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WADY SAUÁIA, primeiro presidente da Academia Maranhense de Letras Jurídicas

“A memória é um diário que todos carregamos conosco”. Oscar Wilde.

27/01/2026 às 19h35 Atualizada em 29/01/2026 às 10h02
Por: Mhario Lincoln Fonte: Luis Augusto Guterres ( autor )
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Original do texto.
Original do texto.

Luis Augusto Guterres, convidado da Academia Poética Brasileira.

A Academia Maranhense de Letras Jurídicas (AMLJ) foi fundada em 22 de fevereiro de 1986, em solenidade realizada na, então, sede da Ordem dos Advogados do Brasil, na Rua do Alecrim, com a presença de vinte e quatro membros fundadores, assim relacionados: Wady Sauáia, Maria Tereza Cabral Costa Oliveira, Milson de Souza Coutinho, Eugênio Martins de Freitas, Raimundo Ewerton de Paiva, Fernando Eurico Lopes Arruda, Luís Fernando Dominice Castelo Branco, Fernando José Machado Castro, Roque Pires Macatrão, Lourival de Jesus Serejo Sousa, José Santos, Mário Lincoln Félix Santos, José Antônio Figueiredo Almeida e Silva, João Alexandre Júnior, José Antônio Almeida e Silva, Elimar Figueiredo de Almeida e Silva, Maria dos Remédios Silva Nina, José Jámenes Ribeiro Calado, José Maria Alves da Silva, Henrique de Araújo Pereira, Carlos César de Berredo Martins, Carlos Sebastião Silva Nina, Leomar Barros Amorim e Doroteu Soares Ribeiro.

 

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                                       Seu primeiro presidente foi o Dr. Wady Sauáia, fundador e instalador da Academia, que permaneceu no cargo até sua morte, em 1995. 

 

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                                       Wady Sauáia era filho do casal de libaneses Nicolau e Afife Sauáia. Nasceu em 20 de dezembro de 1924, na cidade de Rosário, neste Estado, à margem do Itapecuru, rio que inspirou os primeiros sonetos e cartas de amor àquela que seria sua esposa, dona Teresinha Serejo Sauáia.

 

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                                         Completando o curso primário em sua terra natal, dirigiu-se para Caxias, onde iniciou seu curso ginasial, vindo a concluí-lo no Colégio Cysne, em São Luís.  Ingressou, em 1945, na Faculdade de Direito do Maranhão, tornando-se Bacharel em 1949.

 

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                                          Advogado militante, destacou-se como Assistente Jurídico da Federação do Comércio e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Administrações Regionais do Maranhão, e advogado do Banco da Amazônia S.A. Foi professor de Direito Privado do Curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão. Integrou o corpo de conselheiros do Conselho Estadual de Educação do Maranhão e dos Conselhos Estadual e Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Maranhão. 

 

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                                         O Professor Wady Sauáia foi um dos idealizadores e fundadores da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, onde ocupou a Cadeira nº 1, que tem como patrono João da Mata de Oliveira Roma. Ao longo de sua vida, escreveu vários artigos e sonetos que foram publicados nos jornais locais, sendo que alguns desses sonetos foram publicados na coletânea "Poetas do Brasil", organizada por Aparício Fernandes, sob o título "Rimário de San Martin”, onde, ao lermos, sentimos a alma do poeta chorar e lamentar o vazio da perda do seu filho. Cronista profícuo, publicou dezenas de artigos nos periódicos locais; parte deste inestimável material foi coordenada pelo acadêmico Carlos Nina em uma memorável coletânea denominada “Cenas que Ficam”.

 

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                                         Em suas atividades particulares, era empresário rural, criador de bovinos e um dos pioneiros na criação de bubalinos neste Estado. 

 

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                                         Wady Sauáia faleceu aos setenta anos de idade, em 4 de setembro de 1995, deixando aos seus entes queridos e à sociedade maranhense, em especial ao mundo jurídico, um legado de retidão, trabalho e compromisso inabalável com o exercício da advocacia, acima de tudo

 

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Socorro Guterres Há 2 semanas Natal/ RNMuito boa a resenha biográfica sobre o fundador da Academia Maranhense de Letras Jurídicas. Parabéns ao autor!
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