VICEVERSA MHARIO LINCOLN/OLINTO SIMÕES/MHARIO LINCOLN:
“(...) MHL: Caro Olinto, disse ARIANO SUASSUNA: “Eu acredito em Deus por uma necessidade. Se Ele não existisse, a vida seria uma aventura amaldiçoada. Então, ou existe Deus, ou a vida não tem sentido nenhum”. Concorda?
OLINTO SIMÕES: Você me pergunta se eu concordo com o Grande Ariano Suassuna e para responder, preciso comentar que concordo em parte. Primeiro não acredito, pela etimologia dessa palavra, mas, dou crédito à possibilidade da existência de "Uma Deusa", considerando que o único poder gerador de vida, sabidamente, é feminino. A vida..., pela vida, a meu ver, venturosa, com aventura ou até mesmo em desventura, jamais é amaldiçoada. Assim sendo, sempre vejo sentido na vida. Por esse meu prisma visual, não concordo. (...)”.
"(...) MHL" - Vida extraterrestre. Vida após a Morte.
OLINTO SIMÕES - Não gosto muito de falar sobre OVNIS porque minhas Experiências "Práticas" existem e não são poucas. Seria narrativa por demais longa. Estudar a reencarnação, me é outro tema particularmente vivo, pois, o faço desde os meus 9 anos e tenho provas cabais da existência do "Depois". Estudar Deus, já o fiz de tantas maneiras que criei e defendi (como defendo sempre que posso) uma tese direta e objetiva de quem é essa (figura) para muitos, esse inenarrável ser imaterial. Finalizando, estudar pessoas é o que faço todos os dias, sendo o Terapeuta que sou. Só não sei..., se me estudo. (Risos).
“(...) - MHL– CARL JUNG: “Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade”. Na sua opinião isso ‘é uma verdade’?
OLINTO SIMÕES - Concordo plenamente, só retiraria a palavra "Fundamentos". Minha compreensão é que os erros são "A Verdade". Quando fazemos só o que sabemos, nada aprendemos. Vivemos a mentira existencial do, "olha como faço tudo certinho". Viver é aprender. Só aprendemos quando erramos. Por isso Jung superou o papai Freud. (...)”.
“(...) MHL - PAULO FREIRE: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Desdobre!
OLINTO SIMÕES – Muita gente vai me descer o cacete pelo que vou expor agora: não gosto do Paulo Freire..., "Endeusado". Gosto de um Paulo Freire, Educador, que se preocupava em tecer comentários mais evolutivos e menos classicista. Prefiro uma Educação Aberta ao invés da "Pedagogia do Oprimido". Que o leitor avalie: Pensamento e aplicação dele na Educação Brasileira: "Qual a razão da situação opressora?" – Essa tendência de frisar opressores e oprimidos, cria revolta gerando situações agressivas por parte de quem se sente oprimido. Por que discordo da maneira de pensar dele? – Porque prefiro um Darcy Ribeiro, que criou os CAIC's (Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente), que eliminou os antigos depósitos de crianças, as antigas Creches de pouquíssimas boas lembranças e montou um sistema em que crianças e adolescentes, passavam o dia na Escola. Do Darcy, uma fala que muito gosto e multiplico: "A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista". A escola transfere conhecimentos sim! – Desde que não direcionado, será a ferramenta de desenvolvimento intelectual que fará a criança de qualquer "Berço", se transformar em gente pensante e produtiva. Em epílogo textual, você me coloca de frente a um espelho e pede que eu me explique entre o bem e o mal que me habita e que habita qualquer pessoa. (...)”.
O PENSAMENTO DE OLINTO SIMÕES
“Fracionarei minha verve literária, afinal, os escritos não nascem prontos, são fragmentos que se apresentam sequencialmente, à medida e proporção que os escrevemos. Na minha concepção, as letras, sílabas e palavras são fractais gráficos..., reflexos impressos do pensamento”. (...) “Mhario do latim Marius, derivado dos elementos 'Mas' e 'Maris', quer dizer literalmente ‘homem viril’, lembra a obra Wagneriana ‘Crepúsculo dos Deuses’. Quando citou..., ‘descendo a ladeirona da rua dos Afogados’, revi a cena final da ópera, com o Rio Reno subindo e matando afogadas as ninfas, mas, foram-se as ninfas maranhenses e permaneceu a teimosia romântica e poética desse filho daquela terra”. “(...) Keila mARTA congrega como fêmina e quase ninfaticamente as letras, numa harmonia ímpar. Mhario deu virilidade literária a tudo que li. De forte congregação, saiu um texto imbatível. Na arena do mundo lítero-poético aonde são lançados todos que se atrevem a escrever, cada um de nós é Sísifo subindo o morro a empurrar a rocha ladeira acima, mas, também somos os que aprisionam a morte..., como Sísifo o fez”.
O ATOR OLINTO SIMÕES: O filme "UM CORPO CAIU", de Valdemir Milani.
Na cobertura de um prédio, durante uma reunião de políticos, um homem é empurrado, cai e morre. Dos sete pecados capitais da política: soberba, preguiça, inveja, luxúria, gula, ira, avareza, qual seria o responsável pela queda e morte do assessor do prefeito? Apontado como um dos suspeitos, o prefeito está em campanha de reeleição, envolvido numa CPI e possui contra ele um misterioso dossiê. Com SIDY CORREA, ARIANE MAFRA, EMÍLIO PITTA, SINVAL MARTINS, JOSÉ PLINIO, OLINTO SIMÕES, MARCOS DE GOIS, ADRIANO BUTSCHARDT, LAURA HADDAD, PAULO BARATO, RONALDO PIMENTEL. Roteiro ÉRICO BEDUSCHI e VALDEMIR MILANI Direção de Arte SUZANA ARAGÃO Figurino SARITA BARROS Música GERSONN JACQUES Direção de Fotografia RUBENS ELEUTÉRIO Direção de Produção CÉLIA RIBEIRO Dirigido por VALDEMIR MILANI Apresentado por SANTA FELICIDADE FILMES.
A PALAVRA DE GERALDO MAGELA, da Feira do Poeta, sobre o confrade Olinto Simões, falecido em 31.03.2021:
“Foi uma enciclopédia a céu aberto. Era um provocador de significâncias e insignificâncias. Tinha uma percepção extrassensorial das coisas. Dizia “Sou livre sempre". Vou além do que os outros pensam. A espiritualidade de Olinto não tinha órbita. Se reinventava nas dobras do vento. Tinha um senso estético aguçado e apurado. Era um cronista nato. Criado na Vila Isabel, bairro do Noel Rosa, quando jovem, o pai o levava a frequentar as rodas de cultura, onde se reunia com lendários ícones como Mario Lago e Vinicius de Moraes. Entendia de tudo. Especialmente samba e outros gêneros musicais. Era denso e intenso em tudo o que fazia. Veio para Curitiba na década de 70. Em 2019 tornou-se Cidadão Honorário de Curitiba. Era plural em tudo. Poeta ator diretor de espetáculos, professor, consultor palestrante e parapsicólogo. Mas seu coração era puramente carnavalesco.
Tive a honra de conviver com esse alquimista desde os anos 80. Era um iluminado. Meu eterno mestre. Era singular, ímpar. Tinha uma sinceridade indescritível. Eloquente. Historiador generoso. Compartilhava com todos sua licença poética. O Céu agora tem mais uma grande estrela. Ele levou consigo suas musas neopitagóricas, mas deixou um legado cultural imensurável.
Quando um homem desse nível morre é como se uma biblioteca inteira se incendiasse. Olinto tinha o tamanho da Biblioteca de Alexandria". Geraldo Magela. (Coordenador da Feira do Poeta, escritor, pesquisador, produtor e ativista cultural).
Veja vídeo gravado em 2018. Uma conversa com Olinto Simões. Com João Batista do Lago e Cirlei Fajardo.
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