
HOMENAGEM PÓSTUMA À ARTISTA ISABEL CUNHA
2ª Antologia da Associação de Jornalista e Escritoras do Brasil Coordenadoria Do Maranhão: POR QUE ESCREVEMOS? A voz da mulher pela AJEB
A TRAJETÓRIA DOS SONHOS DE UMA ESTRELA
Isabel Cristina da Cunha Rodrigues, cantora, compositora, artista plástica, atriz, bacharel em Filosofia, nasceu em São Luís do Maranhão, em 30 de dezembro de 1955. Dedicou sua vida ao magistério e às artes. Filha do escritor, jornalista e professor Carlos Cunha. Irmã da escritora, compositora e jornalista Wanda Cunha. Mãe das cantoras maranhenses Carol Cunha e Ana Tereza Cunha. Esposa e amiga do goiano Osvaldo Rodrigues há 39 anos. Espirituosa e afetuosa, Isabel era um exemplo de admiração e respeito para os irmãos, sobrinhos, tios, amigos, parentes e todas as pessoas com as quais convivia. Sua marca registrada era a alegria contagiante.
Funcionária pública aposentada pelo Ministério da Fazenda e professora de Filosofia, Isabel Cunha, apesar de demorar a revelar ao público seu talento artístico, desde seus dez anos cantava nas festas familiares e estudava piano clássico. Na adolescência, abraçou o cavaquinho e, posteriormente, o ukulele e o teclado como seus instrumentos diletos. Na terceira idade, retomou aulas de cavaquinho, piano e canto na “Escola de Música Carol Cunha”.
Dedicou-se, paralelamente, a artes plásticas e estava cursando a Escola de Formação para Atores de Cinema (EFAC), de Luís Mário Oliveira. Pela EFAC, Isabel gravaria um curta intitulado “Da Lata do Lixo”, no qual atuaria como atriz principal, cujo personagem seria uma professora de artes, de nome Plácida. A própria Isabel escolhera o nome da personagem, para homenagear sua mãe, a professora Plácida Cunha. Também, Isabel Cunha faria uma participação no filme Yolanda, com direção de Luis Mário Oliveira.
Como compositora, participou com Selma Melmonte, Carol Cunha e Wanda Cunha, da proposta para escolha do Samba Enredo da Turma do Quinto de 2020, destacando-se como as pioneiras na ala de compositoras daquela escola. Com as filhas, compôs músicas como O olhar na Janela, Comadre Vai, Meu coração já te esqueceu, Pega Ladrão, entre outras. Como cantora, Isabel fez sua primeira aparição nas redes sociais no clipe “Louca Aventura”, interpretando a música de autoria da compositora maranhense Selma Melmonte. Em 2018 e 2019, ela gravou dois videoclipes, intitulados “Xote da Carangueja” e “A fé no amor virou feminicídio”, em parceria com a irmã Wanda Cunha, com a qual desenvolvia um projeto musical em combate à violência doméstica contra a mulher. Dessa parceria, nasceram inúmeras músicas, dentre as quais Penha Nele, Eterno Amor, Marido Aceso, Egoísmo, esta última lançada em março deste ano nas redes sociais, que elas compuseram quando ainda eram meninas. Isabel Cunha e sua irmã foram classificadas em vários festivais de músicas maranhenses e participaram de diversos shows, dentre os quais o PARA ELAS, do Projeto Pátio aberto, no Centro Cultural Vale do Maranhão, o Pocket show na Amei, para lançamento do clipe “A fé no amor Virou Feminicídio”, além de apresentações diversas no projeto Esquina da Arte. Em março de 2020, a dupla participou do show Mulheres na Roda de Samba, no Casarão Colonial e na Feirinha, no Samba Especial em homenagem às mulheres, a convite da cantora Anastácia Lia. As irmãs marcaram presença no Segundo Encontro Nacional de Mulheres na Roda de Samba, em homenagem a Lecy Brandão; e no III Seminário Estadual de Combate ao Feminicídio, promovido pelo Estado do Maranhão em parceria com várias instituições. Durante a pandemia, elas participaram de duas edições do Projeto Conexão Cultural pela Secretaria de Cultura do Estado, por meio das quais lançaram nas plataformas digitais cerca de 05 shows. Sua música “Meu Coração Já te Esqueceu” fora classificada para o Festival de Música de Imperatriz.
MEU CORAÇÃO JÁ ESQUECEU – ISABEL CUNHA
Ao você chegar de madrugada,
Não me acorde, não fale nada.
Deixe-me dormir.
Nunca mais eu vou lhe esperar
Nunca mais eu vou chorar
De você eu desisti.
Quero ser despertada pelos passarinhos
Na janela me chamando
Para um novo amanhecer.
Unirei meu canto ao canto deles
Sem saber quem é mais feliz:
Se sou eu ou se são eles.
Não vou mais malhar em ferro frio
Porque a vida é só uma
E é um grande desafio
Se eu ganhei o prêmio do viver
Vou fazer por merecer,
Escolhendo os meus caminhos.
Agora é tarde e Inês é morta
E para mim o que importa é ser feliz
Porque um amor malvado como seu
Meu coração já esqueceu, esqueceu, esqueceu.
VÍDEO:
Em outubro do ano passado, Isabel Cunha, ao lado da filha Ana Tereza e da irmã Wanda Cunha, também prestigiou o lançamento da I Antologia “Toda Forma de Ser Mulher”, da Ajeb/MA, na praça dos Poetas, encantando os presentes com seu repertório musical e sua presença de palco. Dona de uma bela e afinada voz, Isabel Cunha, no fim de 2020, foi classificada para o Festival Canta São Luís, da Prefeitura Municipal de São Luís, realizado na Praça Maria Aragão. Isabel Cunha morreu no dia 8 de janeiro deste ano, vítima de covid, no auge de suas atividades artísticas, deixando vários sonhos interrompidos, dentre os quais a edição do videoclipe de sua música “Comadre Vai”, que estava em fase de conclusão do roteiro pela Empresa Caramuru. Foi uma trajetória breve para tantos sonhos.
A canção continua
emocionada
com a saudade
contida na alma, entre
poemas e notas musicais que
a vida compunha.
Wanda, Tereza, Carol,
eternizam na música
o legado imortalizado
de ISABEL CUNHA.
(Sharlene Serra)
Diante da grandiosidade desta mulher, A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Coordenação do Maranhão (AJEB/MA) a homenageia nesta quarta-feira (31), a partir das 19h, por meio de live no instagram @ajeb-ma, com o lançamento da antologia-e-book “Por que Escrevemos – A voz da mulher”, uma coletânea de textos em prosa e em poesia, assinada por 24 ajebianas maranhenses.
A live contará também com a participação especial de Dyandreia Portugal, da Rede sem Fronteiras.
O e-book pode ser adquirido pela Amazon https://www.amazon.com.br/dp/B08ZM6F7V9 e também está disponível na Rede Sem Fronteiras, http://ajeb-ma.redesemfronteiras.com
Foi produzido pela Editora Letras Graciosas de Portugal e, posteriormente, será formatado em audiobook.
AJEB- Uma instituição de quase 50 anos. Atua desde 1970 e tem como principal objetivo estimular a união das associadas, fomentar a harmonia nacional e internacional, promover o intercâmbio de conhecimento, ideias, experiências, amizade e respeito entre as associadas e com associações congêneres, incentiva o aperfeiçoamento profissional de suas associadas, por meio da participação em cursos, seminários e encontros culturais. No Maranhão, a Ajeb é uma instituição que tem se mostrado bastante atuante, promovendo várias ações culturais em todo o estado do Maranhão. Neste mês de março, promoveu a Campanha “Vozes femininas”, em homenagem a outras mulheres.
O quê: Lançamento da a antologia-e-book “Por que Escrevemos – A voz da mulher” pela AJEB-MA e homenagem póstuma à artista Isabel Cunha
Quando: 31 de março às 19h
no instagram: @ajeb_ma
Segundo a Presidente da AJEB/MA Anna Liz, essa antologia é um importante instrumento de veiculação da literatura produzida por escritoras maranhenses, que reúnem suas vozes para dizer: "estamos aqui espalhando nossa escrita no mundo".
Fonte: Biografia enviada por Wanda Cunha
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Sharlene Serra – de São Luís Maranhão, poeta, escritora. Graduada em desenho industrial, pedagogia e especialista em Ed. inclusiva, Participou de diversas antologias/coletâneas nacionais. Tem 7 livros publicados.
Membro da Academia Poética Brasileira e vice presidente da AJEB- Associação de Jornalista e Escritoras do Brasil, coordenadoria do Maranhão.
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