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Sábado Poético: Bandeira, JB do Lago, Maria José, Kalil Guimarães e Edmilson Sanches

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13/02/2021 12h47 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: ML
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Sábado Poético

Edmilson Sanches

CANTO CARNAVAL

Edmilson Sanches

 

Manhã cedinho bate o bumbo mau.

Eu me alevanto e arregaço a manga:

Chegou o Carnaval

e vou dar meu grito do Ipiranga.

 

Dom Pedro, Dom Pedro Primeiro,

livrou o Brasil em setembro

mas eu me solto é em fevereiro.

 

Na tarde suada canta o povo

e o povo todo pede por mim,

e lá vou eu batucando de novo

e com o povo cantando assim:

 

Dom Pedro, Dom Pedro Primeiro,

livrou o Brasil em setembro

mas eu me solto é em fevereiro.

 

A noite de samba e zé-pereira

faz-me vibrar com a morena.

Mas chegando cedo a quarta-feira,

um sorriso de adeus ela me acena.

 

Dom Pedro, Dom Pedro Primeiro.

É o Brasil livre em setembro,

é o homem preso em fevereiro.

 

 

 

Manuel Bandeira.

POEMA DE UMA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Manuel Bandeira, do seu livro Carnaval (1916)

 

Entre a turba grosseira e fútil

Um Pierrot doloroso passa.

Veste-o uma túnica inconsútil

Feita de sonho e desgraça...

 

O seu delírio manso agrupa

Atrás dele os maus e os basbaques.

Este o indigita, este outro o apupa...

Indiferente a tais ataques,

 

Nublada a vista em pranto inútil,

Dolorosamente ele passa.

Veste-o uma túnica inconsútil,

Feita de sonho e desgraça...

 

Maria José Silva.

Amores de Carnaval 

Maria José da Silva

Amores de Carnaval

Não é amor verdadeiro

São amores que vão e vêm 

E junto levam seu coração.

 

Amores de Carnaval

São amores de Ilusão

Que ficam te curtindo 

Mas nunca te faz feliz.

 

Amores de Carnaval

Só causa decepção.

Só querem te iludir

Nunca te fazem feliz. 

 

Meus amores de Carnaval 

Só me fizeram sofrer.

São uns amores perdidos

Que temos que esquecer.

 

Não quero mais saber 

Desses amores perdidos.

Amores de Carnaval

São passados esquecidos.

JB do Lago.

JOÃO BATISTA DO LAGO

FANTASIA

Vem, minha menina. Vem.

Vem que te quero linda!

Vem dançar comigo a

Marchinha de criança.

Hoje o carnaval é nosso

Vem porque hoje eu posso

Dizer ao meu coração:

Sou teu espírito;

E tu, minha alma…

Minha ilusão.

Neste carnaval alegórico

Quero pular em teus lábios

E no meio da multidão

Ser o teu único folião.

Vem, minha menina. Vem

Que te quero alma no meu espírito

Neste carnaval sou teu amor contrito.

 

 

 

Kalil Guimarães.

POESIA

Kalil Guimarães 

Minha poesia

      é meu inconsciente 

                   vagueia pelo etéreo 

      no mundo ocupa

                    todos os espaços 

      segue sem rumo 

                     dias e noites

                            a se confundir.

 

Os versos

      compõem-se frenéticos 

                 na sinceridade das emoções 

      entre as mãos e o coração 

                 são de vários matizes

                         como as flores 

      são filhos de todos os atos

                  é o milagre

                        do pensar e sentir

                  é música discreta do tempo

      pousa nas palavras

                  para ter forma.

 

A poesia está no além 

      surge

               do medo

               da glória

               do vento

               da nuvem

               da natureza

               da imperfeição humana.

 

A poesia

    freme intermitente

      é impregnadas de luz

      encandece os sentidos 

      voa como os pássaros 

                   com asas leves e libertas

      como a aranha

                   tece a vida.

 

A poesia 

      é mal que não mata

      é verdade pura

      é sentimento do coração 

      é musa deixa sagradas lembranças.

 

A poesia é imortal

            não se mede com régua e compasso

      é uma das sete artes

            retrata a imaginação do poeta

                         na dor

                         no amor

                         na angústia 

                         na bondade

                         nas inquietações 

      é íntima do tempo e do espaço.

 

A poesia brinca bem com 

              a vida

              a morte

              o desconhecido

      é o possível de todas as coisa.

 

 

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