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Ancelotti leva livros ao vestiário e arma o Brasil com quarteto ofensivo contra a França

Sem lista pública de leituras de 2025, o técnico italiano exibe perfil de leitor e autor; em campo, a Seleção segue orientações e técnicas que Ancelotti aprendeu lendo bons livros.

26/03/2026 às 07h21 Atualizada em 26/03/2026 às 20h11
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Futebol Literário do Facetubes.
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Arte: mhl/GinaiFT
Arte: mhl/GinaiFT

Editoria de Futebol Literário da Plataforma Nacional do Facetubes.

"O penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo é nesta quinta, às 17h, Gillette Stadium, em Foxborough, na região metropolitana de Boston, nos Estados Unidos A escalação provável é Ederson; Wesley, Ibañez, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Andrey Santos; Raphinha, Matheus Cunha, Vini Jr. e Martinelli. Marquinhos está fora, Léo Pereira foi confirmado e Ancelotti bancou o desenho com quatro atacantes. Do outro lado, Mbappé deve começar entre os titulares da França".

Apresentado oficialmente como técnico do Brasil em maio de 2025, Carlo Ancelotti chegou ao cargo com currículo de campeão e uma imagem rara no futebol de elite: a de um treinador que convive com livros. Nas fontes confiáveis acessíveis — site oficial do treinador, Guardian, ANSA e Gazzetta — não apareceu uma lista pública, fechada e verificável dos livros que ele disse ter lido em 2025. O que aparece com clareza é outra coisa: Ancelotti escreve, estuda contextos e trata o futebol como tema de método, memória e formação humana.

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O próprio site oficial de Ancelotti lista três livros assinados por ele — The Dream, Quiet Leadership e My Christmas Tree — todos voltados a liderança, bastidores, decisões e construção de equipe. Os três são retratos seguros do universo intelectual que cultiva em público.

Em 2009, ao chegar ao Chelsea, ele contou ao Guardian que recebeu um livro sobre a história do clube e o estudou. Já em 2024, ANSA e La Gazzetta dello Sport registraram que Ancelotti escreveu a apresentação de um livro sobre o pensamento esportivo do Papa Francisco, depois de dizer que ficou marcado por uma reflexão do pontífice sobre vitória e derrota.

 

Para arriscar, após leitura de várias listas de personalidades leitoras, vale citar alguns livros que ele tem preferência.

Primeiro, livros do próprio Ancelotti: "lições em primeira pessoa": 1. Liderança Tranquila: conquistando mentes, corações e partidas – Carlo Ancelotti (2016): Escrito em coautoria com Chris Brady e Mike Forde, este livro (no original Quiet Leadership: Winning Hearts, Minds and Matches) é praticamente um manual de filosofia do treinador. Nele, Ancelotti “revelou a história completa de sua carreira gerencial — seus métodos, mentores, erros e triunfos” (thoughteconomics.com).

A obra destaca como a calma e a empatia são centrais no seu estilo de liderança. Ancelotti compartilha casos de vestiário e decisões importantes, mostrando que preferiu convencer os jogadores em vez de impor autoridade. Essa abordagem serena fica evidente em frases como: “Leadership is about relationships, not authority” (liderança é sobre relacionamentos, não autoridade), um dos princípios ressaltados no livro. (sobrief.com).

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Para a Seleção Brasileira, essa mentalidade indica um técnico disposto a ganhar a confiança dos atletas brasileiros pelo diálogo e respeito, algo fundamental em um ambiente com tantas estrelas.

 

2 - A Minha Árvore de Natal – Carlo Ancelotti (2009). Nesta obra autobiográfica (título original em italiano Il mio albero di Natale), Ancelotti narra sua trajetória e detalha sua metodologia de trabalho como treinador. O livro recebe esse nome em alusão ao esquema tático 4-3-2-1, o “albergo di Natale” (árvore de Natal), que ele utilizou com sucesso. Mais do que memórias, trata-se de um guia prático: Ancelotti descreve em primeira pessoa sua filosofia de treinamento, planejamento semanal, esquemas táticos preferidos e até exercícios que aplicava nos clubes. (sportdesignedbyus.wordpress.com).

Os capítulos percorrem desde a transição de jogador a técnico até passagens por Reggiana, Parma, Juventus, Milan, Chelsea e PSG. Ao longo do texto, ele analisa jogos marcantes da carreira e compartilha dificuldades que enfrentou, de forma que outros treinadores podem se identificar e encontrar inspiração. Essa leitura nos revela um Ancelotti meticuloso taticamente, porém flexível – qualidade que será valiosa ao adaptar o estilo europeu ao futebol brasileiro.

3 - Preferisco la Coppa (“Eu Prefiro a Taça”) – Carlo Ancelotti (2010). Escrito em colaboração com Alessandro Alciato, este livro (cuja edição em inglês recebeu o título The Beautiful Games of an Ordinary Genius) é a autobiografia irreverente de Ancelotti. Nele, o treinador narra episódios de forma leve e bem-humorada, fugindo do tom acadêmico. Há uma autoironia constante em suas páginas – prova disso é que “em praticamente toda página há uma piada autodepreciativa sobre o amor insaciável de Ancelotti por comida”. Esse humor aparece já no início, quando ele descreve a si mesmo diante do espelho, brincando com seu próprio físico. (theguardian.com).

Por trás das piadas, o livro oferece insights sobre como Ancelotti lida com pressão e ego: com humildade e bom humor. Ele mostra que não se leva demasiado a sério, uma característica que o ajuda a criar um ambiente de trabalho leve e confiante. Essa faceta humana e humilde contribuiu para que fosse querido por jogadores como Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo, e será igualmente importante ao gerenciar o vestiário brasileiro, famoso por seus jogadores talentosos e personalidades fortes.

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Arte: mhl/GinaiFT

 

Para fechar o quadro com filosofia de vestiário, o estoicismo ajuda a pôr o placar no devido lugar. Curiosamente, a reflexão que mais aparece ligada ao próprio Ancelotti vai na mesma direção dessa filosofia. No prefácio ao livro sobre o Papa Francisco, ele destacou a ideia de que a vitória pode tornar alguém arrogante, enquanto a derrota favorece exame de consciência, análise do erro e desejo de reparação. Vale, citar, dentro desse contexto, Napoleão Bonaparte. Em registro mais duro e militar, deixou um aviso célebre: “Each victory was a new weapon. My power would fall, were I not to support it by new achievements. Conquest has made me what I am, and conquest must maintain me.

A tradução é a seguinte e serve como lição, também, para o futebol: “Vencer aumenta a cobrança e o risco da vaidade; perder, quando não desmonta, obriga a pensar mais cedo e a corrigir melhor”. Essa deveria ser a filosofia de alguns torcedores do futebol brasileiro que se irritam, até, com o título de Vice-Campeão demonstrando total desconhecimento da vida.

Editoria de Futebol Literário da Plataforma Nacional do Facetubes.

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JAIME Há 2 meses BSB-DFMuito importante esse feito.
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