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“Cordel Brasileiro e a força transformadora da Mulher”, por Esmeralda Costa

Esmeralda Costa é da Academia Poética Brasileira e colunista da Plataforma Nacional do Facetubes.

09/04/2026 às 08h25 Atualizada em 09/04/2026 às 11h09
Por: Mhario Lincoln Fonte: Esmeralda Costa
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Exclusivo: Esmeralda Costa entrevista Leea
Exclusivo: Esmeralda Costa entrevista Leea

MATÉRIA ULTRAPASSA 1 MIL ACESSOS e RECEBE O SELO "QUALIDADE" DA PLATAFORMA NACIONAL DO FACETUBES.

Medalha.

Esmeralda Costa, colunista titular da coluna "Cordel Brasileiro".

Depois de trazer em 2023, O Protagonismo Feminino e a Literatura de Cordel, chegou a vez de enaltecer em 2026, a força essencial e transformadora da mulher, desta vez, através do  Cordel:

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@FACETUBES registered trademark

 

***

 

Mulher, Força e Respeito

Esmeralda Costa

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Ao raiar de cada dia,
Ela luta sem temer,
Com coragem, inteligência,
Segue firme a florescer,
Dá amor, sabedoria,
E jamais vai se render.

No sertão ou na cidade,
Seja jovem ou anciã,
Constrói sonhos com carinho,
Tem a força da manhã,
Sua voz nunca se cala,
Brilha mais que talismã.

É guerreira destemida,
Transformando o seu redor,
Enfrentando a injustiça,
Com olhar sempre melhor,
Sua história é resistência,
Feita em luta e em suor.

Quebrando todo o machismo,
Preconceito e opressão,
Faz valer a liberdade,
Segue firme em sua missão,
Pois merece cada espaço,
E respeito em profusão.

Não há quem possa medir
Sua força ou seu afeto,
Ela muda o amanhã
Com saber puro e completo,
E reclama seu direito
Com um passo sempre reto.

Mulher símbolo de luta
Que pra tudo dá um jeito
E na sua arte de amar
É amor mais que perfeito 
Seja cisgênero ou trans,
Mulher merece respeito.

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Você pode ler o texto na íntegra clicando no link:

https://cantinhopo.blogspot.com/2026/02/mulher-forca-e-respeito.html

 

Esmeralda Costa e Leea.

Entrevista: Vozes Que Transformam (Esmeralda Csta)

Nesta edição, entrevistamos uma jovem artista muito especial. Confira!

1. Para começarmos, gostaria que você se apresentasse: quem é você, de onde vem e como gosta de ser chamada?

Sou Leea, uma jovem mulher trans de 27 anos. Estou, a cada dia, me conhecendo melhor e amadurecendo meu próprio eu, construindo minha identidade com mais consciência e amor.

 

2. Em que momento da sua vida você começou a compreender melhor sua identidade de gênero?

Há cerca de dois anos, passei a me identificar como mulher trans. Antes disso, acreditava que me enquadrava no gênero queer.

 

3. O que esse processo de autoconhecimento representou para você?

Hoje sinto que me encontrei e sei, de fato, quem sou. Foi como um despertar: passei a compreender quem sempre fui ao longo da vida, e agora tudo faz sentido.

 

4. Que sentimentos marcaram essa caminhada?

Principalmente a falta de conhecimento e a insegurança.

 

5. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo da sua trajetória?

A ausência de informações sobre identidade de gênero e o sentimento de não me reconhecer dentro dos padrões impostos pela sociedade foram grandes desafios.

 

6. Houve momentos de acolhimento que marcaram sua história de forma especial?

Sim. Minha mãe sempre me acolheu, desde a infância, quando percebeu meus sinais e minha sensibilidade.

 

7. O que mais te fortalece nos dias difíceis?

Saber quem sou e ter clareza de onde quero chegar.

 

8. Como foi (ou tem sido) a relação com a família e os amigos nesse processo?

Muito positiva. Sou uma pessoa de poucos amigos, mas são amizades verdadeiras, de longa data, que sempre estiveram ao meu lado.

 

9. Que importância o apoio das pessoas próximas tem na sua vida?

É fundamental. Saber que existem pessoas que torcem, apoiam e acreditam em mim faz toda a diferença.

 

10. Que tipo de rede de acolhimento você considera essencial para mulheres trans?

A família é uma base muito importante, e os amigos são essenciais para o fortalecimento emocional e social.

 

11. Na sua visão, quais são as principais barreiras que mulheres trans ainda enfrentam na sociedade?

Apesar do acesso à informação, muitas pessoas não buscam conhecimento e acabam cometendo atos de transfobia, justificando-se na falta de entendimento.

 

12. Que mudanças você acredita serem urgentes para garantir mais respeito, dignidade e igualdade?

Acredito que a sociedade já avançou bastante, mas ainda há quem trate esse tema com descaso. É preciso ampliar o diálogo, a educação e a empatia.

 

13. Como a educação pode contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva?

Ensinando o essencial: que cada pessoa é única e merece respeito em suas escolhas, identidades e formas de existir.

 

A beleza de Leea, mulher trans de 27 anos

14. Quais conquistas pessoais você mais celebra?

Já alcancei diversas metas importantes que estabeleci para minha vida, e celebro cada uma delas com gratidão.

 

15. Que sonhos ainda deseja realizar?

Concluir minha transição e seguir construindo uma vida plena e feliz.

 

16. Como você se imagina daqui a alguns anos?

Vejo-me realizada, segura de quem sou, com estabilidade emocional, pessoal e profissional.

 

17. Que mensagem você gostaria de deixar para outras mulheres trans que estão iniciando sua caminhada?

O começo é difícil, mas tudo se torna pequeno diante da nossa felicidade, realização pessoal e liberdade de ser quem somos.

 

18. E para a sociedade em geral, o que você gostaria que todos soubessem ou refletissem?

Que cada pessoa é responsável por suas escolhas e atitudes, portanto, que aprendam a respeitar e cuidar da própria vida, exercitando mais empatia e humanidade.

 

BIOGRAFIA DA ENTREVISTADA

Leea, é uma artista independente, cantora, dançarina, maquiadora e multiartista cultural, reside em Campos Sales, no Ceará. Atualmente, atua como funcionária pública e também ministra oficinas de ritmos e aulas de zumba, promovendo saúde, movimento e bem-estar por meio da arte.

Recentemente, lançou um álbum com releituras de músicas que marcaram gerações, apresentadas em uma nova roupagem no ritmo do arrocha. O trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e tem conquistado o público pela originalidade e sensibilidade artística.

Além disso, destaca-se como influenciadora regional em sua cidade, mantendo presença ativa nas redes sociais e participando de eventos locais. Sempre criativa, está em constante reinvenção, trazendo novidades que fortalecem sua identidade artística e ampliam sua conexão com o público.

 

Você pode conferir: O Protagonismo Feminino e a Literatura de Cordel, através do link:

https://www.facetubes.com.br/noticia/3676/o-cordel-brasileiro-qo-protagonismo-feminino-e-a-literatura-de-cordelq

 

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Esmeralda CostaHá 2 meses Campos SalesDr. Jamil Santonni Braga. Ex-magistrado A veracidade de suas palavras atravessa o nosso âmago. Não são números, são vidas interrompidas, histórias que mereciam seguir com dignidade. A poesia pode tocar, mas é na escuta dessas realidades e na coragem de nomeá-las que a consciência se move. Dar voz a essas histórias é um ato de memória, de denúncia e de humanidade. Que cada nome lembrado seja também um chamado à responsabilidade, ao respeito e à urgência de mudança.
Esmeralda CostaHá 2 meses Campos SalesAssino junto todas as vezes. Importante lembrança. A inclusão do “T” na sigla é fruto de uma luta histórica por reconhecimento e dignidade. E a luta continua, pois ainda há um caminho grande a percorrer para que pessoas trans tenham seus direitos plenamente garantidos. Trazer esse debate à tona é essencial, porque não se trata apenas de leis, mas de respeito, proteção e cidadania. Obrigada por contribuir com uma reflexão tão necessária.
Esmeralda CostaHá 2 meses Campos SalesESCRIVÃO JOAQUIM FURTADO Que bom saber disso! Fico muito feliz que a história de Leea tenha tocado você. É sempre inspirador acompanhar trajetórias de descoberta, coragem e felicidade sendo vividas com verdade. Gratidão pela leitura e por registrar a sua opinião.
Esmeralda CostaHá 2 meses Campos SalesJansem, Muito obrigada pela leitura tão atenta e generosa. Fico feliz em saber que essa escolha de ouvir, dialogar e trazer a realidade de forma direta fez sentido para você. Acredito que dar voz a quem vive a experiência é um gesto de respeito e verdade. A escrita pode até ser poética, mas quando encontra a vida real, ela ganha profundidade e propósito. Gratidão por reconhecer esse caminho e por valorizar esse tipo de construção.
Esmeralda CostaHá 2 meses Campos SalesVivi, Muito obrigada pelo carinho e pela sensibilidade no seu olhar. Fico feliz em saber que a proposta foi compreendida dessa forma, pois acredito mesmo que dar visibilidade é uma forma concreta de mostrar a grandeza do ser humano, e de reafirmar que independente da sua identidade cada pessoa merece ser vista com dignidade e com respeito. Quando a arte encontra a ação, o impacto ganha mais força e alcança mais pessoas. Sigamos juntas cordelizando o amor e o respeito à cada pessoa.
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