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Colunistas convidados. "Viagem de Lua de Mel Inesquecível", de Edomir Martins de Oliveira

Esta crônica foi baseada em fatos reais.

19/03/2021 09h48 Atualizada há 4 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: edomir martins de oliveira
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Capítulo 49

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira, vice-Presidente Nacional da APB

 

Nota do autor: Esta crônica foi baseada em fatos reais que me foram contados pelos protagonistas.

VIAGEM DE LUA DE MEL INESQUECIVEL

Eles eram maranhenses, da cidade de Caxias, terra de Gonçalves Dias, e inspirados no poeta, amantes da poesia e das letras. Vieram estudar em São Luís e entre as suas muitas alegrias, uma se destacava:  contemplar, da Praça que leva o nome do poeta, um lindo pôr-do-sol. Aquilo dava aos dois muita inspiração. Ela escrevia poesia romântica e ele também não deixava por menos. Faziam suas poesias à moda dos sonetos decassílabos, composto por 10 sílabas, ou alexandrino, composto por 12 silabas.

Depois de formados, voltaram para sua terra berço, Caxias, onde exerciam o magistério, o que faziam com muito amor, pois só de poesia e letras não podiam viver. Já vinham namorando há muito tempo, e resolveram que bom seria noivar e casar mais à frente. E assim fizeram.

Noivaram, e foram se preparando para o casamento, economizando mensalmente, para que pudessem passar a lua de mel no hotel Quatro Rodas, o melhor de São Luís, à época, considerado 5 estrelas. 

ilustração ML.

Ele comprou um automóvel usado, com a ajuda de seu pai.  Agora, o sonho estava realizado. Era um fusca caracterizado de "Herbie", inspirado no filme “Se Meu Fusca Falasse”. Começaram a pensar também que a viagem da lua de mel seria feita no fusquinha. Seria boa economia e teriam um carro a disposição para passeios. Caxias, distava da Capital, 370km. Seriam apenas 5 horas de viagem. O carrinho era para ninguém botar defeito. Fazia as revisões periódicas, era atento para água do radiador e da bateria e calibragem dos pneus. A bateria era ainda a original!!! 

Ele, Diretor de um Ginásio em Caxias, exercia também o magistério em um turno livre. Ela, por sua vez, ministrava aulas em dois turnos, como Professora de Português. Marcaram a data do casamento para que coincidisse com as férias escolares, evitando assim quaisquer transtornos com as aulas. Iriam casar no mês de dezembro. Reservaram vaga no hotel com antecedência. Casaram em Caxias, cidade considerada a “Princesa do Sertão Maranhense”, da qual todos os seus filhos se orgulham.

Depois da cerimônia, celebrada com a presença das famílias e um número reduzido de amigos, serviram salgadinhos, docinhos, refrigerantes, e o tradicional bolo; e os noivos deliciaram-se ainda com uma taça de champanhe. Despediram-se de todos, após o casamento às 10 horas, e rumaram para São Luís. Acreditavam que chegariam ao Hotel no máximo às 18 horas. Parariam apenas para o almoço e um rápido lanche.

O Pastor que os casara, celebrou uma cerimônia religiosa com efeito civil, tendo feito uma bela homilia, enfatizando o que recomenda a Bíblia Sagrada em I Pedro 4-v.8 – “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros...”.

                 Os 100 primeiros km. percorridos foram uma maravilha. Até paravam vez por outra, para trocar juras de amor que terminavam sempre com um beijinho. E prosseguiam viagem. A primeira hora e trinta minutos estava vencida. De repente, o carrinho começou a engasgar. Eles pensaram que era combustível que estivesse faltando, mas viram no marcador que o tanque estava quase cheio. De repente, o motor para de vez. Procuraram o que fazer naquela hora difícil. Um caminhoneiro, que vinha mais atrás, foi quem lhes deu uma ajuda, dizendo-lhes que de motor não entendia. Podia rebocá-los até a próxima vila que distava uns 15 km. Eles, agradecidos, aceitaram o reboque, pois até uma corda milagrosa tinha o motorista. 

No vilarejo, encontraram um mecânico que lhes disse, depois de examinar o motor, que era só uma correia de ventoinha que quebrara. Substituiu-a, cobrou pelo serviço, e o casal prosseguiu viagem. Nos outros 100 km percorridos, nova e desagradável surpresa. Furou um pneu do carro. Mas isso foi fácil. Ele sabia trocar o que fez imediatamente. Continuaram a viagem! Mais tarde, novo transtorno. Agora, pelo menos, estavam em um povoado. Ali havia um mecânico, que foi logo localizado e disse, depois do exame de praxe, que era só a mangueira que conduzia o combustível que estava fora do lugar. Repôs no lugar   e nem lhes cobrou nada, porém, foi gratificado. E a viagem prosseguiu. Enquanto isso, a hora estava passando. Já pediam a Deus que outro transtorno não acontecesse.

O pior veio depois. Bem próximo de outro vilarejo o carro apresentou novo defeito. E desta feita o mecânico chamado disse-lhes, examinando o carro, que estavam era sem bateria. Era preciso substitui-la. Que eles só encontrariam em São Luís, o que distava ainda uns 50 km. Como estavam no fim do dia, já se aproximando a noite, o rapaz perguntou então se por ali havia uma pousada onde pudessem descansar, pois já estavam rodando há muito tempo. 

O mecânico informou que a pousada da Dona Zeca, bem pertinho, era boa e poderia ser até que o marido dela possuísse uma bateria reserva que pudesse lhes vender. Foram atrás da pousada, e infelizmente, o marido dela tinha viajado, devendo regressar no outro dia. Dona Zeca os atendeu muito bem oferecendo-lhes o que ela dizia ser uma suíte, mas sem a cama, que tinha quebrado, pois os outros dormitórios estavam ocupados, dispondo, contudo, de duas belas redes, onde poderiam passar a noite.

  E o casal, assim, apanhou no carro uma valise, contendo roupa de dormir e preparou-se para a noite nupcial. Tinham que dormir mesmo ali. Aí veio outra decepção. O que a dona da casa dizia ser uma suíte, era na verdade um pequeno dormitório com duas redes e um banheiro que atendia também a outro quarto. Em uma das redes, quando o noivo sentou, a corda quebrou e ele veio ao chão. O que ela dizia sobre a existência de um frigobar, era na verdade, uma caixa de isopor com gelo e algumas bebidas. O casal sentiu logo, no primeiro momento, que pernilongos ameaçadores os incomodariam muito durante a noite e resolveram ir conversar na porta da hospedaria, até que o marido da Dona Zeca chegasse. O que os mantinha acalentados era o contido na Bíblia Sagrada, no Evangelho de Joao 16:33 -...”No mundo tereis tribulações mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Então, o casal conversava, dizendo que não seriam esses incidentes que os iria deixar abatidos. Lembraram-se de telefonar para o hotel em São Luís. Mas, naquela época, não havia telefone celular. Indagaram da dona da hospedaria se tinha algum orelhão do qual pudessem se valer e ela, felizmente, informou que tinha um na praça central. Foi a salvação. Telefonaram para o Hotel, contaram do que lhes vinha ocorrendo, mas reafirmaram que estavam a caminho e chegariam um pouco mais tarde.

Quando o dono da pousada chegou, perguntaram-lhe se ele teria uma bateria reserva para atendê-los. Felizmente, o homem os atendeu, vendendo-a e substituindo a antiga. Quando ligaram o motor e a máquina do carro funcionou, foi uma alegria e deram graças a Deus! Pagaram tudo o que lhes foi cobrado, e partiram rumo ao Hotel Quatro Rodas para a sonhada lua de mel. Já bem alojados, eufórico, o noivo dizia para a esposa que o seu “Herbie” fora um grande herói!! Os defeitos apresentados foram naturais de qualquer veículo. Estavam de parabéns. Depois do café, foram para a piscina, para um desejado relax. Alegres foram curtir a sonhada lua de mel.

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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