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Cidades Convidados

Convidado especial, escritor Elvandro Burity fala sobre seu 35º livro, "Jornada em Retalhos"

Elvandro Burity é da Academia Poética Brasileira, seccional do Rio de Janeiro.

30/03/2021 18h27
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Elvandro Burity
Elvandro Burity
Elvandro Burity

Elvandro Burity, convidado especial

Nota do Autor: JORNADA EM RETALHOS é o 35º livro de minha autoria que tal como os anteriores teve uma campanha de beneficência como pano de fundo. A motivação para escrevê-lo foi completar 80 anos de idade e 50 anos de filiado a uma Ordem Iniciática. Lançado em 11/11/2020.

Disponível para download em https://pt.slideshare.net/elvandroburity/jornada-em-retalhos

 

Transcrevo as PALAVRAS INCIAIS.

"Jornada em Retalhos" no papel, fazendo uma espécie de psicanálise dos pobres, sem divã, sem nada..."

Quem me conhece sabe que não fui "mordido pela mosca azul", razão pela qual agradeço a Deus pelo fato de que o "poder temporário", por algumas vezes, tido em minhas mãos, não ter subido à minha cabeça. 

Metas... Alcancei... Caminhos... Busquei...

Desafios... Enfrentei... Sonhos... Realizei...

Nunca soube onde a vida me levaria.. Tantas foram as mutações, tropeços, reviravoltas e acontecimentos... As adversidades, me tornaram mais forte – não me mataram -  fizeram-me entender a representatividade daqueles momentos de "resgate" que inseridos estavam entre aquele presente e um infinito porvir.

Abrindo o coração e olhando para dentro de mim: - Vejo que vive um "bruxo" que ama a Deus, um "cigano" e um "menino travesso". Em todos um espírito de amor em várias vertentes e caminhos se cruzam.

Quando usei o livre-arbítrio para seguir meus caminhos e não os intuídos por Deus, geralmente, tropecei no meio do caminho. 

Foto: original do texto.

Quando comecei a crer em um "Poder Superior", os altos e baixos ficaram mais palatáveis. Hoje, mais do que ontem, procuro dar tempo ao tempo para curar todas as "feridas" e aplacar as "cicatrizes" e, assim, distinguir o bem do mal e manter a Fé e a Esperança, atributos positivos de um ser humano.

O tempo de Deus tem seus mistérios... Aprendo todos os dias, esforço-me em controlar meus excessos, a  aperfeiçoar meus dons e o mais importante para mim: trabalhar em favor do bem comum.

Na jornada encontrei vários tipos de pessoas: as que me ensinaram, incentivaram e apoiaram, as que duvidaram de mim, as que me prejudicaram, as que me magoaram, as que, severamente, me repreenderam – com todas aprendi a lição mais importante da minha vida:

- Que tipo de pessoa eu deveria ser.

Ziguezagueando, recordando o vaivém de emoções, entre meus erros, falhas, pecados e dúvidas, escutei vozes reticentes, falsas, verdadeiras e enganadoras.

Os livros, por mim publicados, me conduziram a prêmios, homenagens e tantas outras coisas que fazem parte da "jornada em retalhos" do meu caminhar acadêmico e literário.

Um falecido amigo disse:

- "Ninguém consegue dar um passo além da mediocridade sem que lhe venham pedradas à nuca."

Portanto, não me surpreendo alguém dizer que sou "megalomaníaco" e "narcisista". Não sobreponho o TER ao SER - ser amigo, ser atencioso, ser amado, ser caridoso, ser gentil, ser justo e bom. Podem achar o que quiserem, isso não mudará o que sou... Sou o que sou. Não sofro da síndrome da "inveja" – que afeta alguns seres humanos, um sentimento de inferioridade e de desgosto diante da felicidade do outro. Em verdade, a inveja sintetiza o sentimento de cobiçar a riqueza, o brilho e a prosperidade alheia.

Leremos em Provérbios 27-4:

"O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é ainda pior."

Nas palavras de Aristóteles, filósofo grego:

"Só existe uma forma de evitar a crítica:

não fale nada, não faça nada e não seja nada."

Quiseram as forças positivas permitir - ter meu nome incluído verbete na Wikipédia (Enciclopédia livre).

Dizem que se leva um minuto para conhecer uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la e mais do que uma vida inteira para esquecê-la. Nesta linha de raciocínio, movido pelo sentimento de eterna gratidão e sem mencionar nomes, agradeço a todos os companheiros do orbe terrestre: – passados e presentes, inclusive, aos "contrários".

Ninguém é obrigado a gostar de alguém, mesmo que o outro tenha "focinho de porco e/ou nariz de tamanduá." A aparência não determinará tratar-se de uma pessoa ruim, desinteressante, desprovida de princípios, valores ou sem senso de justiça e de moral. Não julgue ninguém pela enganosa aparência... Existe uma coisa que se chama: “respeito .“ 

"Seja diferente. Não derrube, ajude a levantar."

Sem pretensão literária faço do escrever a minha terapia ocupacional. Esforço-me em aprender os primeiros acordes no meu teclado Yamaha – não está fácil.

Tenho uma longa história de vida... Não sou exemplo para ninguém... Tenho o direito de falar da minha vida, outras pessoas não têm. Entendo que podem pensar. Não me considero sortudo e nem azarado. Considero-me abençoado por Deus, tenho uma condição financeira que não é ruim, nunca passei fome e tenho uma casa para morar. 

Oitenta anos de vida... Aprendi que a felicidade não é um "status". É um estado de liberdade íntima que proporciona o encantamento no viver.

Não tenho o hábito de puxar o tapete de ninguém. Cá para nós é muito triste assistir algumas pessoas na tentativa de "ter um lugar ao sol"  ou no afã de "querer" – para manchar a reputação alheia pegar na lama e emporcalhar as suas próprias mãos. Os meios não justificam os fins.

Acima de tudo, agradeço a Deus pela família que ao meu redor orbita constituída de variados graus de parentesco. Agradeço pelo que tenho e sou, por estar vivo - acordado – energizado. Agradeço pela "família nuclear" – meu porto seguro - na qual estou inserido (a minha mulher Daise e a filha Elda) sempre  ao meu lado apoiando e incentivando.

Obrigado meu Deus por permitir estar com elas!

Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:

- Quantos anos tens?

– Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca. E logo explicou:

"Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais."

Neste livro, entrelaçando memórias... Sem saudosismo curto o passado... Agradecido a Deus vivo o presente. Mesmo tendo como companheiro o medo de errar, deplorando brutalidades e ingratidões, ouso mudar alguns hábitos. Procuro não envilecer o meu tempo com gestos, atitudes ou ações aleives...  Sinto-me mais jovem do que nunca... mais moderno... Procuro não perder a certeza que o movimento da roda do destino é lento e cambaleante, mas capaz de fazer a vida girar. 

Temente a Deus - entendo que nem tudo foi da maneira que eu quis...  Cá estou com FÉ encarando a vida e os desafios.

Vivemos tempos inundados pela competividade... radicalismo... intolerância... Tempos em que muitas pessoas usam a libertinagem como liberdade.Image Há três coisas na vida que nunca voltam atrás:

a flecha lançada, a palavra pronunciada

e a oportunidade perdida.

Comparo a minha vida a um "eco", se não gosto daquilo que recebo, analiso o que estou a emitir. 

No jogo de xadrez, ao final, o “peão” e “rei” são guardados na mesma caixa. Assim, também, é a vida quando descemos ao túmulo  o rico depõe a sua  opulência e o pobre a sua miséria. Por isso que os efeitos e as consequências de nossos atos e palavras são eternos.

Cá estou completando

80 ANOS

Entendo como relevante que cada um tenha a idade do seu coração em Experiência e Fé. 

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