: muitos desses imóveis são particulares.
A Baía “sumiu”: vazante impressiona
Manhã de sábado, atrás do Terminal da Praia Grande, e a água parece ter ido embora.
Era para a Baía de São Marcos estar cheia, mas a vazante dominou o cenário. Nem o Rio Bacanga aparecia como de costume. É o jogo bruto das marés de São Luís, com picos de enchente e vazante entre os maiores do país.
Estranho aos olhos, comum na geografia daqui.
Um ano de espera na Igreja de São João
Um ano se passou e a reforma da Igreja de São João não anda. Com as chuvas, cresce o risco e o medo de desabamento. E não é caso isolado: Santaninha, na Rua de Santana, também preocupa. O abandono se repete em outros prédios públicos do Centro, como o Odilon Costa Filho. Falta o quê: projeto, verba, gestão ou vontade?
A igrejinha de São José das Laranjeiras
Na Rua Grande, ao lado da antiga Embratel, um templo pequeno guarda grande respeito. A Capela de São José das Laranjeiras recebe fiéis e celebra missas em datas agendadas. Por dentro, um altar bonito e um silêncio que acolhe. São cerca de 40 assentos, um espaço íntimo, quase doméstico. Um marco religioso discreto no coração da cidade.
“Bazarte” celebra 7 anos no MPMA
A exposição coletiva “Bazarte” abriu a semana e marcou os 7 anos do Centro Cultural do MPMA. A mostra reúne 10 artistas visuais que já expuseram individualmente ao longo do ano. As obras estão à venda e 20% do valor será destinado à Casa Acolher, que atende pessoas com HIV e Aids. No mesmo ato, uma feira criativa ocupou o espaço com artesanato, cosméticos, alimentos e orgânicos. Arte circulando, renda girando, solidariedade acontecendo.
Incêndio na Casa das Tulhas
Um incêndio de média proporção atingiu a Casa das Tulhas na madrugada. O fogo começou por volta de 0h30 e foi contido pelo Corpo de Bombeiros. As causas ainda serão confirmadas pela perícia, mas circula a hipótese de lâmpadas deixadas acesas. O episódio reacende um alerta antigo: instalações elétricas precisam de inspeção séria e constante.
Preservação também é manutenção.
Tapumes na Praça da Fé e a obra do Vila Galé
Na Rua Portugal, tapumes tomam quase toda a área do antigo Palacete e da Praça da Fé. O espaço é palco de eventos do Carnaval e do São João, parte viva do Centro Histórico. Há relato de que o projeto do hotel queria incluir a praça como área de lazer, mas teria sido vetado pela Prefeitura. Então por que a praça está cercada desse jeito?
A pergunta fica no ar: o que, de fato, foi autorizado?
O artista anônimo da Rua do Giz
Na Rua do Giz, em frente à Pousada Portal da Amazônia, um homem desenha o Centro à caneta. Folha Canson, esferográfica e paciência de relógio: pontilhismo que vira arquitetura. Ele passa o dia ali, costurando luz e sombra com pontos mínimos. Enquanto prédios adoecem, ele registra a memória.
Um arquivo vivo, sem assinatura, no meio da rua.
OBRA DE ARTE. CORAÇÃO E ALMA COLORIRAM ESSA FOTO ANTIGA
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