Quarta, 16 de Junho de 2021 23:19
[email protected]
Blogs e Colunas Colunistas

Colunista Edomir Martins de Oliveira conta como é um casamento no circo:" A Magia do Amor"

Entretenimento.

28/05/2021 08h53 Atualizada há 3 semanas
480
Por: Mhario Lincoln Fonte: edomir martins de oliveira
capa
capa

Capítulo 59

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira,

vice-Presidente Nacional da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA – APB

 UM AMOR MÁGICO

Profeta Isaías 25:1 - Ó senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tu tens feito maravilhas...

Eles eram filhos de pais artistas circenses e cresceram juntos. Suas formações escolares eram sempre prejudicadas, com as sucessivas mudanças do circo, mas em cada cidade que chegavam eram protegidos por Lei Federal que lhes garantia matrículas nas escolas. Chegaram a concluir o Ensino Fundamental e Ensino Médio. “Foi um grande feito”!!! Elogiaram os seus pais muito felizes.

Ela, dois anos mais nova do que ele, dedicara-se a ser trapezista, -como seu pai e o seu avô-, e já levava o público ao delírio, quando viam o seu artístico e arriscado trabalho, saltando de trapézio para trapézio. Mas, o seu grande sonho mesmo, era incluir em sua vida de trapezista, o que já fora realizado por outros artistas famosos, que haviam criado números perigosos, incluído o salto mortal triplo, como exibido no filme “Trapézio”, que inspirara seu avô e seu pai.

Ela dizia que conviver com o perigo a fascinava. Haveria de realizar esses saltos. Sempre tivera em mente, desde que foi iniciada na vida de trapezista, o nome do famoso Freddy Nock, pertencente a uma família ligada desde sempre ao circo, que fez as primeiras experiências na corda com quatro anos de idade.

  Ele tinha uma paixão pelo equilibrismo e haveria de se igualar a Nik Wallenda, de uma família de equilibristas, que atravessou duas vezes um cabo entre dois prédios de Chicago, sem proteção, tendo feito a segunda travessia de olhos vendados, tendo às mãos apenas a vara, importante ferramenta para o seu equilíbrio, pois mantem seu centro de gravidade, enquanto ele atravessa. No circo, quando ele "desequilibra" pode deixar a vara mais para direita ou para esquerda dependendo da ocasião. Sem a vara, ele mantém o equilíbrio do corpo só se estiver de braços abertos. Era impressionante como conquistava seu público, e dele arrancava muitos aplausos, quando o viam andar grandes extensões, até mesmo sem a vara, mantendo o equilíbrio do corpo de braços abertos. 

Ilustração ML.

Quando conversavam, ele dizia-lhe que gostaria muito que ela andasse na corda consigo. Andariam os dois juntos até de bicicleta.  Não haveria de acontecer mal nenhum pois ele a treinaria muito bem, bastando considerar aquele desafio de equilíbrio, como uma travessura de criança. Fora assim que vencera seus medos iniciais.

  Ela, então, lhe retrucava que aceitaria andar com ele na corda quando ele pulasse de um trapézio para outro com ela. Que ele não se preocupasse, pois, o circo tinha um bom aparador. Como ele bem sabia, este é o profissional que serve de apoio ao volante no exercício de destreza e agilidade física, que inclui saltos, cambalhotas e giros com o corpo que é a base do artista em suas execuções; eles treinariam juntos e haveria de ser um salto maravilhoso. E como se tudo isso não bastasse, ainda tinha uma rede de proteção, que sustenta o trapezista e o ampara, se alguma coisa der errado.

Ele, expert em funambulismo, - “arte circense baseada em habilidades de equilibrismo que consiste em caminhar sobre uma corda chamada bamba ou maroma” - respondia que preferia ficar com suas cordas, que eram menos perigosas; e os dois, então, davam boas risadas. Sua confiança nele mesmo crescia, quando subia para a corda com seu instrumento de trabalho, que era apenas aquela vara. 

  É tida a vida de circo como uma das mais antigas da história da humanidade, tendo sua arte, através dos tempos, criado uma cultura própria, tradicional, e que leva alegria ao povo, e recebem dele seus aplausos.  

  A trapezista e o equilibrista amavam-se muito. Começou com aquele amor de meninice. Desenvolviam um trabalho diário no quadro de artistas do circo, realizando, com alegria, aquilo que mais gostavam. 

Quando decidiram casar foi uma festa só. Foi feita no picadeiro do circo, por ser um local central e circular, onde são feitas as exibições. Na hora combinada, ali estava o Celebrante, aguardando a chegada da noiva, que desceu de trapézio no centro do picadeiro, toda vestida de véu e grinalda. O noivo já havia entrado no picadeiro com seu traje de equilibrista. 

Era uma noite de espetáculo normal, com uma grata surpresa reservada ao público, que houvera sido anunciada. O circo lotou, com os ingressos todos vendidos. Os convidados, resumiram-se aos colegas e ao público que aplaudiu delirantemente a descida da noiva no picadeiro, como já houvera aplaudido o noivo, com seu traje de equilibrista.

    O Celebrante fez uma bela cerimônia, com uma homilia de rara felicidade, trazendo à lembrança de todos a Epístola de Paulo a Tito, 2:11 - Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. 

  Quando o Celebrante pediu as alianças, estas foram trazidas por um mágico do circo que se aproximando do casal, depois de procurar nos seus bolsos da jaqueta e não as encontrando, pediu o lenço do noivo, e o devolveu pois de dentro saiu uma rosa que ele pediu ao noivo que entregasse à sua noiva. E quanto às alianças?  Pediu a colaboração da sua ajudante que também não as encontrou, causando um susto aos noivos. 

Nos seus bolsos, só encontrou uma mensagem escrita em letra de forma: “Um Amor Mágico – Amem-se para sempre”, que mostrou aos noivos.  E continuava procurando nos bolsos, quando a noiva pediu-lhe que lhe desse o papel encontrado com as inscrições, que lhes diziam respeito. Ele esticou a mão entregando-o à noiva, sem desistir de procurar, quando por um belo truque levando a mão à testa, como se estivesse se lembrando de algo, as fez aparecer em um dos bolsos do noivo equilibrista, para alegria geral, principalmente da noiva. Muitos aplausos advieram. O Celebrante, depois do tradicional SIM, deu-os como casados.

  Então, ouviu-se uma voz vinda de um camarote que disse em alto e bom som: - “O equilibrista agora terá sua vida equilibrada”. E outro: - ele vai ter que saber equilibrar muito bem as contas, para chegar bem ao fim do mês”. E um outro disse: - “Tem um pulo que ela nunca vai querer que ele ouse ou treine: o pulo da cerca”. Foi um riso de várias pessoas próximas que escutaram, e principalmente dos noivos. Realmente, agora que estavam casados, a trapezista o equilibraria, ante as dificuldades do mundo. 

Terminada a apresentação da cerimônia de casamento, os artistas recém-casados, trocaram de roupa, e realizaram os seus trabalhos. O equilibrista na corda bamba, andando tranquilamente, montado em sua bicicleta, que tem “uma roda especial que funciona com um tipo de giroscópio dentro dela; se você desequilibra para um lado, a roda pende para o outro”. A trapezista apresentou-se fazendo o público delirar com a sua performance no trapézio, executando seus arriscados números. 

Uma surpresa ainda adveio. Já se tendo retirado todo o público, os noivos reunidos no centro do picadeiro com os seus colegas, ofereceram-lhes um bonito bolo de Casamento. O mágico os presenteou com uma garrafa de espumante para que eles fizessem um brinde, e brincando com os noivos fez as taças desaparecerem e quando as fez aparecer estavam cheias de espumante. Ah!! Esses mágicos fazem mesmo milagres!! Ainda foram servidos refrigerantes e salgadinhos para alegria dela e dos convidados.

  O casal se retirou para iniciar suas vidas de casados, e desfrutarem a sonhada lua de mel, ao fim da qual voltaram ao Circo, para os seus trabalhos normais, pois o show não pode parar.

 

40 comentários
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
Curitiba - PR
Atualizado às 23h15 - Fonte: Climatempo
10°
Céu encoberto

Mín. Máx. 15°

° Sensação
13 km/h Vento
94% Umidade do ar
40% (2mm) Chance de chuva
Amanhã (17/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. Máx. 13°

Nublado
Sexta (18/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. Máx. 13°

Sol com muitas nuvens e chuva
Ele1 - Criar site de notícias