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Convidado especial, Edomir Martins de Oliveira conta uma história de amor: "A Filha foi o Cupido da Mãe"

A filha não conseguia dormir, pensando em um possível casamento de sua mãe com o seu futuro sogro.

05/03/2021 às 11h29 Atualizada em 09/03/2021 às 14h18
Por: Mhario Lincoln Fonte: edomir martins de oliveira
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Capítulo 47

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira, vice-Presidente Nacional da APB 

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A FILHA FOI O CUPIDO DA MÃE

O jovem protagonista desta crônica, em um dos seus passeios de motocicleta caíra e quebrara o fêmur; teve que ser operado e passara guardando leito hospitalar por vários dias. Ele tinha 23 anos e tinha medo de ficar com alguma sequela. A jovem enfermeira, que lhe prestara assistência, era dedicada e competente; logo entre eles cresceu uma boa amizade. Os amigos valem muito, e as grandes amizades são para serem conservadas. “...;.”mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão “, ensina-nos a Bíblia Sagrada no Livro de  Provérbios, 18:24, parte final”.  

Mesmo depois de receber alta, eles se comunicavam algumas vezes, através de contatos telefônicos, em busca de notícias o que era muito louvável. Mas com o tempo as comunicações foram escasseando, pois eram comprometidos e casaram-se com os respectivos noivos pela época.

A vida nos reserva mesmo muitas surpresas. Filhos desses amigos, já formados e bem estabelecidos no mercado de trabalho, se encontraram de certa feita, e começaram a namorar. Até que depois de alguns meses, o rapaz resolveu levá-la até sua casa para o pai conhecê-la. Conversaram muito, namorada e candidato a seu sogro. 

No decorrer da conversa, ela disse-lhe que era enfermeira, porque passou a admirar a profissão pelo exemplo em casa da sua mãe, que era também enfermeira e uma profissional muito bem-sucedida. O pai do jovem, no desenrolar da conversa, perguntou o nome dela, ao que ela o informou nome e sobrenome. 

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Continuaram a conversar e ele contou lhe  que aos seus 23 anos fora assistido em um hospital por uma excelente profissional que tinha esse nome. E ela lhe disse que seria muita coincidência ter sido a sua mãe quem o tratara; e ele achou-a muito parecida com a enfermeira da qual se lembrava.  A moça disse que iria conversar com a mãe para ver se ela se lembrava de ter tido um paciente com o nome dele. O namorado pegou uma foto do pai, quando jovem, e a deu para que ela apresentasse à mãe.

Quando o namorado a levou para casa, lembrou-lhe que não esquecesse de perguntar para sua mãe se lhe ocorria ter tratado um paciente com o nome do seu pai. Ela aguardava a chegada da mãe do plantão, pois queria conversar sobre o pai do seu namorado, embora soubesse que o plantão iria até zero hora. Possivelmente, só conversaria no outro dia. Mas a ansiedade era de tal forma que o sono se foi, e quando a mãe chegou encontrou-a ainda acordada. Feitos os primeiros contatos, perguntou-lhe se tinha tido muito trabalho. A mãe respondeu positivamente, dizendo-lhe que estava era com fome.

Ilustração ML

A filha se apressou em dar assistência à mãe, providenciando no aquecimento do forno de micro-ondas, uma comida gostosa que pudesse saciar a sua fome. Enquanto a mãe degustava alegremente o seu prato, a filha perguntou-lhe se ela lembrava de um paciente que atendera há muito tempo; fornecendo o nome do pai de seu namorado, explicou que se tratava um jovem de 23 anos pela época, de fêmur quebrado, motivado por um acidente de motocicleta. Ela lhe mostrou a foto dele, e a sua mãe se lembrou dele. Foi então que a filha disse que estava namorando o filho dele. E enfatizou que o potencial futuro sogro fizera excelentes referências dela e informou à mãe que ele agora estava viúvo. 

-Tendo em vista que a senhora também está viúva, será que não há possibilidade de um romance? A mãe respondeu: Tudo pode acontecer. Quem sabe...?- Disse que se tivesse o telefone dele iria telefonar-lhe. Não sabia que ele estava viúvo. E indagou da filha se a viuvez era de muito tempo.  A jovem disse que tinha o número do telefone e lhe forneceu. Só não sabia quando ocorrera a viuvez. E foram dormir. 

A filha não conseguia dormir, pensando em um possível casamento de sua mãe com o seu futuro sogro. Ansiosamente, esperava o dia seguinte. Trocaram muitas ideias para ver se era conveniente telefonar. Ao que a filha replicava: -Mãe, a senhora vai fazer a ligação para prestar sentimentos pela viuvez, que só agora soube? Afinal, foi seu paciente e lhe tem muita estima e gratidão pela forma que o tratou.

  Ela ligou. Depois da troca de cortesias recíprocas, lhe informou que soubera pela sua filha, atual namorada do seu filho, que sua esposa falecera, e queria lhe dar as condolências, o que ele confirmou, e agradeceu. Trocaram amenidades, e desligaram o telefone. 

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O pai ao comentar com o filho a grata surpresa que foi receber uma ligação da sua futura sogra, este ficou muito entusiasmado. Sugeriu ao pai que ligasse de volta, pois ela igualmente estava viúva. Que a convidasse para jantar em um bom restaurante, o que poderiam, inclusive, fazer a quatro, pois certamente teriam uma noite muito agradável. O pai concordou que poderia ser uma boa ideia e, com certa timidez, ligou para convidá-la para um jantar na semana seguinte.

Conversaram por algum tempo amigavelmente, e ele perguntou se ela aceitaria um convite para jantar em um restaurante, o que ela respondeu que seria um prazer. Porém, sugeriu que antes do jantar em restaurante, fossem a um jantar em sua casa, que prepararia com muito prazer. Quanto ao seu convite, ela só poderia aceitar para sexta-feira da outra semana, quando não teria plantão. Estreitariam mais as amizades e conversariam sobre os seus filhos.  

Na data marcada para o jantar, como ele se atrasara para a hora combinada em virtude de uma pequena intercorrência de trabalho, quando ele chegou com seu filho, foi uma festa. Parecia que o tempo não havia passado. Conversaram muito durante a refeição e sentiram-se felizes pelo namoro que nascera entre seus filhos. 

Conforme combinado, na outra semana foram ao restaurante, somente os dois, e foi um momento mágico para ambos. Ele então lhe disse que soubera que ela estava viúva, o que lamentava, mas com o devido respeito a sua viuvez, queria estreitar mais os laços de amizade. E, assim, lhe perguntou - Será que podemos iniciar um namoro? – Podemos sim  - ela disse animadamente. 

Deram-se as mãos para selarem o sim. Nesse momento, seus filhos entraram no restaurante e os viram de mãos dadas e perguntaram: -Que houve entre vocês? A mãe respondeu com alegria: -“Estamos iniciando um namoro. Juntem-se a nós e nos digam se estão de acordo.- Os filhos, cheios de alegria, disseram que estavam felizes e juntaram-se aos pais.

Com o avançar do namoro, a felicidade tomou conta do casal de recém namorados. Sempre que possível, procuravam ficar juntos. O romantismo fluía de ambos os lados. Passados três meses de namoro, convidaram os filhos para um almoço familiar e comunicaram-lhes que queriam se casar. Encontravam-se na faixa de 55 anos de idade e não queriam mais esperar. 

Foi uma alegria geral!! Cheios de entusiasmo, os filhos iniciaram a conversa sobre a data do casamento. E foi aí que o pai perguntou ao filho: - Porque você não aproveita e pede a sua namorada em casamento, já que é tão apaixonado por ela? Já pensaram a tamanha felicidade que seria com os nossos dois casamentos juntos?

Mãe e filha, eufóricas, começaram a se comunicar pelos pés embaixo da mesa. A vontade da filha era dar um beijo no futuro sogro de agradecimento pela proposta e ficou com o coração a mil esperando pela resposta do namorado. Foi então que o filho se manifestou alegremente, pedindo à futura sogra a namorada em casamento. Ela deu o consentimento tão esperado Ele, no outro dia, compraria as alianças e achou a ideia maravilhosa de casarem no mesmo dia e que certamente seria o dia mais feliz de sua vida. Destacou que a sua felicidade não era somente por ele, mas também pela do seu pai, cuja mudança de astral dos últimos meses era impressionante. E acrescentou: - E se preparem, porque esperamos muito brevemente poder lhes dar um netinho. Após essa fala, a animação dos outros três foi imediata, coadunando-se com a citação bíblica de Provérbios 17:6:... "os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos, e os pais são o orgulho dos seus filhos".

Iniciaram-se os preparativos para o memorável casamento. A união de pais e filhos, o amor entre os casais e a felicidade que transbordava por parte dos quatro, resultou em uma cerimônia belíssima e inesquecível para todos os presentes. -Que casais bonitos! A mãe está parecendo irmã da filha.- O amor a rejuvenesceu.- . Eram alguns comentários que faziam. 

E assim, abençoados por Deus, se sentiam os dois casais que não cabiam em si de felicidade e que tudo fariam para que essa felicidade reinasse sempre presente em suas vidas.

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Edomir Martins de OliveiraHá 5 anos São Luís -MAÉ com muita alegria que cumprimento meus leitores e comentaristas desta semana, dizendo a todos que fiquei feliz pela participação de vocês. Obrigado. Amanhã teremos nova publicação.
Marcus Nolasco de AbreuHá 5 anos Vila Velha-ESÉ muito bonito quando o passado se torna presente e , ainda mais, quando se fundamenta na legitimidade do recomeço! Bela crônica, Sr. Edomir...
José do Patrocínio Vieira (filho de Zé Trindade, da elétrica São Pantaleão ARNO e D. Chica, costureira).Há 5 anos Brasilia/São Luís/São Pantaleão. Saudades de minha terra e do senhor.Ler o mestre e meu ex-professor edomir é ler as seleções antigas. Cada semana é um flash. Tenho uma coleção de 1960 até 1982. Todas guardadas por mamãe. Já limpei e guardei. Desde a pandemia venho lendo Seleções e venho adorando. E suas crônicas veem na mesma linha. a gente acaba viciando no bom sentido. Do seu ex-aluno que muito te gosta.
Sacramento de JesusHá 5 anos Blumenau SCEdomir muito boa a cronica. Só estou lendo hoje porque fomos para nossa chácara desde sexta feira para ficar ao lado de minha mãe que tem 80 anos. Lá não tem internet. Muita gente foi para seus municípios ver suas mães neste dia 8. Mas quero lhe parabenizar pela cronica da semana passada. Li pra mamãe. ela ficou muito feliz.
Carlos MarcioHá 5 anos São Luís MA"Ele então lhe disse que soubera que ela estava viúva, o que lamentava, mas com o devido respeito a sua viuvez, queria estreitar mais os laços de amizade. E, assim, lhe perguntou - Será que podemos iniciar um namoro? ". Mestre, não foi fácil demais essa aceitação para pessoas de uma idade respeitosa??? Só uma pergunta. risos...
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