Editoria da Plataforma Nacional do Facetubes c/ Assessoria de Imprensa AMCLAM
A AMCLAM, Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares, dá um passo de rara envergadura ao abrir suas portas para um diálogo direto com a Música Popular Maranhense, com a Literatura do Maranhão e com aqueles que, há décadas, sustentam a alma criativa do Estado. Em reunião na sede da instituição, artistas como Josias Sobrinho, Chiquinho França, Tutuca Viana e Rogerinho foram recebidos para dar início às tratativas do projeto FELICAM, (1ª Feira de Livros das Academias de Letras do Maranhão), concebido como uma grande feira capaz de reunir, num mesmo horizonte, literatura, arte, ciência e pensamento público.
Sob a condução do presidente Cel. Carlos Furtado, o encontro ultrapassa o protocolo e assume o peso simbólico de um gesto corajoso: afirmar que identidade cultural não é autopreservação, mas é fundamento. Quando uma academia de vocação militar e intelectual se dispõe a construir pontes com criadores populares, ela declara, com serenidade e firmeza, que a cultura maranhense é uma só, múltipla em suas vozes e indivisível em sua dignidade. Trata-se de uma iniciativa que honra o Maranhão por reconhecer, sem hierarquias artificiais, que a canção, o livro e a pesquisa também são formas de defesa do território, da memória e do futuro.
A proposta da FELICAM nasce com ambição formativa e vocação pública: atividades literárias, artísticas e científicas, com palestras, rodas de conversa, contação de histórias, oficinas criativas para crianças, apresentações culturais, além de lançamentos e circulação de livros. Ao projetar um espaço onde a palavra encontra o ritmo e o saber se torna convivência, a AMCLAM coloca em movimento uma ideia central: a cultura é um pacto de continuidade, e cada geração precisa reencontrar, em praça aberta, as razões de pertencer.
Com a presença de acadêmicos da AMCLAM e do presidente da Academia Cururupuense de Letras, Paulo Avelar, do presidente da FALMA, César Brito, músicos e artistas citados, a reunião sinalizou um desenho coletivo, capaz de articular instituições e criadores em torno de um eixo maior: proteger o que o Maranhão tem de mais singular e, ao mesmo tempo, mais universal. O que começa aqui não é apenas a preparação de um evento, mas a afirmação de um grande e vigoroso movimento. Um encontro de literatura, música e identidade que exige coragem para existir, porque enfrenta a dispersão, o esquecimento e a indiferença com aquilo que sempre vence no longo prazo: comunidade, beleza e compromisso.
"Essa iniciativa de força e coragem - e dinamismo - vai de encontro ao velho jargão 'deixa pra amanhã', usado e reusado por aqueles que não têm compromisso com a Cultura, a Arte e Música do Maranhão. Portanto, louvo essa atitude, como maranhense e produtor incansável (a pro) da conservação dos valores desta terra, parabenizando o presidente Carlos Furtado e toda a intelectualidade da AMCLAM", confessa o presidente da Academia Poética Brasileira, jornalista profissional sindicalizado e poeta Mhario Lincoln.
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