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Homenagem merecida ao cineasta maranhense Murilo Santos, na crônica de Linda Barros

"Justas homenagens a esse cineasta, que carrega nos ombros o fardo de contar a nossa própria história através da magia da Sétima Arte".

04/04/2021 11h12 Atualizada há 1 semana
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Linda Barros.
Murilo santos
Murilo santos

SOB AS LENTES DE MURILO SANTOS

Linda Barros, Professora e Atriz, convidada especial do facetubes.com.br

        Não deve ser nada fácil abrir as lentes de aumento para mostrar o outro lado das coisas, da vida, das pessoas, pois o feio e o belo são vistos sob diversas perspectivas, que nem sempre agradam a todos. No entanto, é de essencial importância que esses momentos sejam expostos, pois os mesmos fazem parte do nosso crescimento pessoal e profissional, e, também como sabemos, o que é feio para alguns é belo para outros e assim ao descortinarmos o cotidiano, o invisível torna-se visível para muitos, fazendo assim um jogo de encantamento e magia pelas lentes de aumento de quem mais entende no processo da sétima arte.

Mas, abrindo um pouco as lentes de aumento do nosso cotidiano, hoje pedimos licença à sétima arte para mostrar um dos maiores artistas visuais em nossa combalida Cidade dos Azulejos: Murilo Santos, um dos precursores do cinema no Maranhão. A década de 70 foi muito importante em todos segmentos: políticos, sociais, culturais e artísticos em todas suas segmentações. Foi nessa década que Murilo direcionou seu olhar para vários conflitos, desde os urbanos, aos agrários, fazendo com que o cineasta tivesse uma visão mais clara da realidade tanto política, quanto social e das mazelas do cotidiano em que vivia, fato que o direcionou suas lentes para a cultura popular, objeto de seus estudos e de suas produções artística.

Autora: Linda Barros.

Atualmente, nosso Estado vive um dos melhores momentos cinematográficos, com excelentes produções reconhecidas nacionalmente, com renomados diretores, alguns deles premiados em festivais locais, nacionais e internacionais e com festivais de grande prestígio pela crítica especializada. No entanto, até chegar a esse patamar, o cinema maranhense tem sua história contada desde os meados da década de 70, quando o então cineasta e fotógrafo Murilo Santos já manejava sua câmera em pequenas produções em 8mm, que são aqueles registros de produções mais amadoras e domésticas e que eram bastante populares na referida década.

Professor Pardal, como é conhecido, alcunha recebida devido a inúmeros aparatos guardados em seu acervo particular, Murilo Santos é pioneiro nesse processo. Foi em meados de 75, com a criação do Cine Universitário, que se abriram as lentes de aumento para a magia do cinema no Maranhão. A partir de então, foi a jornada Super Oito que ajudou a formar ou compor outros festivais, como o já tradicional Guarnicê de Cinema.

Professor Universitário de cinema e fotografia, Murilo é um ícone na expansão e contribuição do crescimento do cinema na Cidade dos Azulejos. Suas produções vão desde curtas até documentários.

Abrindo um pouco mais as lentes dessa câmera, encontramos os principais trabalhos do cineasta e professor que, com maestria e competência, participou de vários festivais, levando várias agremiações. Entre suas inúmeras produções, encontramos “Terra de Caboré”, de 1986, documentário Vencedor dos prêmios de Melhor Filme e Melhor Filme Realizado por Maranhense na 9º Jornada de Cinema e Vídeo no Maranhão; “Quem matou Elias Zi”, de 1986; “Bandeiras verdes”, de 1988; “Marisa vai ao cinema” de 1975; “ Um Boêmio no céu”, de 1974; “Fronteiras de imagens”, documentário de 2009; “Tambor de Crioula”, de 1979 e “Em busca do bem viver”   uma das mais recentes produções do cineasta. Entre tantos trabalhos realizados por Murilo Santos, alguns destes foram exibidos no Maranhão na Tela, festival que já tem renome nacional e onde Murilo recebeu justa homenagem pelo conjunto de sua obra.

E fechando as lentes de aumento, cabe aqui, nesse pequeno rascunho, render as nossas justas homenagens a esse cineasta, que carrega nos ombros o fardo de contar a nossa própria história através da magia da Sétima Arte.

 

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