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AMCLAM lança FELICAM: a primeira Feira de Livros dedicada às Academias de Letras do Maranhão

Sem dúvida, uma das maiores ações de instituições privadas (a pro) da Literatura, para incrementar os movimentos culturais maranhenses. Ou seja: a união continua fazendo a força.

19/01/2026 às 08h30
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln
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arte: MHL/GINAI
arte: MHL/GINAI

Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes*

Sem dúvida, o Maranhão se aproxima de um daqueles instantes em que a vida cultural deixa de apenas acontecer e passa a se organizar como legado. A Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares (AMCLAM) anunciou o Projeto FELICAM – Feira de Livros das Academias de Letras do Maranhão, concebido para deslocar o eixo de visibilidade: não mais a presença à margem dos sodalícios em grandes eventos, mas um espaço próprio, permanente, estruturado e institucionalmente digno para expor, divulgar e comercializar a produção editorial dos imortais maranhenses, com a solenidade que a obra exige e com a proximidade que o leitor merece.

Essa ambição ganhou forma concreta na tarde e noite de 16 de janeiro, quando a AMCLAM sediou uma reunião que reuniu presidentes e representantes de diversas Academias Literárias do estado, com presença de instituições vinculadas à FALMA, por iniciativa do presidente da AMCLAM, Cel. Carlos Furtado.

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O encontro teve um efeito raro: não apenas apresentou a FELICAM, mas provocou participação ativa, sugestões e encaminhamentos — como se, ali, o Maranhão acadêmico assumisse, de uma vez, que livro não pode depender apenas de entusiasmo; precisa de método, calendário e pacto institucional.

Dessa escuta coletiva, resultou a deliberação pela criação de uma Comissão Organizadora com representantes de diferentes academias e entidades (com liderança da AMCLAM e presença de instituições do interior e da capital), encarregada de levar adiante o planejamento.

 

Também ficou definido o local de realização: o Complexo Religioso Menino Jesus de Praga, no bairro da Cohama, em São Luís. A proposta se afirma, desde a origem, como inclusiva e de vocação ampla, além das propostas de lançamentos e comercialização de livros. Não só isso, prevê também, conferências, mesas-redondas, rodas de conversa e oficinas, somando apresentações musicais e circulação de obras de arte e artesanato — um desenho de feira que entende cultura como experiência e não como vitrine silenciosa.

A decisão enfrenta uma lacuna que o próprio mercado reconhece há décadas. A obra regional, mesmo quando madura e necessária, costuma perder circulação por falta de vitrine, de agenda pública e de condições econômicas mínimas para chegar ao leitor fora do circuito concentrado das capitais editoriais. Ao inverter a lógica, a FELICAM nasce como instrumento de política cultural aplicada.

Pela força do movimento, não será mais um evento decorativo, mas uma ferramenta estratégica para reafirmar o papel das academias como núcleos ativos de preservação e fomento da memória intelectual do estado, convertendo produção autoral em presença social.

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Auditório lotado com presidentes de Academias do Estado do Maranhão: a união, sempre fazendo a força. 

 

Há uma razão estrutural para isso. É que feiras do livro são, por natureza, máquinas de encontro. O jornalista Mhario Lincoln, presidente da Academia Poética Brasileira, diante dessa ideia que se deve aplaudir, disse à reportagem: “é de grande importância essa atividade particular porque as feiras e bienais se tornaram espaços multiculturais, abertos à discussão de temas diversos, justamente por reunirem leitores e visitantes em torno da pluralidade de ideias e um ambiente que favorece diálogo e pertencimento cultural e o Maranhão, apesar de algumas feiras de livro importantes, ainda carecia de alguns valores estruturais o que eu espero que a FELICAM – Feira de Livros das Academias de Letras do Maranhão possa suprir essas deficiências”.

Mhario Lincoln tem razão. Basta atentar para o que José Saramago, disse, ao ser homenageado na 'Feira do Livro de Granada', “(...) a leitura não deveria ser tratada como obrigação, mas como devoção e prazer. A leitura é um virtuoso encontro, um diálogo entre sensibilidades(...)".

 

Nessa chave, o que a FELICAM propõe é decisivo, pois quer oferecer ao autor regional um lugar onde seu livro seja visto, ouvido e reconhecido, diante de um público real, num território que o acolhe como voz pública do Maranhão.

O coronel Furtado, um iluminado que o Maranhão ganhou a partir da AMCLAM, nessa área específica, e a FALMA, farão de tudo para que a feira alcance esse patamar, a partir da absorção de ideias vindas de outras experiencias vitoriosas.

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Por essa razão, no desenho anunciado dia 16 de janeiro passado, a FELICAM pretende cumprir esse destino ampliado: abrir ao público a comercialização direta de obras frequentemente fora do circuito tradicional; apresentar o perfil acadêmico e o percurso intelectual dos autores, aproximando o leitor da pessoa que escreve; e promover debates voltados à história local e à preservação da memória cultural do Maranhão.

 

A FELICAM não é um evento isolado, ela institui um canal permanente de preservação e difusão da memória intelectual do Maranhão”, destaca Carlos Furtado, presidente da AMCLAM. Essa frase não é de efeito. Ela funciona como síntese do projeto: o livro como patrimônio vivo, e a academia como ponte, não como torre.

Ao fim, o que se anuncia com a FELICAM é mais que uma feira. É uma mudança de escala na autoestima cultural. Ao devolver centralidade aos autores maranhenses, a AMCLAM reposiciona as academias no centro da vida intelectual do estado e cria um rito público de reconhecimento. “A FELICAM pode ser um lugar onde o livro deixará de ser prova de erudição para voltar a ser aquilo que sempre foi, no seu melhor e eu acredito ser; uma conversa, uma presença e uma comunidade”, completou o jornalista e poeta Mhario Lincoln.

Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes* c/ informações geradas pelo Cel. Veterano da Polícia Militar do Maranhão. Vice-presidente da Federação das Academias de Letras do Maranhão (FALMA). Titular da cadeira nº 01 da AMCLAM, patroneada pelo Brigadeiro Feliciano Antonio Falcão. Presidente da Academia de Letras dos MiliEstaduais do Brasil e do Distrito Federal (ALMEBRAS).

 

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