
BOMBÍSSIMA: agressores de mulheres devem usar tornozeleira eletrônica de imediato: lei já está em vigor
A partir de agora, homens que representem risco à vida ou à integridade física e psicológica de mulheres em situação de violência doméstica serão obrigados a usar tornozeleira eletrônica imediatamente, conforme determina a Lei 15.383/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União. A medida altera de forma profunda a aplicação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, que antes tratava o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade — e não como regra. Sempre que houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes, o agressor deverá ser monitorado eletronicamente sem necessidade de decisão judicial prévia em algumas situações. Em cidades que não são sede de comarca — ou seja, onde não há juiz — delegados de polícia estão autorizados a determinar o uso da tornozeleira, comunicando o Judiciário em até 24 horas. A lei garante que a mulher receba um dispositivo portátil de segurança, que emite alerta caso o agressor se aproxime da área de restrição. O sistema é integrado ao programa Alerta Mulher Segura, que aciona imediatamente as forças de segurança. O descumprimento das medidas protetivas passa a ter pena aumentada de um terço à metade, podendo chegar a até 7,5 anos de reclusão, especialmente se o agressor violar a área monitorada ou tentar remover o equipamento. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, 10% das vítimas de feminicídio foram assassinadas mesmo sob medidas protetivas. Foram 1.568 crimes motivados por gênero no país — um número alarmante que reforça a necessidade de mecanismos mais eficazes de proteção.
RODANDO O BRASIL
1 - O Maranhão
Zeca Baleiro aos 60
Na música, uma das matérias de maior apelo foi a que celebrou os 60 anos de Zeca Baleiro. Dados do Ecad mostran a permanência do compositor nas execuções públicas do país. “Telegrama” apareceu como a obra mais tocada e mais regravada do artista nos últimos cinco anos. É o tipo de assunto que mistura efeméride, memória musical e alcance nacional de um nome maranhense.
Prêmio Oceanos recebe mais de 3 mil livros
• A edição 2026 do Prêmio Oceanos bate novo recorde: mais de 3 mil obras inscritas de 17 países lusófonos. O volume confirma a expansão da literatura em língua portuguesa e o fortalecimento de editoras independentes. A curadoria destaca o aumento de autoras mulheres e escritores negros, refletindo maior diversidade estética. O prêmio segue como o mais importante da literatura lusófona, com impacto direto na circulação internacional das obras finalistas.
Leitoras negras e a construção da literatura negra no Brasil
• Adriana Ferreira da Silva analisa como leitoras negras têm impulsionado a consolidação de uma literatura negra contemporânea.
• O texto destaca que a leitura é também um ato político: mulheres negras escolhem narrativas que as representem e rompam silenciamentos históricos.
• A coluna aponta que o mercado editorial ainda é desigual, mas o público leitor tem pressionado por mudanças. Escritoras como Conceição Evaristo e Jarid Arraes são citadas como pilares dessa virada cultural.
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“Os acadêmicos precisam espalhar a literatura por onde passam”
• A matéria destaca a fala de professores e pesquisadores que defendem maior presença da literatura no cotidiano social. A crítica central é que a universidade produz conhecimento, mas nem sempre o devolve à comunidade.
• Projetos de extensão e clubes de leitura são apontados como caminhos para democratizar o acesso ao livro.
• A reportagem reforça que a literatura deve ser vista como prática viva, não como objeto restrito à academia.
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Curitiba Lê completa 16 anos
• O programa Curitiba Lê celebra 16 anos com a Semana Aqui, Ali e Lá, dedicada à formação de leitores.
• A iniciativa reúne oficinas, mediações de leitura, contação de histórias e ações em bibliotecas de bairro.
• O projeto é reconhecido nacionalmente por criar políticas contínuas de incentivo à leitura.
• A edição de 2026 reforça o compromisso da cidade com a democratização do livro e da literatura.
Por que homens não leem, mesmo sendo autores famosos?
• A reportagem investiga o paradoxo: homens dominam listas de autores mais vendidos, mas leem menos que as mulheres. Pesquisas mostram que mulheres representam mais de 60% do público leitor no Brasil. Especialistas apontam fatores culturais, como a associação masculina com produtividade e a desvalorização da leitura como lazer. O texto sugere que o mercado editorial ainda privilegia autores homens, apesar da mudança no perfil dos leitores.
Alguns importantes jornais de cultura do Brasil já começam a destacar a Coluna do Cordel Brasileiro, como uma das mais importantes resenhas nacionais do gênero. Tudo começou quando um dos grandes jornais eletrônicos - o "Agora/Santa Inês" - fez matéria sobre a coluna que tem como mantenedora uma das maiores cordelistas do país, a poeta, professora e escritora (premiada), Esmeralda Costa. Assim, bastou o cordel ser citado em uma reportagem que a "Coluna Cordel Brasileiro", geralmente também é citada, como referência. E por que tudo isso? Porque a literatura de cordel encanta crianças, adultos e adolescentes como vem acontecendo este mês em Ilhéus/Bahia. Uma oficina de literatura de cordel mobiliza alunos da Escola Innova, (Ihéus), aproximando crianças da tradição nordestina. A atividade mistura rima, xilogravura e narrativa oral, despertando interesse pela cultura popular. Professores relatam que o cordel facilita a alfabetização e estimula criatividade e pertencimento cultural. A ação integra um projeto maior de valorização das artes regionais no ambiente escolar.
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