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Especial: Keila Marta, via internet, foi ao interior do Espírito Santo entrevistar Layla Rosa.

Layla Rosa: "(...) eu sou e sempre fui meu maior incentivo".

14/04/2021 11h20
Por: Mhario Lincoln Fonte: Keila Marta
Keila Marta
Keila Marta

Keila Marta entrevista Layla Rosa 

Escritora, de 19 anos fala dos seus desafios e sonhos.

 

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Keila Marta: Olá, é um enorme prazer entrevistá-la! Fale um pouco sobre quem é Layla?

Layla: Sou uma moça de 19 anos, resido no interior do Espírito Santo, deficiente auditiva, futura Letróloga e professora. Amo ler, escrever e ensinar. Valorizo as coisas mais simples da vida. Sou uma mulher que sonha tão alto, que quando chega no topo, vai lá e dobra sua meta. Superação e força são palavras que me definem. Mas é claro, sou extremamente simpática, humilde, gentil e empática, dona de um coração enorme e uma essência que não perco por nada. Estou sempre a procura da felicidade e da realização dos meus sonhos, é isso que dá cor e sabor a minha vida! 

Keila Marta: Como começou a escrever e qual teu perfil de escrita, e quem ou o que te incentivou? (gênero ou estilo)

Layla Rosa.

Layla: O meu gosto pela escrita se deu desde nova, desde a escola sempre me destacava na escrita de poesias, poemas e crônicas. No ensino médio, isso se confirmou ainda mais, pois como dizem, eu tenho dom para escrever redações. Mas, nunca havia me passado na cabeça a ideia de escrever um livro. Apenas amava ler, o tipo de leitora que está lendo 5 livros simultaneamente. Sempre fui uma pessoa mais solitária, não tenho irmãos e nunca tive muitos amigos, daí escrevia diariamente em diários fatos da minha vida pessoal. Já passei por muitas coisas difíceis, e descobrir minha deficiência auditiva, foi uma delas. Foi a partir daí que tomei coragem para escrever. Atualmente, estou com uma perda profunda nos dois ouvidos, meu organismo desenvolveu alergia dos aparelhos auditivos e estou encaminhada pra cirurgia, prestes a fazer dois implantes coclear, os quais meu organismo também poderá reagir e como consequência, ficar surda para sempre. Tudo isso me trouxe muita ansiedade, medo e um misto de sentimentos ruins. Fui ao médico, tomei remédios e não conseguia controlar o emocional. Sem saídas, resolvi ler livros que me fizessem bem e de forma natural, passei a escrever diariamente sobre aquilo que estava sentido e através do Instagram criei a página Tempo Desconexo divulguei uns escritos, os quais o público gostou e disseram que devia escrever meu primeiro livro, pois minhas palavras eram capazes de acalmar muitas pessoas. No momento presente, estou terminando minha primeira obra, que fala sobre isso: dificuldades da vida, ansiedade, como lidar com as adversidades pela qual passei e no fim, há um final feliz (o qual desejo pra mim, após passar tudo que ainda tenho que enfrentar). Enfim, eu sou e sempre fui meu maior incentivo. 

Keila Marta: Além de escrever quais outras atividades fazem parte do teu dia a dia?

Layla: Atualmente, escrevo meu primeiro livro, textos semanais para minha página, faço faculdade de Letras- Português/ Espanhol e administro uma oficina mecânica. 

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Keila Marta: Quais são teus maiores desafios como escritora?

Layla: Conciliar todas as atividades em um dia. Sempre me sinto exausta, por querer dar conta de tudo e nem sempre é possível. Não posso dizer aqui que seria falta de motivação das pessoas, pois sim, existem muitos que não apoiam, mas eu não posso colocar essa expectativa nos outros e antes de tudo, preciso ser minha própria motivação. 

Keila Marta: Você acredita na leitura como válvula de escape e de zero a dez qual a importância dela na tua vida?

Layla: Dez. Sem a leitura acredito que minha vida não teria cor e nem sonhos. Considero um livro como um órgão do meu corpo, de tão importante que é. 

original do texto.

Keila Marta – Hoje se fala de inclusão social em todas as instâncias, como você observa a literatura inclusiva?

Layla: Acredito que a literatura inclusiva ainda tem muito que melhorar, pra persuadir as pessoas de que todos nós somos diferentes, por isso não podemos exigir que as pessoas sejam iguais. 

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original do texto.

Keila Marta: O que anda produzindo literariamente e o que espera do teu futuro como escritora?

Layla: Produzo crônicas, contos, poemas e poesias. O que espero é poder fazer alguma diferença positiva na vida das pessoas. Não me importo em ter milhares de vendas, ficar famosa ou reconhecida mundialmente. Quero apenas realizar o sonho de publicar meu livro, continuar sendo humilde, e ter seguidores verdadeiros ao meu lado. Isso pra mim é uma meta e o sucesso, será apenas uma consequência. 

Keila Marta: Qual o impacto das redes sociais na tua carreira?

Layla: Sem as redes sociais, eu não teria uma carreira de escritora. Foi inesquecível como as pessoas (amigos, familiares e desconhecidos) apoiaram minha iniciativa de criar a página, por gostarem dos meus textos. Hoje, tenho seguidores da Europa, e não há dinheiro que pague a sensação de saber que pessoas do outro lado do mundo, de culturas e pensamentos diferentes, se sentem impactados com os meus escritos. 

Keila Marta: Qual teu livro de cabeceira?

Layla: Bíblia Sagrada.

Keila Marta: Qual pergunta que não fiz, que gostaria que fizesse e por último deixa uma mensagem para os jovens que sonham em seguir nessa carreira de escritor.

Layla: Por que ainda não publiquei meu primeiro livro? Por condições financeiras. Mas acredito que tudo tem seu tempo e na hora certa, irei publicá-lo. E Não desista dos seus sonhos

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Keila Marta

(APB Seccional/MA, Colaboradora Especial do Portal www.facetubes.com.br)

 

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Edomir Martins de OliveiraHá 5 anos atrásSao Luis-MAKeila Marta, confreira amiga, você me deixou todo arrepiado com esta entrevista. Você além de talentosa tem arte para fazer entrevista, e a entrevistada, poeta e escritora Layla, merece nossa admiração. Que ela também tenha muito sucesso. Parabéns.
Amanda Degasperi WalgerHá 5 anos atrásSão Roque do canaã - ESA Layla é maravilhosa, minha amiga de infância, sempre muito dedicada e caprichosa com as coisas, tem uma energia que só ela! Voaaa meninaaa, você merece o mundo!!!
DoraHá 5 anos atrásItarana esPaula, vc não me conhece, mas se gosta de escrever não desista. Amo a leitura e como vc as vezes estou com vários livros abertos e os leio dependendo do momento. Depois de aposentada realizei o sonho, junto com meu irmão de escrever a história de minha família. Portanto nunca é tarde . É caro publicar um livro no Brasil mas vale a pena tentar pois no final a emoção e muito grande.
Maria Tereza zanottiHá 5 anos atrásItaguaçuParabéns
Nilza Maria EggerthHá 5 anos atrásItarana ESParabéns Layla, seu ser ilumina quem está por perto. Imagina quem tiver a oportunidade de ler seu livro? Orgulho de ter uma afilhada e sobrinha que não desiste por nada. Suas doces palavras acima citadas não dizem nem a metade do que você é. Modesta essa menina de ouro no qual esse país muito se orgulharará dessa escritora. Susseso
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