A consagração de Joinville como a Capital Nacional da Dança em forma de Museu
A visita ao Museu da Dança de Joinville, localizado na rua Vargeão 79, ao lado do Centreventos Cau Hansen, foi a grande boa surpresa da semana. A emoção ao rever a história, na entrada da primeira sala, é consumada, na saída, com a bailarina virtual que brinda o visitante dançando o Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky.
Ainda que recente, a tradição de Joinville como a cidade da Dança, é louvável a preocupação e iniciativa em preservar lembranças para que não se percam no tempo. A sequencia da exposição dos cartazes de cada ano, dos moletons, bótons, bonés, e até as sacolas plásticas da Feira das Sapatilhas, é uma viagem agradável ao passado. Um circuito iniciado, nas primeiras apresentações, na Sociedade Harmonia Lira, passando pelo Ginásio Abel Schulz, Ivan Rodrigues e atualmente no Centreventos.
Tudo está documentado. Elementos que não poderiam faltar e que tocam a cada um em particular, como aconteceu com Heloisa Soter Correa. Ela foi proprietária da Loja Shop 246, apontou para os selos colocados sob o balcão com tampo de vidro e, como um testemunho, contou: "A organização entregava aos comerciantes esses selos para colar nas embalagens. Dessa forma o turista levava junto com a compra uma lembrança do festival", e completa: "Também entregavam os cartazes e a programação para distribuirmos aos clientes".
Assim como Heloisa, eu revi fotos e imagens de antigos festivais que assisti da plateia. Lembranças memoráveis como a de Mikhail Barysnikov no festival em 2007. O acervo tem doações de bailarinos e pessoas famosos ligadas a dança, figurinos de peças clássicas em participações inesquecíveis.
Com muitas referencias das apresentações do Balé Bolshoi, o Museu é da Dança. Embora, seja impossível dissociar os dois assuntos, o que na verdade, nem queremos. Conhecida mundialmente por ser a única cidade que tem uma Escola do Teatro Bolshoi, fora da Rússia, o museu conta a trajetória do Festival de Dança de Joinville.
Há dez salas temáticas e interatividade virtual em todas elas. O museu associa referências da dança, como maquete dos maiores teatros do mundo e a história das caixinhas de música com suas bailarinas rodantes. A saída é feita através de um pequeno corredor com o teto forrado de sapatilhas, de cor pérola, penduradas sobre nossas cabeças. Uma delicadeza de encher os olhos.
Viabilizado por meio da iniciativa privada, tem na tecnologia o melhor dos efeitos para encantar a todos.
BÔNUS/Vídeo
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