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Uma história de amor fascinante, nos conta o cronista Edomir Martins de Oliveira em texto de nº 60

Entre flores e um Cemitério.

04/06/2021 08h53 Atualizada há 1 semana
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Por: Mhario Lincoln Fonte: edomir martins de oliveira
capa (Ilustração: ML).
capa (Ilustração: ML).

Capítulo 60

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA – APB

ROSAS E O DESPERTAR DE UM NOVO AMOR

              Mateus 11:28 – “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.

 

Autor, Dr. Edomir M. de Oliveira.

 Ela, toda chorosa e vestida de roupa de luto, conduzindo em mãos um lindo buquê de flores, condoeu-se dele, quando lhe pediu até pelo amor de Deus, que lhe desse uma rosa somente, pois tinha vindo para o enterro de sua genitora, mas o avião atrasara. Ele chegara tarde ao cemitério, na hora fatal, sem ter ao menos tempo de passar em uma floricultura para comprar-lhe uma flor. 

O cidadão dizia tudo isso com lágrimas nos olhos, pois sua mãe tanto pedira que não tardasse a chegar, porque ela sentia que a morte estava próxima, em virtude do mal que a acometia. A senhora enlutada estava visitando o túmulo do marido que fazia um ano que falecera. Fora uma morte repentina, um fulminante colapso cardíaco. Os dois eram ainda muito jovens e tinham apenas 3 anos de casados.

Condoída, a viúva deu-lhe, não uma, mas meia dúzia de rosas, o que o deixou profundamente sensibilizado. Não teve nem tempo de dizer-lhe muito obrigado, pois o caixão ia baixar ao túmulo. Pensou que mais tarde faria um agradecimento formal. 

Enterrada a senhora sua mãe, quando procurou a viúva, não teve como agradecer, pois, ela, a doadora das flores, não estava mais no túmulo do marido. Foi então até a administração do cemitério e pediu as informações de que precisava para fazer contato com ela e agradecer-lhe como precisava ser feito. 

Guardou cuidadosamente o endereço e pensou que mais à frente iria visitá-la e dizer-lhe muito obrigado. Mas na verdade só pôde fazer um ano depois, porque do cemitério mesmo, logo em seguida à cerimônia fúnebre, viajou para retomar sua vida à frente de um grande escritório de contabilidade, situado em outra cidade, que exigia muito a sua presença por aquela época. 

O casal que se encontrou no cemitério um ano atrás, em um triste momento, de dolorosas recordações, agora voltou a encontrar-se no mesmo local. Ele portando dois lindos buquês de flores, e ela, apenas uma camélia, a flor da saudade, que simbolizava o que sentia do seu amado marido. 

Ele até tentou agradecer-lhe antes, vindo à sua cidade seis meses após o primeiro encontro, contudo, ela não residia mais no endereço que a administração do cemitério lhe dera e que ele guardara com muito cuidado. 

Nesse profícuo encontro, que ele tanto ansiava, reconheceram-se de imediato. Conversaram então, e ele disse-lhe que um dos buquês que carregava destinava-se a ela, pois vinha pensando mesmo em encontrá-la e gostaria de retribuir a gentileza que ela lhe fizera há um ano atrás. 

Ele ficaria com um buquê e ela com outro, que o aceitou de bom grado, destacando que não precisava se desculpar. Dissera a ele que realmente mudara-se de endereço para um apartamento menor. Convidou-o para tomar um cafezinho em sua casa, ao que ele disse que iria à noite, lá pelas 19 horas. Despediram-se, e agora ele finalmente sabia do seu novo endereço e iria com prazer aceitar o convite.

Mas, em chegando no apartamento da jovem viúva, notou que ela estava com a visita de um jovem senhor, que ele presumiu fosse seu namorado. Deu um rápido boa noite, ficou meio gago, e mesmo sem ficar para o café, disse-lhe que estava passando só para agradecer o grande favor que ela lhe fizera, quando por ocasião do enterramento da sua mãe. Ele explicou-lhe que estava com pressa e que nem poderia saborear o café.

Ela, então, lhe forneceu o número do seu WhatsApp. Logo no dia seguinte, ele lhe mandou uma mensagem dizendo que nem tivera condições emocionais de sentar e tomar o cafezinho, conforme combinado, pois a viu em companhia masculina e respeitou, pensando tratar-se de seu namorado. Na resposta, ela explicou-lhe que a presença masculina era do seu irmão que fora visitá-la para levar-lhe uma palavra de conforto e dar-lhe assistência espiritual, pois era muito religioso.

Ele, como resposta, disse-lhe que gostaria de conversar um pouco com ela, pois a grande verdade é que sua imagem não saíra do seu coração e da sua mente. Que o perdoasse por esta confissão que era desprovida de qualquer falta de respeito, pois ele sabia respeitar profundamente o seu próximo e principalmente as mulheres. Acreditava muito que a lembrança era motivada pela consciência pesada de quem não tinha tido oportunidade de expressar-lhe sua profunda gratidão, ante o gesto tão humano de solidariedade que ela teve para consigo, no enterro de sua mãe.

Marcaram, então, encontro em um café da cidade, e na hora combinada ambos estavam pontualmente no lugar combinado. Conversaram muito, ao que ela lhe disse, depois de o estar conhecendo melhor, que ele também havia lhe causado uma ótima impressão. Isto porque, apreciou o fato de ter visto um filho aflito e preocupado por não poder honrar sua mãe com um buquê de flores para lhe dar o último adeus, o que julgou de grande sensibilidade. 

Depois desse encontro, outros se sucederam, pois ele estava de férias, e quando despertaram, encontravam-se apaixonados, curtindo um inesperado romance recheado de amor, que a cada dia crescia mais, graças aos sentimentos recíprocos que os invadia. Namoraram e ao findar as suas férias já sabiam que queriam casar. Porém continuaram o namoro mesmo em cidades diferentes, pois eram próximas e se encontravam regularmente.  Mais à frente noivaram, marcando em seguida data para o casamento.

Foi quando uma amiga lhe deu uma informação que em princípio chocou-a muito. Estava pesquisando no google, quando encontrou “Casamento em Cemitério”.- É a moda agora.- disse-lhe. E passando-lhe a ideia, pediu-lhe que lesse sobre o assunto, o que ela fez, ficou animada e gostou da sugestão inovadora. Passou-a para o noivo, e depois de novas pesquisas, eles combinaram casar no cemitério, desde que isso a fizesse feliz. 

Casaram em uma cerimônia simples, no mesmo local onde se encontraram pela primeira vez, contemplando a bela paisagem de muito verde, graças à grama bem cuidada, e as muitas flores e algumas árvores que transmitiam muita paz, o que faz crescer a confiança em Deus e na vida. Esse local, entenderam,  seria ótimo, pois estavam sepultados seus pais, avós e até o cônjuge da noiva. E ele tinha mesmo dito, que se morresse antes dela gostaria de vê-la feliz, do lugar onde estivesse. 

Descobriram nas pesquisas, que há ainda quem prefira escolher os cemitérios até para fazer os ensaios do casamento, sob os olhares espantados de muitos curiosos.

Outros ainda estavam escolhendo cemitérios por entenderem que é a única área onde existe espaço verde e há muita paz. Muitos até já preferem que o casamento seja celebrado no exterior, como por exemplo, em Manhattan - New York, onde existe ampla área verde em determinados cemitérios. São os que têm hábitos internacionais, e podem arcar com despesas elevadas, pois um casamento ali não custa menos que dois mil dólares.

Lembra-se aqui o contido na Bíblia Sagrada em o livro dos Salmos 33:22 – “Senhor, que o teu amor esteja sobre nós, assim como a nossa esperança está em ti”. 

 

Haveriam de ser muito felizes.

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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Atualizado às 23h35 - Fonte: Climatempo
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