
Depois de algumas semanas de imersão criativa, Eloy Melonio concluiu um trabalho intelectual precioso: dar “vida” às letras do alfabeto português brasileiro, em uma sacada rara, onde o cotidiano encontra a vibração própria de cada letra.
A última parte, reunindo as ultimas 4 letras
*Eloy Melonio
W (dáblio)
Essa tem cara de gringa, não tem? Washington, White House. Walker, o Johnny, vive bebendo por aí. E induzindo seus seguidores a trilhar seus passos: Keep walking.
X (chis)
Acho que a cantora Lexa (Léa Cristina) sabe que “essa letrinha” serve para checar, dizer que algo já está resolvido. Se faltar alguma coisa, aí, sim, temos o "X" da questão. Avexado como um avião, seu parceiro Xande grita: "Xá comigo!".
Y (ípsilon)
Irmão gêmeo de “W”, essa é a letra das boas lembranças. De “Yesterday”, dos Beatles. Nesse saudosismo, ainda me encanto com as águas melodiosas de "Yellow River" (Christie), que não saem da minha mente.
Z (zê)
Um “Z” sozinho não faz verão, mas três (ZZZ) já dá um soninho, não dá? Antes disso, que tal ouvir a conversa destes dois caipiras:
"Cê sabia que o Zé já é prisidente?";
"Qual Zé, cumpade?";
"O Zé Lensque, da cumade Ucrânia”;
"É mermo?! Ah, meu Deus! A coisa tá é russa!"
(*) Com todas as letras, quero expressar minha admiração aos saudosos Zagalo (1931 – 5/1/2024) e Ziraldo (1932 – 6/4/2024). Que Zeus os tenha em sua zabedoria!
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