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Uma nova e emocionante história de casamento, contada por Edomir Martins de Oliveira

Entretenimento.

09/07/2021 10h11 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Do livro FINALMENTE A NOIVA CHEGOU (Parte II)

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA – APB

Lucas 2:14.Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.

Uma história surpreendente: pane em avião, apressa casamento de noivos

   Extravagância de quem tem mesmo muito dinheiro acontece a qualquer momento. Os noivos resolveram casar a bordo de avião de propriedade dos pais do noivo, pois eles eram muito ricos e podiam se dar ao luxo de atender a este desejo do filho. Tinham dois aviões de pequeno porte, com espaço para 10 pessoas, independente da tripulação de bordo, dois iates, e um helicóptero. A noiva, com sua exuberante beleza, educação e simpatia, conquistara toda a família, pois tinha um comportamento de moça digna de ser acolhida.

   O casal se conheceu a bordo de um avião comercial em seu retorno, para o Brasil.  Vinham da Austrália, de cidades diferentes para aonde haviam se deslocado em razão de estudos. No decorrer do voo, sentados lado a lado, se conheceram e conversaram um pouco. De repente, em uma zona de turbulência, o avião perdeu momentaneamente altitude, tendo ela segurado a mão do rapaz, apavorada que ficou, para em seguida estabilizar-se novamente, voltando tudo ao normal. O jovem que estava tomando um cafezinho, teve este derramado em sua calça, deixando a impressão de que aquele molhado não era de café, nem de água. O casal, muito se divertia quando olhava a calça do rapaz, e riam muito.

   O curso terminara e era hora de voltar. Eles se sentiram atraídos. Foi um voo longo, de muitas horas, em virtude da distância e das conexões que eram feitas. Tiveram muito tempo para conversar. No aeroporto de destino, recebidos pelos pais, despediram-se, deram-se aperto de mãos, trocaram número de telefone, e combinaram que marcariam um próximo encontro.

Descansados da longa viagem e readaptados ao fuso horário local, ele telefonou para ela, marcaram encontro e logo se dispuseram a sair juntos para jantar. Os encontros foram se sucedendo, o namoro foi evoluindo, e em pouco tempo estavam noivando com vistas a um casamento. Foi então que lhes adveio a ideia de casarem a bordo de um avião, tendo em vista que assim se conheceram. O entusiasmo cresceu, marcaram a data, combinaram com os pais do noivo, que a cerimônia seria a bordo de um avião das suas empresas.

Viviam a época da pandemia. Não poderiam fazer um casamento dos sonhos, para evitar aglomerações de convidados, mas casariam a bordo de um avião em um trajeto longo que lhes permitisse levar 2 testemunhas, e o avô do noivo, além dos pais dos noivos, e do Sacerdote, tio da noiva, que celebraria o casamento religioso com efeitos civis.

    À hora marcada para o casamento, a noiva estava radiante, com as roupas próprias para o evento: vestido longo, véu e grinalda. A tripulação também já estava presente. Faltava o noivo. E isso aumentava a preocupação de todos e da noiva, principalmente. Quando ele chegou, em sua Ferrari, foi motivo de muita alegria para todos, e da noiva que ficou em uma incontida euforia. Ele justificou seu atraso, dizendo-lhes que pegara um engarrafamento muito grande em virtude de um acidente automobilístico que culminou com óbitos. Não telefonou porque houvera esquecido o aparelho celular em casa, onde ansiosamente se preparava para a viagem dos sonhos. O motorista o deixara no aeroporto e voltado imediatamente para buscá-lo.

      Estavam todos a bordo e sentados nas confortáveis poltronas da aeronave, quando então se ouviu a informação de praxe: - Senhores passageiros, afivelem seus cintos de segurança, que vamos fazer os procedimentos para decolagem-. Daí novas preocupações. O motor do avião não queria pegar. Foi então que o comandante avisou que permanecessem a bordo que logo tudo estaria resolvido. O pai do noivo acalmou a todos declarando que havia sido feita manutenção recente e tudo estava normal. 

Edomir de Oliveira.

A verdade é que isso gerou um mal-estar em todos. Apenas o noivo e seus pais se mantinham extremamente calmos. Uma das testemunhas, irmã da noiva, então dizia: - Graças a Deus a máquina não quis pegar conosco em terra. Já imaginaram se estivéssemos voando? -  . Enquanto, outra testemunha, irmão do noivo, mais calmo, acrescentava que tudo iria dar certo.  

  A noiva estava mesmo inquieta. Enquanto isso, o Celebrante disse: Meus irmãos como estamos a bordo, e como é do desejo dos noivos, vamos dar início à cerimônia; e fez o ritual do casamento, proclamando uma mensagem que os noivos, e todos a bordo, guardaram em seus corações. 

    Havendo o Celebrante declarado aos noivos que em nome da Igreja, e da Lei estavam casados, disse ao noivo que podia beijar a noiva, o que ele fez imediatamente. Em seguida o serviço de bordo entrou em ação, servindo coquetéis e finos frios, uma deliciosa fatia de bolo e uma taça de um champanhe francês raríssimo, que o avô guardara há muito tempo para o casamento do primeiro neto. A noiva, entendia que já estava casada, iria para um hotel na cidade curtir sua lua de mel. 

     Foi quando o comandante, que ouvira do Sacerdote a informação de que os noivos estavam casados, declarou que o defeito estava sanado e iria taxiar a nave para decolagem. 

       O noivo resolveu ir até a cabine dar uma palavra com o piloto, enquanto comentavam: -Será que ele está indo perguntar sobre a segurança do voo?    Ele, então, da cabine do comandante, usando o microfone, contou a todos que tudo havia sido previamente combinado com o comandante, e o Sacerdote do casamento, para que tivessem tempo de iniciar e concluir a cerimônia. Acrescentou que não se preocupassem com nada, tudo estava sob controle. Foi uma risada geral. Que criatividade desse noivo!!!

   Ele procedera assim porque amava muito sua noiva e queria iniciar o voo com uma esposa bela e atraente por quem era perdidamente apaixonado. Que faria de tudo para vê-la feliz. E concluiu suas palavras dizendo: -. Minha bela esposa, eu te amo muito e quero te fazer feliz. Desculpem o susto.

      Todos extremamente tranquilos, curtiram o voo com o casal. Estavam chegando ao destino, uma ilha paradisíaca, onde passariam a lua de mel, devendo a aeronave retornar com todos, somente após 10 dias, pois o hotel estava reservado sem custo nenhum para todos os convidados. Porém o hotel dos noivos era outro, na ilha vizinha a apenas 30 minutos de barco da ilha dos convidados. Afinal, os noivos precisavam de privacidade neste momento tão importante da vida.

      Ali estava organizada a festa de casamento, presente surpresa dos pais do noivo, em hotel de luxo, onde um belo salão de recepção os aguardava, bem adornado, e puderam participar alegremente, noivos, pais, e poucos convidados, amigos dos noivos, que foram transportados até a ilha na outra aeronave da empresa da família, surpresa também promovida pelos pais dos noivos. O hotel era cheio se constelações, e o restaurante recebera a pontuação máxima, do guia gastronômico Michelin, ou seja, três estrelas. Tudo foi servido com requinte inclusive um lindo bolo de casamento. 

        Foi uma noite memorável!! Todos estavam muito felizes, vacinados, e procuravam cumprir o protocolo que o hotel estabelecera, tais como o uso da máscara.  A banda tocava músicas românticas, brasileiras e internacionais. Eis que, de repente, alguns estrangeiros hóspedes do hotel, encontravam-se na pista dançando ou tentando dançar os ritmos brasileiros. Enfim, a nossa maravilhosa música, mesmo longe do Brasil, contagiava a todos como uma varinha de condão de felicidade.  E os dançarinos da pista não se importavam nem um pouco se estavam fora do ritmo, pois o importante naquela noite era ser muito, muito feliz. E da pista de dança, ao amanhecer, os noivos e convidados pisaram na areia da praia, que era contínua ao salão da festa, e no mar, saudando a natureza, a família, a amizade e a alegria.

        Ao final, comentava-se que a mensagem do Celebrante, tinha sido muito confortadora com palavras de estímulo aos noivos que agora abraçavam a vida de casados. Foi uma perfeita homilia onde o Celebrante destacou a fiel observância ao que dispõe a Bíblia Sagrada, baseada em o Evangelho de Mateus 19:6 - “Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”.

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Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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