
Esmeralda Costa, colunista titular da coluna "Cordel Brasileiro".
Depois de trazer em 2023, O Protagonismo Feminino e a Literatura de Cordel, chegou a vez de enaltecer em 2026, a força essencial e transformadora da mulher, desta vez, através do Cordel:
Mulher, Força e Respeito
Esmeralda Costa
Ao raiar de cada dia,
Ela luta sem temer,
Com coragem, inteligência,
Segue firme a florescer,
Dá amor, sabedoria,
E jamais vai se render.
No sertão ou na cidade,
Seja jovem ou anciã,
Constrói sonhos com carinho,
Tem a força da manhã,
Sua voz nunca se cala,
Brilha mais que talismã.
É guerreira destemida,
Transformando o seu redor,
Enfrentando a injustiça,
Com olhar sempre melhor,
Sua história é resistência,
Feita em luta e em suor.
Quebrando todo o machismo,
Preconceito e opressão,
Faz valer a liberdade,
Segue firme em sua missão,
Pois merece cada espaço,
E respeito em profusão.
Não há quem possa medir
Sua força ou seu afeto,
Ela muda o amanhã
Com saber puro e completo,
E reclama seu direito
Com um passo sempre reto.
Mulher símbolo de luta
Que pra tudo dá um jeito
E na sua arte de amar
É amor mais que perfeito
Seja cisgênero ou trans,
Mulher merece respeito.
Você pode ler o texto na íntegra clicando no link:
https://cantinhopo.blogspot.com/2026/02/mulher-forca-e-respeito.html
Entrevista: Vozes Que Transformam (Esmeralda Csta)
Nesta edição, entrevistamos uma jovem artista muito especial. Confira!
1. Para começarmos, gostaria que você se apresentasse: quem é você, de onde vem e como gosta de ser chamada?
Sou Leea, uma jovem mulher trans de 27 anos. Estou, a cada dia, me conhecendo melhor e amadurecendo meu próprio eu, construindo minha identidade com mais consciência e amor.
2. Em que momento da sua vida você começou a compreender melhor sua identidade de gênero?
Há cerca de dois anos, passei a me identificar como mulher trans. Antes disso, acreditava que me enquadrava no gênero queer.
3. O que esse processo de autoconhecimento representou para você?
Hoje sinto que me encontrei e sei, de fato, quem sou. Foi como um despertar: passei a compreender quem sempre fui ao longo da vida, e agora tudo faz sentido.
4. Que sentimentos marcaram essa caminhada?
Principalmente a falta de conhecimento e a insegurança.
5. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo da sua trajetória?
A ausência de informações sobre identidade de gênero e o sentimento de não me reconhecer dentro dos padrões impostos pela sociedade foram grandes desafios.
6. Houve momentos de acolhimento que marcaram sua história de forma especial?
Sim. Minha mãe sempre me acolheu, desde a infância, quando percebeu meus sinais e minha sensibilidade.
7. O que mais te fortalece nos dias difíceis?
Saber quem sou e ter clareza de onde quero chegar.
8. Como foi (ou tem sido) a relação com a família e os amigos nesse processo?
Muito positiva. Sou uma pessoa de poucos amigos, mas são amizades verdadeiras, de longa data, que sempre estiveram ao meu lado.
9. Que importância o apoio das pessoas próximas tem na sua vida?
É fundamental. Saber que existem pessoas que torcem, apoiam e acreditam em mim faz toda a diferença.
10. Que tipo de rede de acolhimento você considera essencial para mulheres trans?
A família é uma base muito importante, e os amigos são essenciais para o fortalecimento emocional e social.
11. Na sua visão, quais são as principais barreiras que mulheres trans ainda enfrentam na sociedade?
Apesar do acesso à informação, muitas pessoas não buscam conhecimento e acabam cometendo atos de transfobia, justificando-se na falta de entendimento.
12. Que mudanças você acredita serem urgentes para garantir mais respeito, dignidade e igualdade?
Acredito que a sociedade já avançou bastante, mas ainda há quem trate esse tema com descaso. É preciso ampliar o diálogo, a educação e a empatia.
13. Como a educação pode contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva?
Ensinando o essencial: que cada pessoa é única e merece respeito em suas escolhas, identidades e formas de existir.
14. Quais conquistas pessoais você mais celebra?
Já alcancei diversas metas importantes que estabeleci para minha vida, e celebro cada uma delas com gratidão.
15. Que sonhos ainda deseja realizar?
Concluir minha transição e seguir construindo uma vida plena e feliz.
16. Como você se imagina daqui a alguns anos?
Vejo-me realizada, segura de quem sou, com estabilidade emocional, pessoal e profissional.
17. Que mensagem você gostaria de deixar para outras mulheres trans que estão iniciando sua caminhada?
O começo é difícil, mas tudo se torna pequeno diante da nossa felicidade, realização pessoal e liberdade de ser quem somos.
18. E para a sociedade em geral, o que você gostaria que todos soubessem ou refletissem?
Que cada pessoa é responsável por suas escolhas e atitudes, portanto, que aprendam a respeitar e cuidar da própria vida, exercitando mais empatia e humanidade.
BIOGRAFIA DA ENTREVISTADA
Leea, é uma artista independente, cantora, dançarina, maquiadora e multiartista cultural, reside em Campos Sales, no Ceará. Atualmente, atua como funcionária pública e também ministra oficinas de ritmos e aulas de zumba, promovendo saúde, movimento e bem-estar por meio da arte.
Recentemente, lançou um álbum com releituras de músicas que marcaram gerações, apresentadas em uma nova roupagem no ritmo do arrocha. O trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e tem conquistado o público pela originalidade e sensibilidade artística.
Além disso, destaca-se como influenciadora regional em sua cidade, mantendo presença ativa nas redes sociais e participando de eventos locais. Sempre criativa, está em constante reinvenção, trazendo novidades que fortalecem sua identidade artística e ampliam sua conexão com o público.
Você pode conferir: O Protagonismo Feminino e a Literatura de Cordel, através do link:
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