Domingo, 21 de Junho de 2026 15:04
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Brasil São João/Maranhão

Bumba meu boi, quadrilhas, artesanato e memória oral fazem do S.João maranhense, uma identidade brasileira.

A força das manifestações no Nordeste brasileiro passa pelo Maranhão.

21/06/2026 11h13
Por: Mhario Lincoln Fonte: Orquídea Santos
Arte: mhl/ginaiFT
Arte: mhl/ginaiFT

Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes c/Orquídea Santos
São Luís, neste 21 de junho, não apenas celebra o São João. A cidade apresenta ao Brasil uma biblioteca de vozes populares. O livro está no terreiro. A página está na praça. O verso está na toada. A memória está no corpo dos brincantes.

São Luís ocupa, neste domingo, 21 de junho, o centro da pauta cultural brasileira. A capital maranhense reúne, no mesmo calendário, festa, oralidade, música, dança, artesanato e memória comunitária. Na Praça Maria Aragão, o Arraial da Cidade segue de quinta a domingo, com apresentações de bumba meu boi, quadrilhas, danças tradicionais e shows.

Na Feirinha São Luís, na Praça João Lisboa, o cronograma dominical inclui 21 e 28 de junho, ampliando a circulação da festa pelo Centro da cidade. A força literária do evento está fora da página impressa. Ela aparece nas toadas, nos versos cantados pelos amos, nas respostas dos brincantes, nos enredos do boi, nas ladainhas de terreiro, nas narrativas transmitidas entre famílias e comunidades. O São João maranhense escreve com voz, tambor, matraca, corpo, bordado e rua. Cada apresentação funciona como capítulo de uma tradição que guarda personagens, conflitos, fé, humor, despedida, retorno e pertencimento.

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O bumba meu boi sustenta essa leitura. Reconhecido pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil e pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o complexo cultural maranhense articula arte, religiosidade, trabalho coletivo e memória. A festa não se limita ao espetáculo. Ela preserva linguagem, ritmo, ofício, indumentária, comida, devoção e transmissão de saberes.

Outro eixo da pauta está no artesanato. No Arraial da Assembleia, com programação entre 18 e 21 de junho, a produção maranhense ocupa espaço próprio, com biojoias, peças em palha, bordados inspirados no bumba meu boi, cerâmica, biscuit, indumentárias, crochê, turbantes, adereços de cabelo e brinquedos de madeira. O dado amplia a dimensão cultural do evento: a festa também movimenta renda, ofício e economia criativa.

 

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