A Companhia Editora de Pernambuco transformou o antigo Suplemento Pernambuco em Pernambuco – Uma revista de literatura, do livro e da leitura. A publicação passou a ter 72 páginas, manteve periodicidade mensal e adotou novo projeto gráfico. A CEPE também anunciou mudanças na revista "Continente", com edição impressa trimestral e conteúdo bilíngue.
A alteração tem peso nacional porque toca uma área frágil da cultura brasileira: a permanência da imprensa literária. Em um ambiente de consumo rápido de informação, revistas de literatura cumprem tarefa de arquivo, crítica, circulação de autores, formação de leitores e preservação de debates. O dossiê mensal previsto pela Pernambuco cria material de uso possível em sala de aula, biblioteca, universidade e imprensa.
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O jornalismo literário não serve apenas para anunciar lançamentos. Serve para registrar obras, tensionar cânones, revelar autores, documentar movimentos e sustentar memória cultural. Quando uma editora pública investe em revista de literatura, assume que livro e leitura pertencem ao campo da cidadania.
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Para a Plataforma Nacional do Facetubes, essa é uma pauta de defesa institucional. Sem imprensa literária, o país perde mediação. Sem mediação, o livro circula menos, o leitor encontra menos caminhos e a memória cultural fica entregue ao acaso.
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