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A LITERATURA MARANHENSE MOSTRANDO SUAS NOVAS VOZES

Linda Barros é cnvidada da Plataforma Nacional do Facetubes

21/01/2026 às 08h40 Atualizada em 21/01/2026 às 08h50
Por: Mhario Lincoln Fonte: LINDA BARROS
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A LITERATURA MARANHENSE MOSTRANDO SUAS NOVAS VOZES

Linda Barros, escritora e atriz. Membro da Academia Poética Brasileira e ATHEART

         Houve um tempo em que só se falava em Gonçalves Dias, Aluísio e Arthur Azevedo, Coelho Neto, João Lisboa, Humberto de Campos, Odorico Mendes, Sotero dos Reis, Trajano Galvão, Graça Aranha, Astolfo Marques, Sousândrade, Gentil Braga, Gomes de Sousa, Henriques Leal e... Tem muitos outros nomes, todos pertencentes ao período áureo da literatura maranhense/brasileira – século XIX. Mas, afinal, o que todos esses nomes têm comum? Não sabem? Sim, TODOS são maranhenses e todos marcaram uma época. Que orgulho para nós e para o Brasil, não é mesmo? E o mais impressionante: todos eles atravessaram “O Estreito dos Mosquitos”, o único ponto geográfico que separa a Ilha de São Luís do resto do continente – na época deles ainda era por mar, pois o Estreito ainda não existia.

         São Luís, a capital do Maranhão, Cidade dos Azulejos, a Ilha Magnética, cidade do Reggae (Jamaica brasileira). Além de todas essas alcunhas, a capital maranhense ainda “carrega nas costas” o epíteto de "Atenas Brasileira" – obviamente que não é nenhum fardo, pelo contrário, é um orgulho. Devido à sua rica história cultural, sua arquitetura colonial com azulejos e por ser um celeiro de grandes escritores e poetas (além daqueles mencionado anteriormente) como Ferreira Gullar e Maria Firmina dos Reis, Josué Montello, Nauro Machado, Arlete Nogueira da Cruz, Laura Amélia Damous, Ceres Costa Fernandes, Wanda Cunha, Silvana Menezes, Luiza Cantanhede, Ana Liz Ribeiro e tantos e tantas mais. A homenagem é à antiga cidade de Atenas, berço da filosofia e cultura. 

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         Mas será que a literatura, a boa literatura, parou no tempo? A resposta é NÃO. Basta explorar um pouco mais as inúmeras Academias de Letras que existem no Maranhão. O que se tem notícias é que há um total de sessenta e cinco agremiações espalhadas por todo o espaço geográfico maranhense. Na nossa capital, os eventos literários são recorrentes, os lançamentos de novas obras literárias estão por todas as partes, sejam livros físicos ou no formato e-book. São nomes consagrados, como é o caso decano José Sarney (lançou recentemente um box com três obras), tal como Bioque Mesito com seu “Revoada de Interrogações”, Silvana Meneses que lançou junto com Ana Liz seus “Poemas Mínimos”, Abel Ribeiro Santos, que também trouxe “Caminho da Paixão e tantos e tantos mais. A Associação de Autores Independentes,  AMEI – um espaço somente de autores maranhenses -  está ai para provar, são várias obras lançadas toda semana.

 

         Em todo este percurso de literatura e autores, o GELMA – Grupo de Estudos Literários Maranhense – tem feito um trabalho primoroso ao resgatar obras como “O Diabo”, de João Clímaco Lobato, em e-book – aliás, esse é um formato que tem se popularizado a cada dia, pois possibilita a publicação independente via internet e permite também um alcance maior de leitores em todas as partes do Brasil e no exterior.

         Sob a coordenação do prof. Doutor Dino Cavalcante, o GELMA tem elevado a muitos patamares a literatura maranhense. O grupo tem como objetivo pesquisar, debater, examinar e, principalmente, divulgar as novas vozes da literatura maranhense, mas sem deixar de lado nomes consagrados da cultura letrada do Maranhão, em reuniões periódicas às quintas-feiras, às 20h.

           

Linda Barros da APB-MA.

Em 2025, o Grupo lançou o II Concurso Literário do GELMA, tendo como homenageado o escritor Humberto de Campos e teve como título “A vida em micro-flashes”. O gênero escolhido foi o de micro-contos no formato e-book e contemplou autores de diversas partes do Brasil. Segundo o próprio GELMA, a obra “reúne textos selecionados a partir de um processo que teve como objetivo incentivar a produção literária, valorizar a literatura maranhense e estimular a escrita breve como forma estética e crítica, reafirmando o compromisso do GELMA com a difusão da criação literária e com o diálogo entre universidade, escritores e leitores”.

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         O e-book contemplou 20 autores pela ordem de classificação no certame. São textos curtos, divertidos, densos, enigmáticos e todos com uma mensagem para uma possível reflexão dos leitores, que se deleitam com cada história nele contado. Os dez primeiros autores classificados foram:

1º – FILA de Kissyan Pereira Castro

2º – O OUTRO LADO DA RUA de João Victor Lago Costa

3º – VINGA de Jonatas Rodrigues Perote

4º – EVENTO Tayane Fernandes dos Santos

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5º – LUA NEGRA de Allyson Augusto de Jesus Ferreira

6º – BISCOITOS de Diego Isaac Rocha Ferreira

7º – MEMÓRIA DE PEDRA E GIZ de José Augusto Borges Vaz

8º – MARÉ de Marlus Regis Alvarenga

9º – ENCONTRO NA BEIRA RIO de Gabriel Alves da Silva

10º – TODAS AS NOITES de Lucas Cássio Silva Ferreira

 

         O e-book lançado recentemente, atravessou fronteiras, tanto físicas quanto imaginárias, e assim pôde dar  voz e vez a autores com suas histórias envolventes, fazendo que com o leitor tire suas próprias conclusões. Segundo os organizadores, “Estas histórias, neste e-book, são como itinerários com caminhos imprevisíveis que atiçam, em quem anda por eles, o desejo de trilhá-los exatamente por promover uma ida ao encontro do que é ou pode ser impactante, misterioso”,

         Abaixo segue o link para quem quiser acessar, ler e se divertir:

https://drive.google.com/file/d/1WByl7rzgo_sRcLGFlEN6SEPMlY8dlg8Y/view

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Inês Sentembrino S.Há 3 semanas Recife Pernambuco, Mestra em Literatura Brasileira.Veja Linda. Pubicando esse seu texto no lugar certo, acaba de me deliciar com tantas versões que seu texto hay provocado. Assim é que quando um texto chama a atenção e me faz explodir de satisfação. Ontem, na reunião do CAP falamos desse seu texto não simplesmente pelo Concurso. Existem milhares. Mas de dar um rumo no temático de Humberto de Campos, um dos maiores literatos, nascidos em 25 de outubro de 1886, em Miritiba, Maranhão. Isso me faz parabenizar essa valorosa ação.
Prof. Dr. Jerônimo de Albuqerque LindosoHá 3 semanas Professor Do Curso de Mestrado em Literatura Acadêmica.Sra escritora. À propósito, falaram que H.Campos era homossexual. Porém, coube a mim, em palestra na Associação Paulista Independente da Língua Portuguêsa, diante de uma platéria de mais de 600 pessoas, tirar essa dúvida, citando as obras Memórias (1933) e Memórias Inacabadas, as únicas fontes diretas onde Humberto de Campos fala de sua vida íntima, ele não descreve grandes paixões, mas deixa insinuações emocionais sobre afeto, solidão e a importância da esposa na fase adulta. Portanto....
Mácia ToméHá 3 semanas Teresina PI (Professora de Filosofia).Já que virou efeméredes, vou contar um fato sobre Humberto. Ele teve desavenças com outros intelectuais da época, como o poeta Olavo Bilac, com quem trocou farpas públicas sobre questões literárias e ideológicas. Seu estilo ácido e direto, tanto na literatura quanto no jornalismo, fazia dele uma figura controversa. Mesmo admirado por muitos, sua postura crítica e independente o levou a enfrentar resistências dentro da Academia Brasileira de Letras e entre colegas escritores. Não era "bonzinho".
João Solano JuniorHá 3 semanas Brasília DFBoa homenagem a Humberto de Campos. Aproveito para contar uma história. Após a morte do escritor em 1934, Chico Xavier começou a psicografar textos atribuídos ao espírito do autor, que foram publicados pela Federação Espírita Brasileira. A repercussão foi intensa, pois Humberto era um nome consagrado na literatura brasileira. A família do escritor, preocupada com os direitos autorais e com o uso do nome, moveu uma ação judicial contra a FEB, questionando a autoria espiritual das obras.
João Solano JuniorHá 3 semanas Brasília DFPois bem: Apesar da polêmica, o processo não teve como alvo direto Chico Xavier, e o próprio filho de Humberto afirmou que não havia intenção de atacar o médium ou o espiritismo. Com o tempo, a questão se dissipou, e Chico passou a assinar os textos com o pseudônimo “Irmão X”, evitando novos conflitos. A parceria espiritual entre Chico e Humberto de Campos seguiu influente, com obras que se tornaram referência no movimento espírita, reforçando temas como ética, espiritualidade e a imortalidade.
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